Talvez por embutir um corte social no eleitorado inédito, este processo eleitoral transborda preconceitos. Primeiro, a análise do fenômeno sociológico do voto do pobre, descolado de formadores de opinião, derivou para o preconceito do "voto vendido" por um prato de comida, simbolizado pelo Bolsa Família. Depois, o voto nordestino foi colocado no mesmo saco do coronelismo, como se tivesse ocorrido uma negociação individual desse eleitor com o candidato a presidente. Agora, entrou em cena o voto dos negros (que, nas pesquisas, são a soma dos pretos e pardos). A última conclusão, derivada da pesquisa do Ibope da semana passada, é que os negros dão menos importância à ética que os brancos - e por isso tenderiam a eleger, em sua maioria, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Se a elite brasileira não jogar fora seus preconceitos, será difícil entender o que ocorre nessas eleições. Falta enxergar um pouco a realidade social desse país. A começar pela realidade dos negros, entre eles, em especial, dos pretos. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2005, elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a partir da PNAD 2004 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), os negros representam 48% da população, mas são 66,6% dos 10% mais pobres e 15,8% dos 1% mais ricos. Os trabalhadores negros recebem cerca de 2 salários mínimos por mês, enquanto os brancos ganham 3,8 salários, em média. A taxa de analfabetismo dos negros é de 16%, mais do que o dobro da dos brancos, de 7%.
Isso não é tudo. A personificação do preconceito embutido na avaliação do voto do negro são as estatísticas de morte pela polícia. Segundo pesquisa de Marcelo Paixão, da ONG Fase, em 2001, enquanto os pretos representavam 11% da população do Rio, eram 32,5% dos mortos pela polícia; os pardos, que eram 34% da população do Estado, representavam 21,8% dos mortos pela polícia; e os brancos, 54,5% da população, eram 19,7% dos mortos pela polícia. O levantamento foi feito entre janeiro de 1998 e setembro de 2002 e os dados populacionais são do Censo de 2000. Segundo estudo coordenado pelo sociólogo Ignacio Canno para o Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil 2005, a taxa de homicídio de negros , entre janeiro de 1993 e julho de 1996, era 1,9 vez maior que a dos brancos.
Por esse quadro, não precisa ser um especialista para concluir que a população negra está mais exposta aos benefícios do Bolsa Família e do aumento do poder de compra do salário mínimo. Ainda assim, dado o grau de pobreza do negro - além de 64% dos pobres, representam 68% dos indigentes, segundo números de 2001 - não parece que a situação dada seja totalmente satisfatória: 25% dos negros entrevistados pelo Ibope na semana passada se diziam insatisfeitos em relação à vida que levam, contra 21% dos brancos; 62% dos pretos se declararam satisfeitos, contra 69% dos brancos.
Processo eleitoral transborda preconceitos
Na sondagem de intenção de voto, não parece que as preferências dos pretos se descolem dos índices dos mais pobres: na pesquisa espontânea, o presidente Lula teria 60% dos votos dos pretos entrevistados; entre todos que ganham até um salário mínimo, captaria 67% dos votos, e 54% entre os que ganham de 1 a 2 salários mínimos. Segundo a pesquisa, 64% dos negros aprovam a maneira como Lula conduz o país e 62% dos pardos também - contra 48% dos brancos. Os negros aprovam mais a administração Lula porque são negros, ou porque são pobres? Entre os entrevistados que ganham até 1 salário mínimo, 68% dizem que aprovam; dos que ganham de 1 a 2 salários mínimos, 59% responderam a mesma coisa. No Nordeste, 72% dos entrevistados afirmaram que aprovam a maneira como Lula vem administrando o país. Responderam isso porque são pobres, negros ou nordestinos? E o que a pergunta embute? A forma de administrar o país é qual?
Depois de perguntar em quem o entrevistado votou no segundo turno das eleições de 2002, o Ibope formula a seguinte pergunta: "Você votaria ou não votaria em um político acusado de corrupção, ou citado em algum caso de corrupção?". Respondem que votariam 7% dos brancos, 11% dos pretos e 8% dos pardos - o que, na linguagem de pesquisa, estaria dentro da margem de erro. À pergunta de qual o partido mais ético, o PT ganhou, com 18% - no Nordeste, 28% dos entrevistados tinham essa opinião; 26% dos negros e 19% dos pardos achavam a mesma coisa. Por que acham isso? Porque são pretos, pobres ou nordestinos? O PT ganhou também no quesito "menos ético": 31% dos entrevistados consideraram assim - no Nordeste e na faixa de renda familiar de até um salário mínimo, essa opinião decresce para 21% dos entrevistados. Entre os brancos, 34% acham que o PT é o partido mais corrupto; entre os pretos, 23% e, entre os pardos, 28%. Se pretos e pardos votam em sua maioria em Lula, e se consideram menos que os brancos que o PT é corrupto - e mais que os brancos que o PT é menos corrupto - por que então a conclusão de que Lula tem mais votos dos negros porque eles têm menos apego à ética?
Se a elite brasileira aprendeu só esse tortuoso travo racial de um processo eleitoral que é rico pelo que ele tem de novo, pobre deste país. Mais pobre que os pobres, os pretos e os nordestinos. Seria o caso dessa elite começar a tentar responder outras perguntas. A primeira delas é: por que ocorreu um corte social tão profundo nessas eleições? A segunda: por que os partidos não acompanharam esse movimento, muito pelo contrário, acabaram por facilitar a personalização desse corte na figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva? A última: por que a elite, em vez de fazer a reflexão sobre a realidade social do país, assume um discurso que pretende criminalizar a pobreza por uma escolha democrática? A escolha do pobre não é crime. Reflete anseios, um descaso secular, uma distância profunda dos ricos. É uma escolha racional.
Maria Inês Nassif é editora de Opinião. Escreve às quintas-feiras
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ESSA MONTAGEM REPRESENTA, EM DUAS FRASES, O SENTIMENTO ANTI-IMPERIALISTA E O DESESPERO DE QUEM COMANDOU O MUNDO NOS ÚLTIMOS 100 ANOS E AGORA SE VÊ ENCURALADO, COMO UM DOS PAÍSES MAIS DEPENDENTES DO MUNDO.
O QUE VAI ACONTECER COM O MUNDO A PARTIR DE AGORA, SABENDO QUE OS E.U.A PRECISAM DE QUASE TUDO DE FORA PARA MANTEREM-SE COMO A MAIOR POTÊNCIA DO MUNDO? VAMOS VENDER TUDO QUE TEMOS, PARA QUE QUANDO ESTIVERMOS DESENVOLVIDOS ENTREMOS NA MESMA SITUAÇÃO?
Previsão é que em dois anos região reduza 78% de lixo enviado a aterros
Reunidos extraordinariamente em Guararema, na segunda (11/09), os prefeitos que compõem a Amat - Associação dos Municípios do Alto Tietê, decidiram, que deverão diminuir a destinação final para aterros convencionais em 78% em um prazo de até dois anos.
Além disso, eles vão apresentar ao Ministério do Meio Ambiente e à Secretaria de Estado do Meio Ambiente, a decisão de implantar de duas a três Usinas de Reciclagem na região, e não uma como era a sugestão dos órgãos.
De acordo com o presidente da entidade e prefeito de Mogi das Cruzes, Junji Abe, o processo deverá ser iniciado pela coleta seletiva, principalmente pela participação ativa da população. "Para que possamos alcançar nosso objetivo, após coleta seletiva, devemos avançar no processo de triagem. Inclusive, muitos municípios de nossa região já têm os seus centros".
O próximo passo, segundo Junji, seria a implantação de uma Usina de Reciclagem, individual ou por consórcio de algumas cidades. A essa unidade deverá ser acoplada uma Usina de Compostagem, para transformação do lixo úmido em adubo orgânico e produtos.
"Coletamos dados de métodos mais modernos pela internet, inclusive visitamos o complexo do Caju e a Usina Verde do Rio de Janeiro com alguns prefeitos. Neste feriado, o secretário de Controle e Estratégia de Mogi, Aroldo da Costa Saraiva, esteve em Sapiranga – perto de Porto Alegre (RS) – para verificar a informação de que lá havia um processo simples, porém com resultados muito positivos. Isso foi apresentado aos prefeitos", explicou o presidente da Amat.
Diminuição dos resíduos
De todo o lixo retirado de residências, varejões, feiras, verde (roçadas e podas de árvores) e grande comércio, 25% são recicláveis, outros 45% podem ser transformados em adubo orgânico e 8% são de materiais inertes (restos de construção). A soma do aproveitamento chega a 78% de redução dos resíduos enviados aos aterros. Restariam somente 22%.
"No futuro, com a Usina Verde, do material restante, 20% poderão ser incinerados e gerar energia. Ou seja, somente 2% seriam descartados", ressaltou Junji. Segundo ele, esse é o avanço necessário, mas que não há data estabelecida porque precisa de muito investimento. São cerca de R$ 45 milhões para a instalação de uma unidade para tratamento de 300 toneladas diárias de lixo.
Usina Reciclagem regional
Os prefeitos da Amat deverão apresentar ao Ministério do Meio Ambiente e à Secretaria de Estado do Meio Ambiente, a resposta oficial sobre a implantação de uma Usina Regional de Reciclagem. O projeto, desenvolvido pelo Programa Nacional de Meio Ambiente II (PNMA), foi aprovado, mas com uma sugestão.
"Chegamos à conclusão de que é mais vantajoso ter duas ou três usinas na região para facilitar o transporte do material. Não faz sentido levar os resíduos e trazer os materiais de Ferraz de Vasconcelos para Mogi, por exemplo. Além disso, ao invés de investir R$ 4 milhões em um único local, pode-se gastar cerca de R$ 600 mil em uma unidade menor, para atender à população de uma a três cidades", disse Junji Abe.
Outro detalhe que o presidente da Amat fez questão de ressaltar é a necessidade do transbordo. "É importante porque o material de três veículos podem ser depositados em um único caminhão, maior. Economiza-se no tempo, no gasto com motorista etc".
Participaram do encontro, os prefeitos André Luiz do Prado (Guararema), Benedito Rafael da Silva (Salesópolis), Roberto Pereira da Silva, o Jacaré (Biritiba Mirim), Genésio Severino da Silva (Arujá) e Roberto Marques (Poá) e os secretários municipais de Meio Ambiente de Itaquaquecetuba, Ricardo Manfred; de Controle e Estratégias de Mogi das Cruzes, Aroldo da Costa Saraiva; de Governo de Suzano, Rosenil Barros Órfão; de Obras de Guararema, José Luiz Freire e de Obras de Guarulhos, Paulo Gonçalves Souza e o chefe de Gabinete de Itaquaquecetuba, Marco Aurélio Gonçalves da Silva.
"Não há choque religioso, mas imperialista", diz Tariq Ali.
Em entrevista exclusiva ao G1, o escritor paquistanês Tariq Ali diz que questões políticas causaram os protestos contra Bento XVI.
Por Daniel Buarque - 20/09/2006
Os protestos do mundo islâmico por conta das declarações do Papa Bento XVI relacionando o Islã à violência vão muito além da questão religiosa, segundo a avaliação do escritor paquistanês Tariq Ali. Em entrevista exclusiva ao G1, direto de Londres, por telefone, ele diz se tratar de mais um dos efeitos do imperialismo dos Estados Unidos, e que a reação violenta vem de uma civilização ferida por anos, sendo o ataque do Papa apenas mais um dos estopins.
"Não estamos vivendo um choque de religiões, mas uma guerra imperialista para impor a hegemonia norte-americana. Esse não é basicamente um conflito religioso", disse. "Acontece que o povo islâmico está assentado em terras ricas em petróleo. Se fossem os hindus que vivessem na mesma região, estaríamos presenciando um conflito contra eles, e não contra o Islã."
Ateu declarado, Tariq Ali é um dos mais destacados pensadores de esquerda da atualidade na Inglaterra. Escritor, historiador e intelectual político, é, junto ao norte-americano Noam Chomsky, o principal porta-voz do discurso anti-imperialista.
Nesta entrevista, ele faz referência à reação de grupos muçulmanos em todo o mundo decorrentes da palestra de Bento XVI proferida na Alemanha na semana passada. Naquela ocasião, o Papa citou o imperador bizantino Manuel II, do século XIV, segundo quem Maomé havia trazido coisas "apenas más e desumanas, como sua ordem para difundir pela espada a palavra da fé que ele pregava".
"O Ocidente tem sido cada vez menos tolerante com os países islâmicos, atacando e ocupando seu território, independentemente do que quer o seu povo. É preciso ver que a reação, que dizem ser violenta, vem de uma civilização ferida, constantemente sendo atacada", afirma Ali.
Para ele, quem realmente causa o conflitos atuais é o presidente dos Estados Unidos e sua política externa. "O verdadeiro ‘Papa’ do planeta hoje é o que vive na Casa Branca. Se ele diz que preto é branco, a maior parte do mundo vai concordar com ele e passar a dizer que preto é branco", disse, apontando uma força mais forte que a própria religião, ligada aos Estados Unidos. "O fundamentalismo imperial americano é aceito por pessoas em todo o planeta sem que haja críticas."
Segundo ele, é contra essa visão hegemônica que os islâmicos realmente se levantam. E um pedido de desculpas do Papa não faria grande diferença, já que o grande problema é que a violência acaba sendo a única forma de expressão encontrada pelas massas islâmicas, que não se sentem representadas por nenhuma voz, que responda ao debate aberto pelo Papa.
"Os líderes islâmicos são incapazes de responder ao Papa em público. Se houvesse apenas um que rebatesse as idéias do Papa, que mostrasse publicamente a violência praticada pelo catolicismo no passado, não teríamos o resultado de protestos apenas através da violência."
Ali acha que o Papa fez um ataque proposital, a fim de deixar clara a mudança no Vaticano ocorrida desde que assumiu o lugar antes ocupado por João Paulo II. "Este papa é extremamente bem-organizado, muito cuidadoso. Ele definitivamente não faz nada por acaso. Não acredito que a referência que ele fez ao islã tenha sido um acidente. Foi proposital. Ele quis dizer o que disse. Foi a forma que ele encontrou de mostrar que seu papado ia ser diferente do anterior, quando houve um contato pacífico entre as duas religiões."
"O problema é que ele foi bobo e não pensou em todos os efeitos que suas declarações poderiam ter", completa, analisando que muito da política do Vaticano vai precisar ser revista a partir da reação do mundo às declarações de Bento XVI.
Questionado se os conflitos decorrentes das declarações do Papa não confirmariam a ligação do Islã com a violência, Ali reconhece que é uma interpretação possível, mas volta a alegar que a resposta vem de um povo ferido e com raiva. "A razão para tanta violência é que as pessoas no mundo islâmico estão com muita raiva da situação em que vivem. O Ocidente está atacando seus países, há soldados americanos em suas cidades e isso os enfurece."
Indignado com as declarações do Papa, Ali publicou na segunda-feira (18) o artigo "Insultos Papais", em que faz uma crítica teológica dos argumentos defendidos por Bento XVI. Publicado no site da revista "Countercurrents" (veja aqui, em inglês), o texto enaltece a separação entre a questão política e a religiosa. Nele, Ali rebate as declarações do Papa mostrando que toda religião tem sua cota de violência na história da humanidade.
"O Papa está errado em suas declarações, basta olhar para o passado da Igreja Católica, o que eles fizeram com a imposição da Inquisição, a caça aos dissidentes e as lutas históricas dos católicos contra os judeus e os protestantes. Como ele quer discutir religião apontando os erros de uma delas sem olhar para o passado violento do próprio catolicismo. Historicamente o islamismo é muito mais pacífico de que o catolicismo", disse, na entrevista.
Pronunciamento do Sen. Jefferson Peres, do Amazonas, em 30.08.2006 no plenário do Senado Federal.
Jefferson Peres (PDT-AM)
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Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, depois de uma longa ausência de algumas semanas, volto a esta Tribuna para manifestar o meu desalento com a vida pública deste País.
Gostaria de estar aqui discutindo, a respeito das riquezas naturais do Brasil, e não como falarei, sobre algo muito pior: a dilapidação do capital ético deste País.
Senador José Jorge, poderíamos não ter um barril de petróleo nem um metro cúbico de gás, mas poderíamos ser uma das potências mundiais em termos de desenvolvimento.
O Japão não tem nada. Não tem petróleo, gás ou riquezas minerais. A Coréia do Sul também não tem nada disso, e nos dá um banho em termos de desenvolvimento não apenas econômico, mas também humano.
O que está faltando mesmo a este País e sempre faltou é uma elite dirigente com compromisso com a coisa pública, capaz de fazer neste País o que precisaria ser feito: investimento em capital humano.
Vejam que País é este. Estamos aqui com seis Senadores em pleno mês de agosto, porque estamos em recesso branco. Por que não se reduz a campanha eleitoral a trinta dias e transfere-se o recesso de julho para setembro? Nós ficaríamos com o Congresso aberto, de Casa cheia, até 31 de agosto. Faríamos trinta dias de campanha em recesso oficial, remunerado.
Estamos aqui no faz-de-conta. Como disse o Ministro Marco Aurélio, este é o País do faz-de-conta. Estamos fingindo que fazemos uma sessão do Senado, estamos em casa sem trabalhar. Estou em Manaus há quase um mês, recebendo, sem fazer nada "para o Congresso Nacional, pelo menos". Como se ter animação em um País como este com um Presidente que, até poucos meses atrás, era sabidamente "como o é" um Presidente conivente com um dos piores escândalos de corrupção que já aconteceu neste País e este Presidente está marchando para ser eleito, talvez, em primeiro turno? É desinformação da população? Não, não é. Se fizermos uma enquete em qualquer lugar deste País, todos concordarão, ou a grande maioria, que o Presidente sabia de tudo. Então, votam nele sabendo que ele sabia. A crise ética não é só da classe política, não. Parece que ela atinge grande parte da sociedade brasileira. Ele vai voltar porque o povo quer que ele volte.
Democracia é isso. Curvo-me à vontade popular, mas inconformado. Esta será uma das eleições mais decepcionantes da minha vida. É a declaração pública, solene, histórica do povo brasileiro de que desvios éticos por parte de governantes não têm mais importância. Isso vem até da classe dos intelectuais, dos artistas. Que episódio deplorável aquele que aconteceu no Rio de Janeiro semana passada! Artistas, numa manifestação de solidariedade ao Presidente, com declarações cínicas, desavergonhadas! Um compositor dizer que "política é isso mesmo, fez o que deveria fazer", o outro dizer que "política é meter a mão na m...!" Um artista, em qualquer país do mundo, é a consciência crítica de uma nação. Aqui é essa, é isso que é a classe artística brasileira, pelo menos uma grande parte dela, é o povo conivente com isso.
E pior, pior ainda: os artistas estão fazendo isso em interesse próprio, porque recebem de empresas públicas contratos milionários - isso é a putrefação moral deste País - , e o povo vai reconduzir o Presidente porque "política é isso mesmo".
Tenho quatro anos de Senado. Não me candidatarei em 2010, não quero mais viver a vida pública. Vou cumprir o mandato que o povo do Amazonas me deu, não vou silenciar. Ele pode ser eleito com 99,9%. Eu estarei aí na tribuna dizendo que ele deveria ter sido mesmo destituído.
O que ele fez é muito grave. É muito grave. Curvo-me à vontade popular, mas não sem o sentimento de profunda indignação. A classe política já nem se fala, essa já apodreceu há muito tempo mesmo. Este Congresso que está aqui, desculpem-me a franqueza, é o pior de que já participei. É a pior legislatura da qual já participei. Nunca vi um Congresso tão medíocre. Claro, com uma minoria ilustre, respeitável, a quem cumprimento. Mas uma maioria, infelizmente, tão medíocre, com nível intelectual e moral tão baixo, eu nunca vi. O que se pode esperar disso aí? Não sei. Eu não vou mais perder o meu tempo. Vou continuar protestando sempre, cumprindo o meu dever. Não teria justificativa dizer que não vou fazer mais nada. Vou cumprir rigorosamente o meu dever neste Senado até o último dia de mandato, mas para cá não quero mais voltar, não!
Um País que tem um Congresso desse , que tem uma classe política dessa, que tem um povo... dizem que político não deve falar mal do povo. Eu falo, eu falo. Parte da população que compactua com isso? É lamentável. E que sabe. Não é por desinformação, não. E que não é só o povão, não. É parte da elite, inclusive intelectual. Compactuam com isso é porque são iguais, se não piores. Vou continuar nessa vida pública? Para quê, para mim, chega!
Vou continuar pelejando pelos jornais e por todos os meios possíveis, mas, como ator na vida política e na vida pública deste País, depois de 2010, não quero mais! Elejam quem vocês quiserem! Podem chamar até o Fernandinho Beira-Mar e fazê-lo Presidente da República - ele não vai com o meu voto, mas, se quiserem, façam-no.
O meu desalento é profundo. Deixo isso registrado nos Anais do Senado Federal. Infelizmente, eu gostaria de estar fazendo outro tipo de pronunciamento, mas falo o que penso, perdendo ou não votos "pouco me importa." Aliás, eu não quero mais votos mesmo, pois estou encerrando a minha vida pública daqui a quatro anos, profundamente desencantado com ela.
Além do Sesc ser do povo, é um simbolo da resistência, valor da cultura e sobrevivência de um povo carente de aprendizagem, mas com uma gama muito alta de cultura para o conhecimento de nossas crianças! "eu já fiz é rapidinho!! Talvez alguns de vcs já saibam, talvez não. A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que reduz a arrecadação financeira do SESC. Esse projeto vai ser votado no Senado no dia 3 de outubro. Se for aprovado, compromete significativamente a atuação do Sesc em nível nacional. Isso quer dizer menos teatro, menos música, menos dança, menos exposições, menos esporte, menos lazer, menos tudo o que o Sesc faz. Já existe uma emenda a esse projeto de lei que mantém seus pontos positivos mas preserva a fonte de receita do Sesc. Com tanta coisa que dá errado no país, com tanto dinheiro desperdiçado por nada, os ilustres congressistas querem acabar com uma das instituições que mais tem contribuído para a cultura no Brasil. Se vc gosta do Sesc, se vc frequenta o Sesc, se vc já trabalhou com o Sesc, se vc usa os serviços oferecidos pelo Sesc há um meio de ajudar: escrevendo aos senadores e pedindo o apoio à Emenda que altera o projeto de lei. No site do Sesc São Paulo (http://www.sescsp.org.br/) há um link para fazer isso de forma simples. Visite o site e acesse o link, não leva mais que 1 minuto para preencher seus dados em uma carta que será encaminhada ao Senado. Divulguem a ação. Não deixemos que essa burrice seja praticada por políticos inescrupulosos.
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Chico Anísio costuma dizer que gostaria de ser reconhecido como um escritor que faz humor. Uma pena. Se ele preferisse pelo menos ser reconhecido como um escritor que faz música, o Brasil ainda poderia reverenciar a crítica bem-humorada e a deliciosa música regional que o autor de Rio Antigo (ao lado de Nonato Buzar) e outro comediante, Arnauld Rodrigues, faziam na dupla Baiano & Os Novos Caetanos.
Nascida nos anos 70 como uma sátira ao tropicalismo, a dupla formada por Baiano e Paulinho (personagens de Chico Anísio e Arnauld Rodrigues, respectivamente, no humorístico "Chico City") trazia em suas músicas letras divertidas e engajadas e um instrumental de primeira, com belos arranjos de violões, sanfonas e cavaquinhos, entre outros instrumentos. Clássicos como Vô Batê Pá Tu, que fala das delações na ditadura, e Urubu Tá com Raiva do Boi, uma crítica à situação econômica do país e ao falso "milagre econômico brasileiro", fizeram de Baiano & Os Novos Caetanos um nome significativo no universo do samba-rock e da música rural.
Quase três décadas depois, a Cid mata a saudade dos fãs reeditando o primeiro álbum da dupla, auto-intitulado, lançado pela própria gravadora em 1974 e relançado em 1994 no formato CD. O disco faz parte da série A Arte de..., que traz de volta ao mercado CDs de grandes artistas da MPB que estavam fora de catálogo. "Baiano & Os Novos Caetanos lembra a minha infância. Muitas pessoas, como eu, gostam de discos antigos, mas é difícil encontrá-los. Por isso lançamos essa série", explica André Teixeira, de 26 anos, produtor artístico da Cid.
Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil permaneceu na liderança do ranking mundial de reciclagem de latas de alumínio. Em 2005, foram reaproveitadas 96,2% das latas usadas, com um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior. O país atingiu a marca de 127,6 mil toneladas de latas recicladas por ano.
Os dados estão no ranking mundial de reciclagem de latas de alumínio divulgado pela Associação Brasileira de Alumínio (Abal) e pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas).
O ranking reforça a crescente preocupação com a reciclagem em vários países. O Japão, por exemplo, aumentou o índice de reciclagem de 86,1%, em 2004, para 91,7%, em 2005. O país reaproveita cerca de 110 mil toneladas de latas por ano e está atrás apenas do Brasil, onde o processo tem forte motivação econômica devido ao preço de revenda do produto.
"Embora ainda não tenhamos leis que obriguem a reciclagem, o Brasil há 15 anos tem um mercado totalmente consolidado. São mais de 7 mil postos de compra de sucata em todo o país, que movimentaram em 2005 mais de R$ 400 milhões apenas na fase de coleta, a primeira etapa da cadeia produtiva", disse José Roberto Giosa, coordenador da Comissão de Reciclagem da Associação Brasileira de Alumínio, à Agência FAPESP. De acordo com ele, atualmente mais de 160 mil pessoas vivem exclusivamente da coleta de latas de alumínio no Brasil.
Além do mercado consolidado, outros fatores também contribuem para que o Brasil registre o maior índice mundial de reciclagem desde 2001, entre eles a maior profissionalização das cooperativas de catadores, a continuidade dos programas de educação ambiental mantidos pela indústria e, principalmente, a crescente adesão da classe média em todo o país. Levantamento realizado pelo setor mostra que, entre 2000 e 2005, a participação de condomínios e clubes na coleta de latas usadas passou de 10% para 24%.
"Finalmente, a reciclagem deixou de ser moda para virar um modo de vida civilizado. Como a classe média aderiu a esse mercado, temos o que chamamos de efeito demonstração, ou seja, outros segmentos sociais são atraídos para esse mercado, garantindo um maior volume de latas para as cooperativas de catadores", explica Giosa.
Nos últimos anos, o índice de reciclagem no Japão cresceu, em média, apenas 1 ponto percentual. O que explica o aumento de 5,6 pontos no ano passado é o alto investimento feito pelo governo japonês, sobretudo na região de Tóquio, com a instalação de máquinas automáticas de reciclagem em estações de metrô e rodoviárias. Basta o cidadão inserir as latas para retirar um vale-compra.
"Foram mais de US$ 50 milhões investidos nesse tipo de máquina em 2005. Além disso, o poder público está preparando um pacote de leis para tornar a reciclagem de latas obrigatória no Japão, a exemplo do que já ocorre em alguns países europeus e em 11 estados norte-americanos", disse.
Os números divulgados pela Abal e pela Abralatas mostram ainda o crescimento do desempenho nos Estados Unidos (de 51% para 52%) e Europa (de 48% para 52%). A valorização do alumínio no mercado internacional foi o principal fator desse crescimento: a elevação dos preços da matéria-prima aumentou a procura por sucata de latas, principalmente pelas indústrias automotiva e siderúrgica.
"É preciso ressaltar que o mercado norte-americano, por exemplo, é dez vezes maior do que o brasileiro. Os Estados Unidos produzem cerca de 100 bilhões de latas de alumínio para consumo e reciclam 52% desse volume. O Brasil fabrica bem menos, 10 bilhões de latas, mas recicla 96,2%", aponta Giosa.
Estão abertas as inscrições para o Rally Universitário Fiat. A largada e a chegada do evento acontecerão num amplo espaço do Expominas, que fica na Rua Amazonas, 6020, no Bairro da Gameleira. Esperamos contar com sua participação na prova de Belo Horizonte do Rally Universitário Fiat, que acontecerá no dia 08 de outubro, em Belo Horizonte.
Para se inscrever, basta doar 03 latas de leite em pó integral e 1 livro por pessoa. Caso a dupla conduza um "Zequinha" (carona maior de 16 anos), este deverá doar mais 03 latas de leite em pó integral e um livro. O material arrecadado nas inscrições será doado a uma entidade carente que será indicada pela própria Prefeitura Municipal da cidade.
Foto: Digocamilo - Campeonato Mineiro de Rallye - Mariana/MG - 25/06/2006
Para confirmar a participação cada competidor (piloto / navegador / Zequinha) deverá apresentar um documento de identidade e entregar as doações. O piloto deverá apresentar a carteira de habilitação e o universitário da equipe deverá mostrar um comprovante de matrícula em um centro de ensino superior. Feita a inscrição, cada participante recebe um kit competição (camisetas e adesivos). Cada carro será vistoriado pelos comissários da Federação de Automobilismo Local. Às 18h00, dia 7 sábado, terá início a aula de navegação gratuita.
No domingo, dia da prova, antes da largada, as equipes receberão, durante o briefing, a planilha de navegação.
ESTA CARTA FOI DIRECIONADA AO BANCO BRADESCO, PORÉM DEVIDO A CRIATIVIDADE COM QUE FOI REDIGIDA, DEVERIA SER DIRECIONADA A TODAS AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS.
TEMOS QUE PRESTAR REVERÊNCIA A CRIATIVIDADE BRASILEIRA! ALÉM DE SER ALTAMENTE EXPLORADA, A POPULAÇÃO AINDA "ARRUMA" MENÇÕES DE BOM HUMOR... NÃO É FANTÁSTICO?
CARTA ABERTA AO BRADESCO
Senhores Diretores do Bradesco,
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante. Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade. Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível, etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?
Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade. Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço. Além disso, me impõe taxas. Uma "taxa de acesso ao pãozinho", outra "taxa por guardar pão quentinho" e ainda uma "taxa de abertura da padaria". Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco. Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho. Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri. Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de crédito" – equivalente àquela hipotética "taxa de acesso ao pãozinho", que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.
Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco. Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de conta". Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de abertura da padaria", pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.
Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como "Papagaios". Para liberar o "papagaio", alguns gerentes inescrupulosos cobravam um "por fora", que era devidamente embolsado. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos. Agora ao invés de um "por fora" temos muitos "por dentro".
- Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
- Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 "para a manutenção da conta" - semelhante àquela "taxa pela existência da padaria na esquina da rua".
- A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo. Semelhante àquela "taxa por guardar o pão quentinho".
- Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.
Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?
Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central.
Sei disso.
Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.
Sei que são legais.
Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, tais taxas são uma imoralidade.
O deputado federal enviou projeto de lei para a Câmara dos Deputados para suspender a criação e o funcionamento das Unidades de Conservação criadas pelo Governo Federal na Floresta Amazônica, no inínio deste ano. Segundo ele, a produção de soja está sendo prejudicada pelas medidas de preservação ambiental adotadas para as áreas que abrangem as UC’s.
Fonte: digitei do Jornal do Brasil - Ano 4 - Nº 56 - Setembro de 2006 - JB Ecológico: Edição Especial sobre Belo Horizonte e Ecolatina
ÓTIMA IDÉIA A SER SEGUIDA POR OUTRAS CIDADES, GRANDES OU NÃO!
O prefeito do Rio criou um sistema de crédito na qual é possível transformar sobras de alimento em moeda. Trata-se do "Sistema de Crédito Orgânico", onde o cidadão pode trocar resíduos naturais (borra café, cascas de ovos e verduras, talos de frutas, etc.) por frescos e orgânicos (lugumes e verduras). O objetivo do projeto é promover a reciclagem do lixo da Cidade Maravilhosa, reduzindo seu volume nos aterros sanitários, e aumentar a geração de renda das comunidades carentes associadas à rede de hortas.
Fonte: digitei do Jornal do Brasil - Ano 4 - Nº 56 - Setembro de 2006 - JB Ecológico: Edição Especial sobre Belo Horizonte e Ecolatina
DIFERENÇAS ENTRE O BANHO DAS MULHERES E DOS HOMENS
O BANHO DAS MULHERES
-Tira a roupa e coloca no cesto de roupa suja, na seqüência do tamanho das peças. -Vai para o banheiro de roupão. -Cruza com o namorado/marido no caminho, cobre o corpo. -Pára diante do espelho e analisa o corpo. -Força a barriga para dentro. -De costas, empina a bunda para verificar a celulite. -Antes de entrar no box, organiza a toalha de rosto, a toalha de banho, toalha de mão... -Lava o cabelo com xampu de abacate/mel com 83 vitaminas. -Enxagua longamente. -Repete o processo de lavar o cabelo com o xampu de 83 vitaminas. -Enxagua longamente de novo. -Enche o cabelo com condicionador de aveia e própolis com 71 vitaminas e deixa por 15 minutos. -Lava o rosto com sabonete de calêndula por 10 minutos até que o rosto fique vermelho. -Lava o resto do corpo com sabonete de alfazema e leite de cabra. -Tira o condicionador do cabelo. -Este processo leva 10 minutos. -Ela deve estar segura que todo o condicionador foi retirado. -Depila, cuidadosamente, as axilas, pernas e área do biquíni. -Desliga a ducha. -Escorre toda a água de dentro da ducha. -Sai da ducha e se seca com uma toalha do tamanho da África Meridional. -Enrola uma toalha super absorvente na cabeça. -Revisa mais uma vez o corpo em busca de detalhes. -Retorna ao quarto com o roupão e se encontra o namorado/marido, se cobre mais ainda e corre para o quarto. -Uma hora e quarenta minutos depois, está vestida e pronta.
O BANHO DOS HOMENS:
-Tira toda a roupa sentado na cama e joga tudo no piso em frente. -Cheira as meias e a cueca, para após lançá-las sobre o montinho formado. -Vai pelado até o banheiro. Encontra a namorada/esposa no caminho, balança o pênis e imita um elefante. -Pára defronte ao espelho para ver o físico. -Encolhe a barriga. -Faz pose de halterofilista. -Checa o tamanho do membro. -Por fim, coça o saco. -Entra na ducha. -Não se preocupa com toalhas. -Se não tiver por ali uma de banho, vai se secar com a de rosto mesmo. -Lava o rosto com a primeira coisa que encontrar. -Mata-se de rir com o eco que faz quando peida dentro do box. -Lava as partes privadas e redondezas. No processo, deixa pentelhos no sabão. -Lava o cabelo com qualquer xampu. -Não usa condicionador. -Faz um penteado punk com a espuma. -Sai da ducha para ver no espelho como ficou seu penteado punk. -Morre de rir. -Mija dentro do box. -Faz toda a vizinhança ouvir quando assoa o nariz dentro do box. -É outra imitação de elefante. -Tira o xampu e sai imediatamente da ducha. -Não se dá conta de que todo o banheiro está molhado, pois, tomou banho com o box aberto. -Quase seco, pára outra vez diante do espelho. -Contrai os músculos e revisa o tamanho do pênis. -Coça o saco. -Sai do banheiro e deixa a luz acesa. -Deixa pegadas molhadas com espuma de sabão. -Volta para o quarto. -Encontra a namorada/esposa no caminho, volta a imitar o elefante. -Chuta as roupas que estão no piso do quarto para um canto. -Quatro minutos depois está vestido, pronto e perguntando se namorada/esposa ainda vai demorar muito.
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Maria Regina Vilarinho de Oliveira Pesquisadora, Doutora
As mudanças nos padrões de alimentação da sociedade moderna vêm contribuindo para a chamada "invasão biológica" ou seja, o surgimento de organismos em áreas onde não ocorriam. Define-se como invasão biológica ou organismos invasores quaisquer microrganismos (invertebrados), plantas e animais (vertebrados), introduzidos intencionalmente ou não, em novos habitats, causando danos econômicos, sociais e ambientais tanto nos diferentes ecossistemas como no setor sócio econômico de uma região. O termo "espécies invasoras exóticas" é, também, sinônimo de organismos invasores.
A entrada de um único organismo de efeito daninho em uma região pode causar um colapso econômico de efeito social devastador, em um país. Na história da humanidade, retrocedendo algumas décadas, apesar dos relatos de invasões biológicas serem esparsos, mostraram a seriedade do problema, seja na área humana, agrícola, florestal ou ambiental.
Na área da saúde humana, exemplos que não devem ser esquecidos, como a peste bubônica, causado pelo bacilo de Yersin, Pasturella pestis e transmitida por pulgas que vivem em ratos (Rattus rattus) se disseminou da região asiática para o norte da África, Europa e China, matando na Idade Média, um terço da população desses continentes; o vírus causador da varíola e do sarampo foi introduzido no hemisfério ocidental através de colonizadores europeus que praticamente dizimou os índios dos impérios asteca e inca. Além de outros como a tuberculose, a lepra, vírus da influenza, gonorréia, são alguns poucos exemplos a serem citados.
Na agricultura, a fome que assolou a Irlanda, em 1840, provocada pelo fungo, Phytophtora infestans, que ataca a batata. Além dos prejuízos causados aos agricultores da época, o maior agravante foi à perda de vidas humanas pela fome com estimativas de um milhão de pessoas. Outras (cerca de um milhão e meio) deixaram a Irlanda principalmente com destino à América do Norte, as quais também padeceram pela introdução do fungo naquela região. Outras espécies como as moscas das frutas, pulgões, cancro cítrico, foram, igualmente, responsáveis por grandes prejuízos em áreas agrícolas, citando alguns exemplos.
Entretanto, se em algumas centenas de anos atrás, as chamadas barreiras naturais formadas pelos oceanos, cordilheiras e florestas eram impedimentos da dispersão rápida desses organismos, no momento atual, o aumento da velocidade dos meios de transporte, do trânsito de bens de consumo e de pessoas vem facilitando, cada vez mais, o estabelecimento e domínio dos ecossistemas agrícolas, urbanos e naturais por diversas outras espécies.
Recentemente, a entrada de Anoplophora glabripennis, vulgarmente conhecido como besouro chinês e de Tonicus piniperda (besouro dos brotos do pinheiro), nos Estados Unidos, ocasionaram perdas econômicas superiores a US$ 10 milhões. Os danos ambientais provocados pelo corte de árvores em praças públicas e áreas de produção florestal são incalculáveis. Outras pragas como o mal-da-vaca louca, a gripe asiática do frango, a febre aftosa, o besouro asiático, a doença do carvalho, a dispersão do cancro cítrico e da mosca-branca, além de causarem perdas e danos na agropecuária, também contribuem para a formação de barreiras sanitárias ao comércio.
Numa busca para solucionar esses problemas, as comunidades científicas de vários países estabeleceram, em 1997, o Programa Global para Espécies Invasoras (GISP). O GISP foi estabelecido para lidar com o problema das espécies invasoras e dar suporte à implantação do Artigo 8(h) da Convenção da Diversidade Biológica. Ele é operado por um consórcio entre o Comitê Científico em Problemas Ambientais (SCOPE), CAB Internacional (CABI), União Mundial de Conservação (IUCN), em parceria com o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP). Uma lista das cem piores espécies invasoras do mundo foi elaborada pela IUCN, como forma de alertar os países para a possível introdução de alguma dessas espécies.
Maria Regina Vilarinho de Oliveira Pesquisadora, Doutora e-mail: vilarinho@cenargen.embrapa.br Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Comissão de Gestão de Florestas Públicas pede urgência na regulamentação da Lei de Florestas 23/09/2006
A Comissão de Gestão de Florestas Públicas apresentou na quinta-feira (21), em Brasília (DF), um calendário de atividades ao Serviço Florestal Brasileiro para a publicação do decreto que regulamenta a Lei Nº 11.284, sobre a Gestão de Florestas Públicas. O calendário propõe a realização de consultas públicas, audiências com especialistas e possíveis reuniões extraordinárias da Comissão para avaliação e elaboração do texto do decreto. A intenção é que a regulamentação seja publicada pelo Presidente da República ainda neste semestre.
A Comissão foi criada com a nova Lei de Florestas Públicas, Nº 11.284, e tem função consultiva junto ao Serviço Florestal Brasileiro. É formada por 24 representantes do setor governamental, empresarial e da sociedade civil organizada. Segundo Tasso Azevedo, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, "o calendário é apertado, mas garante que todos os interessados participem das discussões de forma democrática e aprofundada". A previsão é que sejam realizadas audiências públicas em nove lugares diferentes, atendendo a todas as regiões do país.
Além do cronograma, os membros - que se reuniram pela segunda vez desde que a Comissão foi criada em março deste ano - aprovaram também o regimento interno. A próxima reunião está marcada para os dias 10 e 11 de outubro, quando vai ser apresentada e discutida uma versão preliminar do decreto. "Se conseguirmos cumprir o calendário e a Lei for regulamentada ainda neste ano, os primeiros projetos sustentáveis serão iniciados já em 2007", afirma Azevedo.
O violonista paraense Sebastião Tapajós tem estrada. Nascido em Santarém, na região amazônica, em 1944, o músico foi estudar violão no Conservatório de Lisboa aos 20 anos, seguindo para o Instituto de Cultura Hispânica de Madrid logo depois. Com mais de 25 discos publicados desde 1972, quando lançou "Brasil/El Arte de la Guitarra", Sebastião tem incluído em seu repertório ritmos populares e folclóricos brasileiros como o samba e músicas indígenas do Xingu. Regularmente ele tem se apresentado na Europa, tendo também já excursionado pelos Estados Unidos e Japão. Ao longo de sua carreira, o artista já tocou com nomes conhecidos da MPB como Hermeto Paschoal, Zimbo Trio, Waldir Azevedo, Paulo Moura, Sivuca, Maurício Einhorn e Joel do Bandolim.
Nilson Chaves
Natural de Belém do Pará, Nilson Chaves é, certamente, o representante contemporâneo mais ilustre da tradição musical amazônica. Mudou-se para o Rio em 1975, e desde então segue uma carreira que já dura mais de 25 anos e que lhe valeu alguns discos gravados – com uma indicação ao Grammy Latino – e parceiros de talento, como Chico César, Ney Matogrosso, Flávio Venturini, Joyce, Zé Renato, Danilo Caymmi, Sá e Guarabira e Zeca Baleiro. Apresenta-se nas principais capitais do país e já fez duas turnês pela Europa, impulsionado pelo seu maior sucesso "Sabor Marajoara".
Entre 2003 e 2005, o Brasil viveu um 'segundo Plano Real' em termos de redução da pobreza. Essa é a conclusão de um estudo realizado por Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio. O trabalho de Neri, que será apresentada em detalhes hoje, foi realizado com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2005, recém-divulgada.
Leia abaixo o texto
De acordo com Neri, a redução da miséria entre 2003 e 2005, de 19,18%, foi até ligeiramente maior do que a verificada entre 1993 e 1995, de 18,5%. A proporção de miseráveis caiu de 35,3% para 28,8% entre 1993 e 1995 e de 28,2% para 22,7% entre 2003 e 2005.
O economista da FGV observa que aqueles dois períodos estão separados por oito anos, de 1995 a 2003, de estagnação na diminuição da miséria, que se reduziu apenas de 28,8% para 28,2% da população.
O CPS usa uma linha de miséria própria, que se aproxima da linha de pobreza utilizada por instituições ligadas ao governo. O número de miseráveis em 2005, de acordo com a linha de pobreza do CPS, era de cerca de 41 milhões.
Para o cientista político Octavio Amorim, da FGV do Rio, a queda da miséria de 2003 a 2005 ajuda a explicar os excepcionais índices de intenção de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva este ano, apesar dos muitos escândalos e denúncias durante a sua gestão. Para Amorim, existe de fato um paralelismo com os índices de popularidade de Fernando Henrique Cardoso no início do seu primeiro mandato, quando a pobreza também despencou.
Neri, do CPS, explica que a pobreza metropolitana e a rural tiveram evolução muito diferente de 1993 até hoje. Enquanto no campo a queda no número de pobres foi contínua e mais regular (embora mais rápida nos dois períodos de queda geral), nas metrópoles a oscilação foi muito grande, com grande melhora naqueles dois períodos e um aumento substancial nos dez anos de estagnação.
A miséria rural caiu 10% entre os anos de 1993 e 1995; 7,4% de 1995 a 2003; e 12,6% de 2003 a 2005. A proporção de miseráveis no campo era de 62,79% em 1993, caiu para 56,5% em 1995, para 52,31% em 2003 e para 45,74% em 2005.
Já no caso da miséria metropolitana, houve uma queda de 32% no primeiro período, um aumento de 41% no segundo e nova queda de 23,7% entre 2003 e 2005. O índice era de 22,16% em 1993, caiu para 15,07% em 1995, subiu para 21,25% em 2003 e voltou cair para 16,22% em 2005.
'Esses resultados mostram que houve uma grande crise metropolitana de 1993 a 2003', afirma Neri. Ele acha que as muitas turbulências financeiras e cambiais de 1995 a 2001 recaíram mais sobre as áreas metropolitanas, mais integradas financeiramente com o mundo e mais sensíveis aos impactos das altas taxas de juros.
Já as áreas rurais foram protegidas do impacto das crises pelas transferências crescentes das políticas previdenciárias e sociais, como aposentadoria rural, Bolsa-Família e os Benefícios de Prestação Continuada (BPC,voltados para idosos e deficientes).
Mesmo programas que não foram desenhados especificamente para o campo, como o Bolsa-Família e o BPC, atingiram inicialmente os pobres rurais e só agora começam a chegar com mais intensidade às grandes cidades, explica Neri.
Uma diferença ressaltada por Neri entre os dois períodos de queda da pobreza é que entre 1993 e 1995 o movimento aconteceu bem mais pelo lado do crescimento econômico, enquanto de 2003 a 2005 o principal fator foi a redução da desigualdade. No primeiro período, a renda média aumentou 24,77%, mais que o dobro dos 9,98% de 2003-2005. Em compensação, nesse segundo período a queda da desigualdade foi o dobro. 'Houve um crescimento mais modesto do bolo, mas com mais redistribuição', diz o economista.
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Um novo e revolucionário conceito de tecnologia de informação
Por Millôr Fernandes
Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O.
L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!
Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua seqüência correta.
Através do uso intensivo do recurso TPA - Tecnologia do Papel Opaco - permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!
Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.
Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.
Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta "ERRO GERAL DE PROTEÇÃO", nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo.
O comando "browse" permite fazer o acesso a qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento "índice" instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.
Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você faça um acesso ao L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração.
Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.
Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada - L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.
Cerca de 11 espécies de palmeiras correm sério risco de extinção e duas já podem ser consideradas extintas do território brasileiro. Uma delas, Trithrinax schyzophylla (foto), ainda pode ser encontrada em estado nativo no território paraguaio. A outra, Butia leptospatha, não teve a mesma sorte. Coletada uma única vez no Brasil em 1936 e descrita em 1940, nunca mais foi encontrada em seu habitat natural no sul do Mato Grosso do Sul, uma vez que toda a vegetação do cerrado onde ela ocorria foi virtualmente varrida da região. Não há registro da existência de nenhum exemplar cultivado desta espécie em qualquer parte do mundo.
Data: 20/9/2006 Por Tatiane Oliveira, especial para a Envolverde
Energia, meio ambiente e responsabilidade social são alguns dos temas que estão esquentando a cidade de Belo Horizonte. Começou na última segunda-feira (18) e segue até quinta (21), a Ecolatina: 6º Conferência Latino-Americana sobre Meio Ambiente e Responsabilidade Social.
A conferência realizada no MinasCentro, está recebendo representantes de 13 países e tem em debate um tema de bastante relevância: as questões vinculadas ao desenvolvimento sustentável, com foco central em "Energia e Meio Ambiente: o desafio que temos pela frente". A necessidade de mudança da matriz energética no Brasil é uma das mais aguardadas discussões do evento. Segundo especialistas, o país tem um enorme potencial para explorar fontes alternativas e renováveis, além de outros recursos no território nacional.
Para falar sobre o assunto, a Petrobras promove nesta quarta-feira (20) o seminário "Sustentabilidade Ambiental da Indústria do Petróleo, Gás e Energia" e traz nomes internacionais como Christopher Seiple, da Cambridge Energy Research Associates, para falar de energias renováveis.
Durante os quatro dias do evento, empresas como a Petrobras, Fiat, Arcelor, Companhia Vale do Rio Doce, Banco Real, Eletrobrás e outras estarão apresentando projetos e resultados de investimentos em ações de responsabilidades social ao público. A Ecolatina espera receber aproximadamente cinco mil pessoas.
O baterista do Rappa, Marcelo Yuka, define como "Narcocultura" o trabalho que vem sendo realizado na favela de Vigário Geral, através do Centro Cultural Afro Reggae, que já conseguiu reintegrar nas escolas pelo menos 40 crianças que viviam nas ruas da comunidade, fortes candidatas a terminar no tráfico. "Estávamos gravando o primeiro disco e fizemos um workshop em Vigário, depois que filmamos um clipe com Bezerra da Silva na favela. Foi ali que tudo começou", conta Yuka.
Yuka e os integrantes do Rappa passaram a freqüentar a quadra de Vigário, ensinando às crianças as diferenças entre um baixo e uma guitarra e como tocar vários instrumentos. "A música mexeu com a auto-estima dos garotos, que antes só tinham a referência do tênis Nike nos pés dos traficantes. Eles viram que existia uma outra maneira de se sentirem queridos pela sociedade", conta o baterista. Ele acredita que existe uma saída para a violência. "Vigário é a prova viva, muito mais do que entidades como o Padre Severino. Aqui se vende outra viagem, através da cultura. Aqui se traficam música e informação, é uma boca de narcocultura", define Yuka, que depois de ter lançado o 3º CD da banda, Lado B/ Lado A leva sua bagagem musical para as vielas do Dona Marta.
LG, vocalista da banda Afro Reggae – que mistura samba, funk, soul e baião, já gravou um CD demo e fez shows na Europa –, faz coro: "Nossos amigos do tráfico usavam roupas maneiras. Aí a gente começou a ver o Rappa, que nos ensinou muita coisa, até o que era um sampler. Fomos batizados por Caetano Veloso e Regina Casé e a banda ganhou peso. Nossas letras falam da violência e do nosso dia-a-dia". A banda nasceu e o centro cultural Afroreggae não parou de crescer. Hoje o centro realiza gratuitamente oficinas musicais, cursos de teatro, capoeira e de confecção de instrumentos de percussão, com a ajuda de ONGs internacionais. "São pelo menos 400 jovens que passam por aqui por semana", diz LG, que também é um dos diretores do Centro.
O Rappa surgiu em 1994 e tem uma história bastante curiosa. O regueiro Papa Winnie veio tocar no Brasil, mas não tinha uma banda que o acompanhasse. Às pressas, Nelson Meirelles, Marcelo Lobato, Alexandre Menezes e Marcelo Yuka se juntaram para acompanhar o jamaicano para uma série de shows pelo Brasil.
Depois das apresentações de Papa Winnie no Brasil os caras resolveram continuar juntos. Currículo não lhes faltava: Nelson foi produtor do Cidade Negra e de programas da Rádio Fluminense FM do Rio; Lobato, além de vários trabalhos como "free lancer", tinha feito parte da banda "África Gumbe"; Alexandre tocou com grupos africanos na noite de Paris; e Yuka fez parte do grupo de reggae KMD-5.
Mas para O Rappa estar completo ainda faltava um vocalista. Então, os quatro colocaram um anúncio em um fanzine carioca. Falcão o foi escolhido.
A banda começou a fazer um som roots, dub, reggae e rap e, a cada apresentação, conquistava uma porrada de fãs.
O passo seguinte foi a contratação pela Warner. O grupo gravou as músicas que já vinha mostrando nos shows e lançaram o disco "O Rappa".
Depois do cd chegar às lojas, chegou a vez de mostrar o resultado ao vivo. E a primeira oportunidade veio com o convite do Sunsplash Brasil, o maior festival de reggae da Jamaica, que teve sua versão no Brasil em 1994 (O Rappa foi o único representante brasileiro no festival).
Em 1996, os caras lançaram o seu segundo trabalho, "Rappa Mundi" - um sucesso de vendas.
Para compor o repertório do, além das canções próprias, os caras resgataram a música "Vapor barato" (de Wally Salomão e Jards Macalé) gravada originalmente por Gal Costa, em 1971, e "Ile ayê", de Paulinho Camafeu, conhecida na voz de Gilberto Gil. Fizeram também, uma versão do clássico "Hey Joe", de Jimi Hendrix. Isso sem falar na "Miséria s.a.", inédita do compositor carioca Pedro Luís, e "Óia o rapa", de Lenine e Sérgio Natureza.
As letras do Rappa, quase todas feitas por Yuka, têm um forte apelo político, estão sempre protestando contra a desigualdade social e retratando a vida de quem vive à margem da sociedade. Junto com a música, a banda desenvolve um trabalho em comunidades carentes, fazendo "workshops" de música em favelas, ensinado jovens a tocar instrumentos, tentando assim tirá-los da marginalidade. De três em três meses o Rappa analisa os projetos que chegam até eles. Pegam a grana que eles têm no momento e investem em um.projeto.
Em 1999, o grupo lançou o terceiro álbum, "Lado B Lado A". A música "Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)" foi a primeira a fazer sucesso e o videoclipe, feito por Kátia Lund e Paulo Lins (autor do livro "Cidade de Deus"), encenou com muito realismo uma briga entre moradores da favela e a polícia.
No final de 2000, Marcelo Yuka foi baleado em um assalto e ficou paralítico. Nem por isso parou de trabalhar. Cada vez mais recuperado, Yuka continua escrevendo e traduzindo as idéias da banda da melhor maneira possível. Além disso, está fazendo a trilha para um filme de Paulo Lins e Breno Silveira sobre o Comando Vermelho, chamado "A Historia de Dé".
"Instinto Coletivo" é o nome do mais recente trabalho d´O Rappa. Trata-se de um CD duplo ao vivo, feito em Porto Alegre, com 16 faixas gravadas no começo do ano 2000 e complementado por cinco faixas de estúdio. "Podíamos ter melhorado tudo no estúdio, dar uns retoques, mas a gente preferiu manter a espontaneidade, não tinha porque fazer diferente do que foi registrado ao vivo", diz Xandão.
Este trabalho vem com mais cinco faixas inéditas gravadas em estúdio. Duas delas com participações especiais: "R.A.M." remixidado pelo Asian Dub Foundation e "Ninguém Regula a América" com o Sepultura. "O Sepultura ouvia "Lado B Lado A" e Derick teve a idéia de chamar o Falcão para fazer uma participação no disco deles, o "Nation". Não deu tempo para fazer isso no "Nation", mas deu tempo no nosso. Temos uma afinidade sonora, de atitude e pessoal, porque eles são muito íntegros. Ficamos bem a vontade para trabalhar com eles", conta Yuka.
Mesmo tendo lançado um álbum com poucas músicas novas, o Rappa garante que tem material de sobra para trabalhos inéditos. "Temos muitas sobras, para vários discos. A maior parte do tempo o Rappa está viajando, mas bolei para isso uma forma de gravar tudo o que a gente faz, não interessa onde a gente esteja. Gravamos em todos os formatos, dat, MD e até na secretária eletrônica de casa", diz Lobato.
Formação:
Marcelo Falcão: voz Xandão: guitarra Lauro Farias: baixo Marcelo Lobato: teclados Dj Negralha: Pick-up Marcelo Yuka: letras
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Uma das grandes revelações da música nacional em 2001, o Cordel do Fogo Encantado surpreendeu o público e a crítica com uma rara equação sonora para os carimbados padrões fonográficos. Apoiado no violão de Clayton Barros - o único instrumento melódico - e nas percussões afro-indígenas de Nego Henrique, Emerson e Rafa Almeida (que costura o toré indígena herdado da tribo Xucuru, com o samba de coco, o reisado do povoado de Caraíbas e o candomblé), o vocalista e compositor Lirinha, influenciado pelos cantadores de viola e pelos cordelistas, hasteia, ora cantando, ora recitando, a poesia sertaneja pernambucana.
Banda gaúcha fundada em 1991 com a proposta de unir o balanço do rap ao peso das guitarras do heavy metal. Depois de gravar uma fita demo e de fazer abertura de shows de bandas como Planet Hemp e Raimundos, o Ultramen começou a gravar seu primeiro CD, homônimo, em 1996 - ele seria lançado dois anos depois pela gravadora RockIt!, do guitarrista da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos. Com o sucesso nas rádios rock da música "Bico de Luz", a banda embarcou em uma série de shows pelo país. Em 2000, gravou seu segundo CD, "Olelê", parte no Rio Grande do Sul, parte no Rio de Janeiro.
UM CHINÊS ESTÁ VENDO O QUE A MAIORIA DOS BRASILEIROS NÃO CONSEGUEM VER...
Blindagem Sul-Americana Por Fang Xinhua Ping - Economista
América do Sul deveria criar uma blindagem contra a política expansionista e a fragilidade econômica americana.
O mundo está marchando para escassez de várias "comodities", principalmente as minerais.
A América do Sul é o lugar mais privilegiado do mundo em recursos naturais, lá estão os melhores solos do planeta, com abundância de água, e a maioria dos países sul americanos tem auto-suficiência energética, além de uma grande quantidade de bacias hidrográficas, que é a maneira mais eficiente e barata de obter energia elétrica de forma limpa. Na verdade a América do Sul pode ser auto-suficiente em tudo.
Acontece que a América do Sul sempre sofreu manipulações econômicas e políticas junto a uma espécie de escravização. Sempre foi vítima de sua própria cultura, os sul-americanos, em sua maioria, nunca se deram conta de quão grande são suas riquezas.
Esta se aproximando uma hora crucial para o mundo, a economia americana tende a enfraquecer com o crescimento da China, Rússia, Índia e de alguns outros pequenos países asiáticos, e com a demanda de petróleo aumentando muito alem do crescimento de suas reservas.
Os EUA estão inquietos, acho até que estão apavorados com o fornecimento de petróleo no futuro, a expectativa é alarmante. Junto com os EUA existem uma série de países considerados potências que também estão sedentos de petróleo, portanto é normal que sigam os americanos em qualquer aventura. Países com recursos minerais, porém fracos economicamente, não devem esperar condescendência ou piedade dos ditos países ricos.
Os EUA importam 700 bilhões de dólares por ano e exportam somente 100 bilhões. Este déficit gigantesco está criando uma bolha espetacular que fatalmente estourará.
Acho que está na hora da China liderar com outros países emergentes, principalmente os da América do Sul, que tem matéria-prima e auto-suficiência energética, criar uma blindagem contra emissão irresponsável de dólares e da cobiça expansionista americana, criando um protocolo de auto-proteção em caso de estouro desta bolha fantástica. Se isso não foi feito, o mundo irá ruir junto com os EUA, eles estão cientes disto. Esta é exatamente a política adotada por eles, colocar todo mundo no mesmo barco, e fazendo que com medo de um naufrágio, todos sejam obrigados a proteger o dólar e a economia americana.
O problema petróleo aflige os americanos a muito tempo, a invasão do Iraque foi planejada durante mais de dez anos, foram mais de dez anos demonizando Saddam Hussein e enfraquecendo o Iraque com a conivência de certos setores da imprensa e dos países dependentes de petróleo.
Esta invasão foi a BALA DE PRATA da política americana, não podiam errar, foi um tiro super planejado mas como podem ver a bala feriu mas não matou, a presa sobreviveu e está virando um monstro, e o petróleo que na época da invasão já era preocupante em torno de USD25,00 está quase em USD70,00. Os americanos deram um tiro no pé.
É necessário uma blindagem urgente porque esse gigante sedento, que consome sozinho um terço da energia do planeta, grande mas com solo pobre e exaurido, com certeza vai tentar sobreviver a qualquer custo.
(Transcrito do jornal chinês People's Daily distribuído no Fórum de Mar Del Plata pelo movimento Terrazul – Vox dei).
O nosso território, o nosso Brasil dos brasileiros está aí com seus 500 anos. 500 anos que os velhos Portugueses tomaram de assalto a nossa velha terra "TUPINIQUIM", e hoje os índios, proprietários legítimos tem que Ter segurança, tem que Ter área de segurança para sobreviver na sua própria terra. E os invasores, os invasores estão aqui e muitos de nós somos descendentes desses invasores, e muitos de nós somos arrogantes e não olhamos para trás, não olhamos para nossa linhagem. O que eles fizeram?
E hoje nós pagamos, toda a sociedade paga porque o país foi construído em um lamaçal de sangue e todo esse sangue está clamando por justiça. Tanta violência que ela chegou até os céus. Esse gemido, todo esse clamor, chegou até os ouvidos de Deus pai todo poderoso e por isso mesmo, que toda a sociedade está pagando, está encurralada, vivendo da tua própria armadilha e colhendo tudo aquilo que plantou.
E nós somos os sobreviventes de toda essa conseqüência, de todo esse desastre, nós somos filhos da santa esperança e sabemos que seremos salvos e resgatados.
Aí então, os nossos artistas do sistema, aqueles que estão acomodados com o sistema e com o poder, que nos iludem e se corrompem por bens materiais e por dinheiro, pagarão por tudo aquilo que fizeram, fazem e irão fazer de mal para o nosso POVO. Deixaram de fazer.
Que Deus salve o nosso Brasil!!!
- Sem autoria (tentei procurar o autor, mas não achei!). O texto estava nos back ups do meu micro.
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Baden Powell, o maior violonista de todos os tempos, gravou muitos discos, no tempo em que morou na Europa. Quase nenhum foi lançado no Brasil. A Movieplay resolveu editar um deles, "Live in Hamburg". Gravado no auditório Maximum, da Universidade de Hamburgo, em 1983, traz o músico exuberante, em plena forma, e da maneira como é mais prazeroso ouvi-lo: sozinho. Baden e seu violão (e, eventualmente, sua voz pequena, rouca) se completam. "A Variação sobre Garota de Ipanema" é um acontecimento. O mesmo para as Variações Brasileiras, a partir de "Asa Branca", de Gonzaga. As palmas podiam ser cortadas.
REVEJAM SUAS CONSCIÊNCIAS E MUDEM CERTOS PENSAMENTOS. ATITUDES...
"EM DEFESA DAS ÁRVORES"
ALVES, Rubem. O amor que ascende a lua. Campinas, SP: Papirus, 1999.
(...) Depois dos cumprimentos da praxe e sem mais delongas, ele disse: "Rubem, escreva uma crônica em defesa das árvores." Havia indignação em sua voz, e ele relatou:
Havia no terreno do meu vizinho, um ipê maravilhoso, árvore muito velha, tronco grosso, que anualmente produzia uma coloração cor-de-rosa, para espanto e felicidade de todos. Pois sem maiores avisos, o tal vizinho cortou o ipê. Fiquei indignado e fui saber das razões do assassinato. Que mal lhe teria feito aquela árvore mansa? E ele me explicou que as raízes do velho ipê estavam rachando o seu muro de tijolos e argamassa. Um ipê que leva cinqüenta anos para crescer cortado por causa de um muro que se constrói num dia! Aí lhe perguntei: "Por que não me falou? Eu teria pago a reconstrução do seu muro..."
Tive uma reação desanimada. Lembrei–me das palavras tristes do Vinícius no seu poema "O haver", em que fala da "sua inútil poesia". Sinto assim de vez em quando, que aquilo que escrevo é inútil. Os que têm poder não lêem, e se lêem não levam a sério. As razões que movem a política são as razões dos machados e das serras; não são as razões da beleza. Escrever, pra quê? Para sensibilizar o vizinho que gosta mais de um muro que de um ipê. (...) Aí me lembrei de um poema de Chuang-Tzu, escrito séculos antes de Cristo: "Eu sei que não terei sucesso. Tentar forçar os resultados somente aumentaria a confusão. Não será melhor desistir e parar de me esforçar? Mas se eu não me esforçar, quem o fará?" As palavras do sábio foram uma repreensão ao meu desânimo. (...) Lembrei-me de um fato semelhante acontecido na minha rua. Havia um ipê-amarelo que florescia no mês de julho. O chão ficava dourado com suas flores. Mas a dona da casa em frente ao ipê e a sua incansável vassoura deram o nome de "sujeira" ao dourado das flores caídas. E, um belo dia, a árvore amanheceu com um anel cortado na sua casca. As veias pelas quais sua seiva circulava haviam sido seccionadas durante a noite. O ipê morreu. A vassoura triunfou. Há pessoas cujas idéias nascem da vassoura. Visitando um amigo que mora num condomínio (...) alegrei-me vendo que ele era todo arborizado com magnólias. As flores das magnólias são quase insignificantes. Mas o perfume é maravilhoso. (...) Aí meu amigo apontou para uma casa do lado da rua. Lá não havia magnólias. E ele explicou: "A dona da casa disse que dava muito trabalho varrer as folhas que caíam no chão." Agora mesmo, a um quarteirão de onde eu escrevo, havia três daquelas árvores que se chamam chapéu-de-sol, de folhas largas e sombra generosa. Pois a dona da casa mandou cortar todos os galhos das três, ficando só os toquinhos. Ficaram parecidas com cabides de pendurar chapéu. Mas as árvores não guardam rancor. Trataram de continuar a viver – e nos toquinhos surgiram brotos verdes, como um gesto de perdão. Percebendo que as árvores insistiam em viver, ela mandou que todos os brotos fossem arrancados. Quando as serras da CPFL mutilaram as velhas paineiras da avenida Orosimbo Maia, que todos amavam, houve uma onda de indignação que ocupou as manchetes do jornal Correio Popular. Pois um leitor escreveu aborrecido porque o jornal perdia tanto tempo com coisas sem importância como árvores.
O prazer em cortar árvores, me parece, está ligado à volúpia do poder. Quem corta, tortura ou mata experimenta o prazer de exercer poder sobre o mais fraco. Mas acho que o prazer em cortar árvores está ligado a uma coisa mais sinistra. Suspeito que estejamos vivendo um momento de metamorfose da nossa condição humana. Até agora temos sido habitantes do mundo da vida. Nosso hábitat é constituído por florestas, rios e mares. Somos seres biológicos, corpos. Mas agora estamos mudando de casa. Estamos trocando nossa casa biológica por uma outra casa, eletrônica. Há tempos fiz a travessia dos lagos andinos – cenários maravilhosos, entre lagos, vulcões e florestas (...) Em Bariloche fiquei conhecendo um casal que fazia o mesmo percurso com dois filhos adolescentes. Fui reencontrá-los nas ruas centrais de Buenos Aires. "Graças a Deus, estamos aqui!", me disse o marido. "Já não agüentávamos mais: só lagos, montanhas e árvores. Aqui, felizmente, temos os videogames." Virei Hulk na mesma hora e lhe disse: "Tomaram a excursão errada. Seu destino era Las Vegas!" (...) Nenhum adolescente troca um videogame por jardinagem. Nos filmes de ficção científica tipo Guerra nas estrelas, que emocionam milhões, não há árvores, somente máquinas com inteligência eletrônica. Nossas inteligências estão cada vez mais ligadas aos vídeos e computadores e cada vez mais distantes da natureza. Há crianças que nunca viram uma galinha de verdade, nunca sentiram o cheiro de um pinheiro, nunca ouviram o canto do pintassilgo e não têm prazer em brincar com terra. Pensam que terra é sujeira. Não sabem que terra é vida. As nossas escolas – seria bom se elas ensinassem as crianças a amar as árvores. Chamar pelo nome e amar as paineiras, as magnólias, os pinheiros, as mangueiras, as pitangueiras, os jequitibás, os ipês, as quaresmeiras...
Aprendi na escola que os homens são uma forma de vida mais evoluída que as árvores. Estou brincando com a possibilidade do contrário: que as árvores sejam mais evoluídas que nós. Se assim não fosse, porque não haveriam as Escrituras Sagradas de comparar o homem feliz com uma árvore plantada próximo a ribeiros de águas? Com o que concorda Alberto Caeiro: "Sejamos simples e calmos como os regatos e as árvores, e Deus amar-nos-á fazendo de nós belos como as árvores e os regatos..." Deus nos amará como formos como as árvores!
Ninguém vai para o inferno. Os que não amam as árvores também vão para o céu. Mas, como todos sabem, o céu é o lugar onde se encontram as coisas que amamos. O lugar onde se encontram as coisas que não amamos é o inferno. Assim, para os que não amam as árvores, um lugar com bosques, florestas, flores e riachos seria o inferno. Eles não irão para o inferno de árvores. Irão para o seu céu sem árvores, pois é isso que eles amam. Morarão numa cidade planejada pelo Niemeyer onde tudo será de concreto segundo formas geométricas perfeitas, em nada semelhantes às coisas vivas. (...) Na cidade planejada pelo Niemeyer as árvores não sujarão as ruas com suas folhas e flores. As árvores serão de concreto, semelhantes aos cogumelos: uma esfera cortada pelo meio equilibrando se por um cilindro. O bom disso é que não haverá despesas com jardineiros. E as donas de casa não precisarão varrer a calçada.
Globalização é a nova onda, o império do capital em ação fazendo sua rotineira ronda. No gueto e nas ruas não há nada de novo. Além do sufoco, que nunca é pouco. Além do medo, do desemprego, da violência e da impaciência de quem partiu para o desespero, numa ida sem volta, Além da revolta de quem vive às voltas com a exploração e a humilhação de um sistema impiedoso. Nada de novo. Além da pobreza e da tristeza de quem se sente traído e esquecido ao ver os filhos sub-nutridos, sem educação, crescendo ao lado de esgoto, banidos a contragosto pela sociedade, declarados bandidos sem identidade que serão reprimidos em sumária execução, sem nenhuma apelação.
Não há nada de novo entre a terra e o céu. Nada de novo senão o velho dragão e seu tenebroso véu de destruição e fogo, sugando o sangue do povo de geração em geração, especulando pelo mundo todo. É só o velho sistema do dragão.
Não, não há nenhuma ilusão. Ilusão só virá mais tribulação. Os dirigentes do sistema impõem o seu lema "livre mercado: o mundo educado para consumir e existir". Sem questionar não pensam em diminuir ou domar a voracidade e a sacanagem do capitalismo selvagem. Com seus tentáculos multinacionais querem mais, mais e mais... lucros abusivos, grandes executivos são seus abastados serviçais.
Não se importam com a fome, com os direitos do homem. Querem abocanhar o globo dividindo em poucos o bolo, deixando migalhas pro resto da gentalha. Em seus muitos planos não vêm seres humanos. E os seus valores: só milhões e milhões de consumidores. São tão otimistas em suas estatísticas e previsões. Falam em crescimento e desenvolvimento por muitas e muitas gerações e não sentem o momento crítico, talvez apocalíptico.
Os tigres asiáticos são um exemplo típico, agora mais parecem gatinhos raquíticos e asmáticos. Se o sistema quebrar será questão de tempo até chegar o racionamento e o desabastecimento. Que sinistra situação: o globo inchado e devastado com a superpopulação. Tempos de barbárie então virão, tempos de êxodos e dispersão. A água pode virar ouro e o rango um rico tesouro.
Globalização é uma falsa noção do que seria a integração, com todo o respeito à integridade e a dignidade de cada nação. É a lei infeliz do grande capital, o poder da grana internacional, que faz de cada país apenas mais um em seu quintal. É o poder do dinheiro... Regendo o mundo inteiro... Ricos cada vez mais ricos e metidos, pobres cada vez mais pobres e falidos...
Por Fauzi Beydoun - Tribo de Jah
AMÉM...
"500 anos de História"
Quinhentos anos de história se não me falha a memória. Não há muito que se comemorar.
Melhor que se investir de glórias ilusórias é pôr em seus devidos lugares os anos e danos da colonização: índios dizimados, a escravidão...
Ainda se fazem lembrar de que vale ter riquezas em demasia no mundo. Ser a oitava economia... se poucos podem desfrutar a educação entre as piores do terceiro mundo. A saúde é um poço profundo (que humilhação).
Onde se lança a sorte da população?
A dignidade não irá se conquistar nem com dez copas mundiais, se a injustiça é a premissa da ordem a nos governar com a ditadura sem a compostura de quem pode mais!
O salário mínimo é um salário mísero – o máximo da hipocrisia (tente Sr. presidente, passar ao menos um dia com um salário tão indecente)!!! É uma afronta à cidadania... uma ofensa aos direitos do cidadão, do trabalhador, da família...
Uma verdadeira agressão: a justiça omissa e submissa.
Poderosos imunes à punição! A impunidade é uma crônica enfermidade que corrói o corpo da sociedade, assim como a corrupção; sem falar no fisiologismo, na politicagem e no banditismo de um capitalismo selvagem sem lei e sem restrição."
Ano 2070, acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água.
Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade. Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas arvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora.
Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres mostravam as sua formosa cabeleira. Agora devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água. Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a água jamais se podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber eram oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.
A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não tem a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera, imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A industria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com água potável em vez de salário. Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas.
A comida é 80% sintética. Pela ressequidade da pele uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40. Os científicos investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de arvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como conseqüência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações. O governo até nos cobra pelo ar que respiramos. 137 m3 por dia por habitante e adulto. A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcional com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.
Em alguns países ficam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exercito, a água voltou-se um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui em troca, no há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registrar-se uma precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano tem sido severamente transformadas pelas provas atômicas e da industria contaminante do século XX. Advertia-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o saudável que era a gente. Ela pergunta-me: Papá! Porque se acabou a água? Então, sinto um nó na garganta; não posso de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomamos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.
Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendera isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!
Retirado Revita biográfica "Cronica de los tiempos"
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Fala ai galera tudo bem, então to com uma duvida, esse negocio de que votar em branco ou nulo , não sei qual dos dois é que vale , tem aquele lance dos 50 % +1 , troca-se todos candidatos, então isso vale mesmo ou não , valeu galera! Marcel - Luizão | 14.09.06 - 8:54 am
50% dos votos nulos não anulam a eleição, diz Marco Aurélio, do TSE
Acabou um dos mitos mais recorrentes na internet durante o atual processo eleitoral: de que 50% ou mais dos votos nulos dados pelos eleitores anulariam o pleito sendo necessária a convocação de nova votação. É quase impossível encontrar alguém que não tenha recebido o spam da campanha que divulga essa lenda. Pois o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, diz que essa determinação não existe na lei, não está na Constituição e há até uma decisão recente da Corte (de agosto último) falando exatamente o oposto.
A explicação de Marco Aurélio Mello é cristalina e vem em boa hora. Nada contra o voto nulo, uma manifestação legítima do eleitor (basta digitar "00" na urna e clicar em "confirma"). O ruim era que pessoas estavam acreditando ter o poder de cancelar o pleito. Não têm. O voto nulo basicamente vai ajudar a eleger mais dos mesmos. Quantos menos forem os votos válidos, menos votos vai precisar um político tradicional para ficar no cargo que já ocupa.
O equívoco existia porque, de fato, a lei fala sobre novo pleito quando "a nulidade atingir a mais da metade dos votos no país". Ocorre que essa "nulidade" se refere aos votos anulados por fraude, entre outras razões, e não aos votos nulos dados pelo eleitor –algo bem diferente.
A seguir, um resumo das explicações dadas pelo ministro Marco Aurélio Mello:
1) Constituição: A menção a voto nulo aparece na descrição de como se dá a eleição para presidente da República, no artigo 77, parágrafo 2º: "Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos".
Interpretação do ministro Marco Aurélio Mello: "O texto não diz ser necessário que mais da metade do votos sejam válidos, isto é, os dados aos candidatos. Determina apenas que será eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos. Assim, se 60% [do total] dos votos forem brancos ou nulos, uma hipótese remota, será eleito o candidato que obtiver pelo menos 20% mais um dos votos válidos (que, neste exemplo, foram 40%)". 2) Código Eleitoral (lei lei 4.737, de 1965): A controvérsia sobre anulação da eleição existe por causa do artigo 224 do Código Eleitoral: "Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias". (...)
"Parágrafo 2º - Ocorrendo qualquer dos casos previstos neste capítulo o Ministério Público promoverá, imediatamente a punição dos culpados". Interpretação do ministro Marco Aurélio Mello: "Como se observa, o parágrafo 2º desse artigo fala em 'punição aos culpados'. Ora, quem vota nulo por vontade ou por erro não é culpado de nada nem pode ser punido, até porque o voto é dado de maneira secreta. Além disso, os artigos anteriores ao 224 no Código Eleitoral explicitam que quando se tratou 'nulidade' o legislador se referia a votos anulados em decorrência de atos ilícitos, como fruade em documentos, por exemplo. Não quis se tratar do voto nulo dado pelo próprio eleitor".
3) Jurisprudência mais recente: O Tribunal Superior Eleitoral deliberou a respeito do tema em 17 de agosto último, ao julgar um caso em que se requeria a anulação de uma eleição municipal de 2004, em Ipecaetá, na Bahia, para a realização de novo pleito.
No Recurso Especial Eleitoral 25.937, o Tribunal deliberou: "Não se somam (...), para fins de novas eleições, os votos nulos decorrentes de manifestação apolítica do eleitor, no momento do escrutínio, seja ela deliberada ou decorrente de erro".
Ou seja, para calcular se houve mais de 50% de votos nulos (por fraude) em uma eleição não devem ser considerados os votos nulos dado pelo próprio eleitor.
post scriptum: o internauta "lazaro", de São Vicente (SP), postou a seguinte pergunta:"Se por ventura, nenhum dos candidatos apresentar propostas que nos satisfaça (falando em totalidade dos eleitores brasileiros), por motivos "a" ou "b", quer dizer que não vamos ter opção de escolha, pois a eleição não poderá "ser ganha" por votos nulos e não será convocado novo pleito. Quer dizer que, supostamente falando, se "Roberto Jefferson, Fernandinho Beira-Mar, ou Marcos Camacho "O Marcola" e somente eles forem os canditados, mesmo que se a população eleitoral votasse nulo, e um deles recebesse 10 votos, esse seria o novo presidente do Brasil?". Resposta: sim, um deles seria o presidente do Brasil com apenas 10 votos. Duas conclusões: 1) a lei é ruim ao não prever cenário tão esdrúxulo; 2) diante dessa realidade, é péssimo negócio votar nulo.
Somente nós, eleitores, podemos fazer uma faxina neste País.
VOTE CONSCIENTE.
Para Presidente:
- Não reeleja, vamos mostrar a nossa insatisfação com o presidente de um governo corrupto e que não sabe de nada. - NÓS SOMOS OS PATRÕES, portanto, vamos demitir o atual presidente que não sabe o que acontece dentro do partido que o elegeu, dentro de sua própria casa e dentro de seu governo. - NÃO VOTE NULO, escolha outro candidato. - Havendo segundo turno, vote contra o presidente atual, que deixou a corrupção rolar solta. - Se o novo presidente não atender aos anseios do povo, coloquemo-lo também para fora. É a única linguagem que os políticos entendem.
Para Governador:
- Vamos seguir o mesmo critério acima. - Se desejar votar em algum candidato à reeleição, avalie bem sua atuação no mandato anterior. Veja o que ele fez e o que deixou de fazer. Veja se ele não está envolvido em nenhum escândalo.
Para cargos proporcionais (senador, deputado federal e deputado estadual):
- Se desejar votar em algum candidato à reeleição, avalie bem seu nome. - Veja o que ele fez durante o mandato anterior. Informe-se se ele não está envolvido em nenhum dos escândalos que denegriram a imagem do Brasil e do Congresso Nacional (mensalão, vampiros, sanguessugas, venda de votos, troca de cargos e ministérios por apoio ao governo, pizzas, bailarinas, dólares na cueca, etc...) - Existem muitos candidatos novos e que, com certeza, merecem nosso voto. Não nos deixemos influenciar pela demagogia de todas as eleições anteriores. - SE O POVO SE MOBILIZAR, DENTRO DE POUCO TEMPO O BRASIL SERÁ OUTRO. - Se você concordar com o que foi dito acima, repasse o texto para seus contatos. - Veja um vídeo, elaborado pelo Engenheiro Civil, especializado em Engenharia Econômica, Sinval Silva Filho e saiba porque alguns países estão crescendo vigorosamente e porque não há Crescimento Econômico notável no Brasil, acessando o link http://www.mczero.org/Brasil_2,3_x_9,9_China.wmv - Acesse também o link http://www.mczero.org/noticia_Os_mais_famosos.htm e veja a Lista dos Mensaleiros, dos Sanguessugas e faça consultas sobre os candidatos para as eleições de outubro.
Boa sorte a todos nós!!!
Por LUIZ SÉRGIO GONÇALVES DE MIRANDA, Administrador de Empresas. Movimento Corrupção Zero www.mczero.org
Dívida do governo sobe R$ 26 bi num só mês e atinge R$ 1,039 tri UOL Economia 13/09/2006
A dívida do governo federal em títulos (chamada de dívida pública federal interna) subiu R$ 26 bilhões só em agosto, uma alta de 2,47% em relação a julho. No total, a dívida acumula agora R$ 1,039 trilhão. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central.
Em agosto, as emissões de títulos (que fazem aumentar a dívida) totalizaram R$ 36,8 bilhões, enquanto os resgates efetuados somaram R$ 24,6 bilhões.
Apesar do aumento do endividamento total, o governo conseguiu melhorar as características da dívida. A estratégia é reduzir a dívida atrelada à Selic (taxa básica de juros) e aumentar a parcela que tem valores prefixados. Isso faz com que a dívida cresça menos, mesmo se houver alta nos juros.
A parcela da dívida corrigida pela Selic, caiu de 46,95% em julho para 46,14% em agosto. Já a parte prefixada subiu de 30,36% para 31,49%.
A dívida interna representa o total de títulos públicos que o governo federal vendeu aos investidores dentro do Brasil. Não inclui nem a dívida externa nem empréstimos feitos por Estados, municípios e empresas estatais.
Para obter recursos, o governo vende títulos públicos, o que é uma espécie de empréstimo. O título é um papel e funciona como garantia de que o investidor receberá o dinheiro de volta depois de um período estabelecido em contrato. O dinheiro investido rende juros.
As taxas utilizadas para remunerar os investidores variam de acordo com cada papel, assim como os prazos para o pagamento da dívida.
Conforme os dados do Tesouro e do BC, as instituições estrangeiras adquiriram 12,2% dos papéis colocados nas ofertas públicas do mês passado. A participação das instituições nacionais foi expressiva em todos os grupos de títulos.
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O que falar do Franz Ferdinand que já não tenha sido dito pela imprensa mundial? A banda de moleques escoceses que, ao invés de centrar foco em apenas uma influência, surrupiou inspirações musicais de um dicionário de bandas cool está conquistando público (a banda bateu Beyoncé nas paradas européias), famosos (Brad Pitt é fã confesso) e roqueiros insuspeitos (abrir a nova turnê de Morrissey não é, definitivamente, para qualquer um). Escarrando clichês e tropeçando em riffs chupados, o Franz Ferdinand conseguiu o impossível: a aprovação da imprensa.
Também, pudera. Seu disco de estréia, homônimo, que acaba de ganhar edição nacional via Trama, é um compêndio de boas influências usadas no estilo "Novo Rock": esqueça a personalidade e toque como seus ídolos. O pós-modernismo reina. O pós-punk renasce. Na discoteca do Franz Ferdinand há espaço para Public Image Ltd, Gang of Four, Talking Heads, The Cure, Joy Division, New Order, The Smiths, The Jam, Blondie, Devo, New Model Army (a lista segue, infinita). Interessante: passado pela centrífuga da história, antes de parecer com o exemplar original, o som traz a memória suas cópias, como irmãos separados no berço. Assim, no disco do Franz Ferdinand é possível identificar passagens à la Interpol, Hot Hot Heat, Strokes, Rapture, Libertines, The Walkmen, Radio 4, The Fever (a lista segue, blá blá blá).
"Às vezes, ouço grupos falando sobre as cinco bandas com as quais elas gostariam de se parecer. Acho incrível que você queira se restringir tanto assim. Queríamos ser uma banda de rock que fizesse as pessoas dançarem também", contou o vocalista Alex Kapranos em entrevista para a BBC. Segundo Kapranos, a banda queria parecer com todos os artistas que constavam da coleção de discos deles. "Formada por pelo menos 2,5 mil álbuns". Essa adoração pelo déjà vu conduz os escoceses à libertação. Compondo em território conhecido, os músicos conseguem criar um painel pop de onze canções pungentes que, se não brilham pela originalidade, alcançam seu intento primordial: divertir e entreter.
Um ouvinte menos paciente vai achar que o Franz Ferdinand segue na linha dos compatriotas do Belle and Sebastian, vide os quarenta segundos iniciais de Jacqueline, faixa que abre o début do grupo. Guitarras circulares, baixo melodioso e bateria dançante surgem na seqüência para jogar o ouvinte no colo do movimento pós punk do início dos anos 80. Tell Her Tonight lembra Talking Heads, Gang of Four e The Jam, as três bandas na mesma música. A introdução de Take Me Out, terceira música do álbum, traz a memória, pasmen, Strokes. No meio, cola em Rapture. Só ouvindo pra crer. Parece uma brincadeira: "de onde nós tiramos isso?", sugere cada nova canção.
Em um mundo coalhado de dúvidas a respeito do futuro da música, o Franz Ferdinand parece dominar os quesitos diversão e entretenimento, artigos raros (caros) que merecem respeito. Sobretudo, os moleques esbanjam conhecimento de cultura pop. Em um fragmento de espaço, dizem que "fazem canções para garotas dançarem" enquanto escrevem versos como "Michael, you're the boy with all the leather hips, sticky hair, sticky hips, stubble on my sticky lips". O profissionalismo chegou ao rock and roll, de terno e gravata, pronto para a guerra. Se tudo acabar em uma pista de dança, ok. É tudo tão déjà vu, mas daí você vai pra casa, pega um Fear of Music, Entertainment, Unknown Pleasures ou um Second Edition e tem o poder de colocar tudo de volta no seu devido lugar. Até a próxima balada...
Enquanto isso, o Franz Ferdinand já prepara o sucessor do álbum de estréia, com data prevista para chegar às lojas no início de 2005. Com o fracasso do segundo disco do The Strokes, a expectativa pelos novos discos do Interpol, The Rapture, Yeah Yeah Yeahs e Franz Ferdinand aumenta, atiçando a expectativa do que a cena "Novo Rock" (já não tão novo assim) ainda pode render.
Talvez tudo fosse diferente se fosse possível apagar da história grupos como Radiohead, Wilco, Flaming Lips e Asian Dub Foundation, contemporâneos que unem inventividade, criatividade e personalidade com apreço pelo desconhecido. Como isso não é possível, em uma análise sobre a música pop que é feita no mundo hoje em dia, o Franz Ferdinand pode apenas ser apontado como a melhor das bandas que reciclam os anos 80. A diferença entre os escoceses e as melhores bandas do mundo é que as últimas reciclam o futuro. Presos no passado, a cena "Nova Rock" ainda precisa fazer valer o adjetivo "novo". Refém de suas influências, o Franz Ferdinand é apenas o novo que soa idêntico ao velho. É bom, é divertido, é dançante e é déjà vu. Para quem não está interessado em novidades, basta.
Na sua estréia em CD, o NHOCUNÉ SOUL, flerta com a tradição "black" da música brasileira, mas apresenta repertório próprio, autoral. O Samba funk com impostação rap, o vigor instrumental e as colagens eletrônicas dão a tônica e o sotaque pessoal e intransferível às composições do grupo, que retratam as belezas e mazelas da vida no subúrbio paulistano.
As perspectivas para o mercado de combustíveis, se tudo continuar como está, não são positivas. O petróleo e demais fontes fósseis de energia estão com os dias contados. Segundo especialistas, as reservas atuais darão conta do abastecimento mundial por mais apenas 40 anos...
Cenário para o biodiesel no Brasil
1. DIRETRIZES DE POLÍTICA DE AGROENERGIA (Fonte: MME - 16.11.2005)
Biodiesel é um combustível líquido derivado de biomassa renovável, que substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores de ignição por compressão, automotivos (caminhões, tratores, camionetas, automóveis, etc), transportes (aquaviários e ferroviários) e estacionários (geradores de eletricidade etc). O biodiesel pode ainda substituir outros tipos de combustíveis fósseis na geração de energia, a exemplo do uso em caldeiras ou em geração de calor em processos industriais.
O biodiesel é produzido a partir de diferentes matérias-primas, tais como óleos vegetais diversos (mamona, dendê, soja, girassol, amendoim, algodão etc), gorduras animais, óleos e gorduras residuais, por meio de diversos processos. A evolução tecnológica evidencia a adoção da transesterificação como principal processo de produção. Consiste numa reação química em meio alcalino, onde se fazem reagir óleos vegetais (ou gorduras animais) e um álcool (etanol ou metanol), na proporção aproximada de 10 para 1, respectivamente.
Essa reação tem como produto preponderante o biodiesel (éster de ácidos graxos). Como subproduto, tem-se a glicerina, de alto valor agregado e com aplicações diversas na indústria química. Além da glicerina, a cadeia produtiva do biodiesel gera ainda uma série de outros coprodutos (torta, farelo etc.), que podem agregar valor e se constituir em outras fontes de renda importantes para os produtores agrícolas e industriais.
Entretanto, deve ser observado que a magnitude do mercado de combustíveis introduz o desafio de se buscar novos mercados e aplicações para o uso da glicerina e da torta de mamona, entre outros, haja vista que a capacidade produtiva desses sub-produtos aumentará bastante com o desenvolvimento da produção do biodiesel.
O biodiesel pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas proporções. A mistura de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo é chamada de B2, e assim sucessivamente, até o biodiesel puro, denominado B100. A Lei n° 11.097/05 estabeleceu que, a partir de janeiro de 2008, a mistura B2 passa a ser obrigatória no território nacional. Assim, todo o óleo diesel comercializado no País deverá conter, necessariamente, 2% de biodiesel. Em janeiro de 2013, este percentual passará para 5%.
Vale aqui ressaltar que, a depender da evolução da capacidade produtiva e da disponibilidade de matéria-prima, entre outros fatores, esses prazos podem ser antecipados, mediante Resolução do Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, conforme estabelecido pela Lei. Em sua Resolução N. 03 de 23 de setembro de 2005, o CNPE antecipou para janeiro de 2006 o B2, cuja obrigatoriedade se restringirá ao volume do biodiesel produzido por detentores do selo "CombustívelSocial".
Como um substituto direto para o óleo diesel, o mercado potencial para o biodiesel é determinado essencialmente pelo mercado do derivado de petróleo. Atualmente, a demanda total de óleo diesel no Brasil é cerca de 40 bilhões de litros anuais, sendo 94% produzido no próprio país e 6% importada, com dispêndio de quase US$ 1 bilhão por ano com a importação. O uso da mistura B2, já autorizada desde dezembro de 2004, e obrigatória a partir de janeiro de 2008, conforme mencionado, representa um volume de, aproximadamente, 840 milhões de litros anuais de biodiesel, e contribui para a redução das importações de diesel.
Para a mistura B5, obrigatória a partir de 2013, estima-se o volume de 2,6 bilhões de litros de biodiesel por ano. A sua produção e uso representam o desenvolvimento de uma fonte energética sustentável sob os aspectos ambiental, econômico e social. A dimensão do mercado no Brasil e no mundo assegura uma grande oportunidade para o setor agrícola, assim como contribuirá para o desenvolvimento e a ampliação do parque industrial. Com vistas à redução dos custos de produção há de se buscar no segmento industrial o desenvolvimento e a adequação da produção desse combustível renovável em regime contínuo, sem no entanto invalidar as experiências de produção pelo regime de bateladas, inicialmente desenvolvidas.
Também se faz necessário consolidar da tecnologia da transesterificação etílica, tendo em vista a potencialidade brasileira na produção do etanol a partir da cana-de-açúcar. Ademais, esforços devem ser viabilizados para a adequada identificação das barreiras tecnológicas e comercias que podem dificultar a colocação do biodiesel nacional nos mercados externos, em especial dos Estados Unidos e da União Européia, onde predomina a transesterificação metílica a partir de um seleto conjunto de oloeaginosas (soja e canola).
Isso é relevante para o aproveitamento do diferencial positivo do Brasil no segmento agrícola, que dispõe de uma grande diversidade de matérias-primas, com diferentes potencialidades regionais. Engloba tanto culturas já tradicionais, como a soja, o amendoim, o girassol, a mamona e o dendê, quanto para alternativas novas, como o pinhão manso, o nabo forrageiro e uma grande variedade de oleaginosas a serem exploradas.
O cultivo de matérias-primas e a produção industrial têm grande potencial de geração de empregos, promovendo, dessa forma, a inclusão social. Para estimular ainda mais esse processo, o Governo Federal institui um modelo tributário específico, com a criação do selo "Combustível Social" e a instituição de níveis diferenciados de desoneração tributária em função do aproveitamento combinado da agricultura familiar e do agronegócio na cadeia produtiva.
O cara na cremação da sogra tava num baita porre, já não se agüentava mais em pé. Nisto os filhos, filhas, genros, noras, netos e netos, estavam consternados em volta da urna funerária onde estavam depositados os restos mortais da velha. Quando em certo momento o genro pudim-de-trago, subiu em uma cadeira, quase caindo, pediu atenção de todos, pois queria fazer uma homenagem. Todos ficaram surpresos com a atitude do bebum, porém falaram para que ele fosse em frente e rendesse as últimas homenagens a sua sogra. Foi quando ele estufou o peito e disse: - E agora uma salva de palmas pro "Assador".
Manuel
Manuel e sua esposa sairam de uma loja da BMW com um carro novinho. Ele fazendo mó pinta, pára numa loja chique do centro... enquanto isso sua mulher, entra na loja.
Aí, desce um brasileiro, com a brasilia capenga e bate no carro de Manuel, que sai do carro e diz: - Puta merda, acabei de tirar meu carro da loja, você vai pagar!!! Você vai pagar!!!
O brasileiro muito esperto, diz: - Calma!!! Seu carro vem com um dispositivo anti-amassado.
O Manuel fez uma cara de espanto, e diz: - Ah é? Aonde? Me mostra!!!
Aí o brasileiro lhe disse que era só ele assoprar pelo escapamento do carro que o carro iria voltar ao normal.
Manuel olhou, olhou, nisso o brasileiro saiu fora... Manuel começa a assoprar o escamento, quando estava quase roxo, sua mulher sai da loja: - Manuel o que houve???
Ele, quase sem fôlego, explica o acontecido e diz que tem que assoprar o escapamento para o carro voltar ao normal. A mulher muito esperta, diz: - Você é muito burro mesmo, né? Como quer que o carro encha de ar e desamasse sendo que os vidros estão abertos.
Bernardinho critica Lula e elogia Kaká Técnico da seleção masculina faz paralelo do país com o vôlei
RIO - Considerado um exemplo de líder vitorioso no esporte brasileiro, o técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardinho, lamenta as luzes concentradas nele após a sexta conquista do Brasil na Liga Mundial. O técnico não se incomoda em analisar criticamente a gestão do presidente Lula e elevar Kaká ao posto de melhor jogador brasileiro no futebol, acima de Ronaldinho.
Conhecido por exigir esforço máximo de seus comandados e por nunca estar totalmente satisfeito com os resultados positivos, o treinador afirma que o Governo federal é mal conduzido.
- É um projeto um pouco sem rumo. É um time mal liderado. Não sei se é um time. Faço um paralelo do país com o voleibol: nós até hoje não nos vimos como um verdadeiro time. Cada um quer ser apenas o melhor jogador, se beneficiar de um prêmio individual, quando o prêmio tem que ser coletivo. Aqui na seleção não existem mais prêmios individuais. Quando alguém é premiado como melhor levantador, divide o prêmio com os outros jogadores: 50% do prêmio permanece com ele, 50% vai para os outros 11 jogadores, que viabilizaram a ele aquela atuação - diz Bernardinho em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo".
Casado há sete anos com Fernanda Venturini, com quem teve Júlia, de quatro anos, e pai do levantador Bruno, a quem dirigiu pela primeira vez neste ano, Bernardo Rezende assume que está decepcionado com a atuação de Lula (...). Apesar das críticas ao atual presidente da República, o comandante da seleção masculina de vôlei revela que tem admiração pela trajetória do ocupante do Palácio do Planalto.
- Admiro a trajetória dele, de onde veio e aonde conseguiu chegar, uma coisa admirável. Não esperava mais do que conhecimento dele de algumas matérias, mas esperava mais talvez no que diz respeito à formação de equipe.
Ao ser questionado sobre o que faria caso assumisse a presidência da República, Bernardinho é enfático.
- Traria pessoas com experiência e conhecimento para atuar nas diversas áreas. Tem que acabar com as vinculações políticas. Isso leva à ineficiência. Não há meritocracia. Há troca de favores e acordos - explica.
E se o assunto é futebol, o técnico não foge de opinar e afirma que Kaká é o melhor jogador brasileiro.
- Além do talento, que não é igual ao do Ronaldinho, ele sintetiza a questão do líder, do exemplo. Não que o Ronaldinho dê mau exemplo, mas seu brilho é um pouco mais individual. De longe é difícil falar, mas a impressão é que o Kaká tem um pouco mais de capacidade de liderança, o que para formar equipes é muito importante - conclui.
O Rage Against the Machine (ou somente Rage) foi uma banda de rapcore estaduniense, uma das mais influentes e polêmicas dos anos 90. Demonstrava, através de letras e atitudes, sua revolta e luta por ideais políticos. Sempre lutaram contra a censura, a favor da liberdade e em prol dos menos favorecidos. Misturando hip-hop com o hardcore "melódico", incendiava a todos que a ouviam. Terminaram em 2000, e atualmente três membros da banda, Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk são membros do Audioslave, junto com o ex-membro e ex-líder do Soundgarden, o vocalista Chris Cornell.
História
A história da banda começou em torno de 1991. A primeira apresentação do Rage foi em Orange County. Logo depois o grupo gravou uma demo de 12 músicas, que praticamente constituiram o primeiro CD da banda. Eles venderam 5.000 cópias da demo para o seu fã clube e também em vários shows na região de Los Angeles. Fizeram dois shows no segundo palco no Lollapalooza II, em Irvine Meadows, Califórnia. Ali eles assinaram um contrato com a gravadora Epic.
No fim de 1992 o Rage Against the Machine fez uma turnê por toda a Europa abrindo shows para o Suicidal Tendencies. Quando a turnê acabou, eles lançaram o primeiro álbum, também chamado "Rage Against the Machine", em 10 de novembro de 1992. O disco vendeu mais de 1 milhão de cópias e esteve no Top 200 da Billboard por 89 semanas. O álbum inclui, entre outras músicas, Bullet In The Head, Bombtrack, Freedom, Wake Up (que entrou na trilha sonora do filme Matrix, anos mais tarde), além da famosa Killing In The Name, que é um protesto ao militarismo norte-americano.
Em decorrência das suas atitudes e letras, o Rage foi censurado e proibido de fazer shows em muitos estados americanos. Mas a censura também fez a banda crescer, pois ela encarou e lutou contra ela com grandes protestos. Em 1993, fizeram shows beneficentes à Anti-Nazi League e ao Rock for Choice.
No Lollapalooza III, dessa vez no palco principal, o Rage subiu e não tocou, fez apenas um protesto anti-censura contra a PMRC (Parents Music Resource Center), no qual cada membro da banda ficou de pé, nu, por cerca de 15 minutos, cada um com uma fita preta na boca e as letras P (Tim), M (Zack), R (Brad), e C (Tom) escritas no peito. Eles disseram: "Se não tomarmos ação contra a censura, logo não teremos direito de ver mais bandas como o Rage!"
Sucesso na mídia
Em 16 de abril de 1996, o esperado segundo disco foi lançado. Evil Empire entrou direto no Top 200 da Billboard na 1ª posição. O álbum faz crítica ao governo corrupto de Ronald Reagan e a relação dos EUA com a URSS. Ele inclui músicas como Bulls On Parade, People of the Sun, Vietnow, Revolver, Roll Right e Tire Me (que ganhou prêmio de melhor melhor performance de metal no Grammy Awards). Em julho do mesmo ano a banda começou uma turnê pelos EUA que durou até outubro.
No início de 1998 a banda gravou No Shelter, parte da trilha sonora do filme Godzilla. No meio do ano, a banda começou a ensaiar para o disco The Battle of Los Angeles. Em setembro a parte instrumental para 14 músicas já estava pronta, mas as letras estavam incompletas. Em janeiro de 1999 a banda organizou um show beneficente para Mumia Abu-Jamal. O show atraiu muita atenção, apesar de alguns imprevistos. Mas no final tudo correu bem e as apresentações das bandas Black Star, Bad Religion e os Beastie Boys aconteceram. Em Genebra, Suíça, em 12 de abril do mesmo ano, Zack se manifestou ante às Nações Unidas no caso de Mumia Abu-Jamal e da pena de morte nos EUA. O Rage então tocou no Tibetan Freedom Concert e Woodstock 99. No Woodstock, o grupo queimou a bandeira americana no palco novamente, enquanto tocavam Killing In The Name.
Fim da banda
Em 18 de outubro de 2000, o vocalista Zack de la Rocha declarou oficialmente que estava deixando a banda. "Sinto que é necessário abandonar o Rage, pois não estávamos mais conseguindo tomar decisões conjuntas", disse ele à imprensa. "Não estamos mais funcionando juntos como um grupo, e eu acredito que a situação está destruindo nossos ideais políticos e artísticos. Estou muito orgulhoso de nosso trabalho, como ativistas e como músicos, assim como estou grato a cada pessoa que expressou solidariedade e dividiu essa incrível experiência conosco". Respondendo à declaração de Zack, Tom Morello disse: "Eu não tenho maus sentimentos, e desejo que Zack se dê bem com seu projeto solo. Mas todos estão excitados com as 29 músicas que nós temos gravadas, e algumas delas vão ser lançadas logo." Essa citação se refere ao álbum com material cover, lançado meses mais tarde. A Epic Records disse que estava muito triste com a notícias. Por algum tempo, Zack esteve trabalhando em seu projeto solo com outros artistas hip-hop, como DJ Shadow, Company Flow e Amir do The Roots.
Há quem diga que uma das razões da saída de Zack foi o fato ocorrido no mês anterior durante a apresentação VMA, no qual Tim Commerford escalou uma estrutura do palco e teve que ser retirado do Radio City Music Hall pela segurança. Ele fez isso em protesto ao fato da banda Limp Bizkit ter ganhado o prêmio de banda de rock de ano. O prometido álbum de covers, chamado Renegades, foi lançado em 5 de dezembro de 2000, e contava com How I Could Just Kill a Man (Cypress Hill), Maggie's Farm (Bob Dylan) e Renegades of Funk (Afrika Bambaataa).
Zack passou a se dedicar à carreira solo, enquanto os demais integrantes se juntaram a Chris Cornell, ex-vocalista do Soundgarden, formando o Audioslave, que lançou o primeiro CD em novembro de 2002. No ano seguinte, saiu o disco Live at the Grand Olympic Auditorium, que contém uma apresentação ao vivo do Rage Against the Machine.
Integrantes Zack de la Rocha - voz Tom Morello - guitarra Tim Commerford - baixo Brad Wilk - bateria
Discografia
Estúdio 1992 - Rage Against the Machine 1996 - Evil Empire 1999 - The Battle of Los Angeles 2000 - Renegades 2002 - 30 Songs For A Revolution
Ao vivo 1998 - Live & Rare 2003 - Live at the Grand Olympic Auditorium
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É um grande satisfação que anunciamos o reconhecimento de nosso trabalho (que esta apenas se iniciando) por um dos blogs mais bem visitados no gêreno MP3. LAGRIMA PSICODELICA...agradecemos o post e esperamos um dia contribuir para o enriquecimento de seu trabalho. Vlw Johnny F!!
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Precisamos urgentemente de beleza. Andamos muito desconfiados, porque ela nos enganou durante muito tempo. "Ahhh!... nossas matas, nossas cascatas, a formosura das mulheres, ahhh!... os pampas, os pantanais....ohhh!..". Sempre dissemos essas frases para esquecer o horror social do País. E não só isso; acreditamos sempre na beleza de nossos ideais utópicos, de nosso "futuro glorioso" que não chega nunca. A história brasileira é uma novela de ilusões. Enquanto sonhamos, eles roubam. Enquanto acreditamos no futuro, o sistema político nos mente no presente.
A democracia é bela, mas abre as comportas do lixo nacional a um ponto insuportável. Estas últimas semanas foram feias de ver: além dos escândalos diários que a PF nos exibe, vímos os discursos superficiais e místicos dos intelectuais e artistas, as racionalizações dos "militantes imaginários" (aqueles que acham que lutam pelo povo de pijama em casa...), vimos a babaquice do PSDB (ninguém sabe mais o que significam os tucanos), tivemos de agüentar a cara-de-pau absoluta do Lula (e pelo jeito, mais quatro aninhos de baixo nível).
Vemos que a mentira venceu, que o cinismo do petismo e do presidente conseguiram enganar a população, convencendo-a de que o roubo do dinheiro público em estatais, fundos de pensão, bancos oficiais (que chegam a mais de 2 bilhões escondidos no Exterior) não passaram de "caixa 2" ou "sobras de campanha". Seduzido e enganado, o povo vai eleger a mentira, a hipocrisia e a incompetência. A feiúra é saudada como "necessária" na política.
Além disso, o Lula conseguiu jogar todo o lixo (que ajudou a produzir) em cima do Congresso e da sociedade, no velho bordão do "sempre foi assim", emergindo como única coisa pura, popular. Será eleito pela mentira que transformou em verdade, saindo da condição de réu para a de vítima.
Estamos vivendo no ponto inverso da babaquice esperançosa de antes. Caímos numa espécie de perversão do lixo, um estranho amor pelo circo pegando fogo, uma volúpia pelo excremento. O brasileiro tinha a paixão pelo auto-engano; agora, está com o frisson da ignomínia. Não temos mais para onde olhar. Tudo é feio.
PINA BAUSCH E A BELEZA
Foi aí que a companhia de Pina Bausch voltou ao Brasil. Como sempre, fui correndo vê-la, para passar três horas (ao menos...) contemplando a mais pura forma de arte da atualidade. Isso; Pina Bausch consegue milagrosamente fazer uma arte que posso até chamar de "terapêutica". Dentro de um País violento, humilhado, ansioso, ela consegue nos dar três horas de delicadeza e paz. Esquecemos o mundo lá fora e ficamos somente diante da poesia. E não é apenas o êxtase de uma sinfonia ou um grande filme. A grande arte de Pina, a grande arte em geral, nos deixa ver a máquina leve que organiza a composição estética, o segredo do processo criativo. Ela não nos emociona apenas; ela nos ensina. Aquela coisa do "beleza é verdade e verdade é beleza" se realiza diante de nossos olhos iluminados por ela.
A importância artística de Pina é imensa porque ela é das poucas pessoas que conseguiram descrever nosso tempo com angústia e compaixão. Isso: uma rara mistura de melancolia com esperança. Há na arte, desde o pós-guerra, o sentimento do absurdo, o horror, a desesperança crítica. Os mendigos de Beckett vagueavam em desertos sem saída. O Estrangeiro de Camus pedia que saudassem sua morte com "vivas" de ódio. Hoje, na literatura, restou um anarquismo sem rumo, detritos masoquistas de uma desesperança superficial, "kafkas pop", "sub-joyces" despejando um automatismo narrativo porra-louca e superficial.
Pina Bausch, que já é filha da guerra fria, não está nessa. Ela sempre deixa um fio de felicidade passar por entre seus bailarinos solitários, desunidos, desincronizados, nas tristes roupas cotidianas, pobres ternos, pobres vestidinhos, desamparados transeuntes do nada para o nada. Pina criou um minimalismo afetivo, sem a frieza rancorosa de tantos artistas "engajados", sem a negra alegria de saudar a morte, de festejar a impossibilidade, o juízo final. Pina vê sempre uma melancólica beleza, "uma intensa luz que não se vê", vê uma paz dark, diante deste mundo que os americanos estão destruindo com sua feira de ofertas e com a sordidez psicopata do Bush e sua gangue.
Pina Bausch capta o imperceptível. Seus atores/bailarinos/personagens estão sempre sozinhos, tentando o amor, tentando uma união que se desfaz e se tenta de novo. Pina vê com amor nossos clichês e aprofunda-os, salva-os, raspando-lhes a casca da repetição. Pina humaniza nossos defeitos, nossos ridículos e nos oferece a própria vida reciclada com carinho, virando-nos em viajantes de nós mesmos. Seus atores/personagens oscilam entre desejo e repressão, entre liberdade e medo. Ver seus espetáculos é sempre uma aula de "grande arte" e, por entre os corpos bailando, percebemos as influências mais límpidas da arte contemporânea. Vemos Fellini, claro, vemos Chaplin, vemos na cenografia o suprematismo, o minimalismo mais espontâneo, sem a exibição vanguardista, vemos Mondrian, Malevitch, vemos os irmão Marx repetindo as mesmas "routines" de chanchadas, vemos Beckett raspado de sua depressão doentia, vemos um painel amplo do melhor da criação do século 20 e, claro, tudo interpretado pela espantosa capacidade técnica dos bailarinos.
É isso aí. Ao sair do teatro Alfa, eu estava limpo, oxigenado, purificado, pronto para mais uma temporada no inferno da estupidez nacional. "Que vengam los sangressugas!"
A TV Digital no Brasil ainda é coisa que vai provocar muita confusão. Pior, já está provocando. Segundo matéria publicada no Jornal do Senado, "depois da disputa pela definição do padrão de TV Digital que o Brasil deve adotar, e que privilegiou os japoneses, a modernização das televisões está diante de um novo impasse: empresários da Zona Franca de Manaus e do resto do país, principalmente Sudeste e Sul, brigam por incentivos fiscais e pela exclusividade na produção dos aparelhos conversores, que vão permitir que as televisões passem a transmitir na tecnologia digital. É um mercado que deve movimentar R$ 9 bilhões em três anos". Tudo de acordo com previsões feitas neste espaço há coisa de dois ou três meses. E mais, "essa briga já influi nos trabalhos do Congresso. O senador pelo Amazonas, Arthur Virgílio (PSDB), quer obstruir as votações caso a Zona Franca de Manaus percaá a exclusividade na produção do conversor. Empresários também ameaçam ir à Justiça contra a decisão". O ponto fraco do padrão japonês é exatamente o tal decodificador, como aqui foi colocado em artigo anterior, porque tem um custo mais caro, segundo especialistas, que o europeu ou o americano.á Em meio a tudo isso, é oportuno que Ministério das Comunicações se manifeste a respeito. Torne as coisas claras. Transparentes. A TV Digital no Brasil não pode virar uma novela, ainda mais proibida para menores de todas as idades.
Especial Ex-vice-presidente dos Estados Unidos e candidato derrotado por George Bush numa controvertida eleição, Al Gore será entrevistado no Roda Viva, da Cultura, ainda em setembro.
Bilhete Mais rápido que o trem numa estação, Rogério Brandão passou pelo Morumbi, trabalhou na implantação do canal Play TV e já saiu. Segundo ele, "novamente o corte de despesas se sobrepôs ao talento e às boas idéias". Modesto.
Bandtur Os figurinos de Paixões Proibidas, novela de época da Bandeirantes, vão da Espanha para Portugal e de lá para os estúdios alugados em Jacarepaguá. Haja dinheiro para custear tudo isso.
Será? O SBT já tem um grupo de funcionários trabalhando na reforma da Casa dos Artistas. Desconfia-se que o programa pode voltar ao ar até o final deste ano.
Mais um A propósito, a TV Globo colocou no ar as primeiras chamadas do próximo "Big Brother", informando aos interessados que já estão abertas as inscrições. O prêmio é o mesmo: R$ 1 milhão.
Confidencial Reali Junior, correspondente da Jovem Pan em Paris, foi visto no Morumbi nesses últimos dias. Parece que sua participação na Copa do Mundo pelo Bandsports andou agradando ao pessoal do jornalismo.
Nota teatral Tina Kara, atriz de Cobras e Lagartos, está confirmada na peça "A frente fria que a chuva traz", com direção de Caco Ciocler. Lançamento marcado para o dia 9, no Casarão Nós do Morro, no Rio. Ainda no elenco,á Caio Blat, Samara Philipo e Bruna di Túlio.
Ponto 1 O diretor Fábio Guimarães, ex Zorra Total, recentemente envolvido num escândalo, via Internet, abriu negociações com o SBT. Nos bastidores da Anhanguera, são fortes os comentários de que ele pode aterrissar por lá a qualquer momento.
Ponto 2 Guimarães ofereceu ao SBT o projeto de uma comédia de situações (sitcom) que, se aprovada, ficará sob a supervisão do departamento de teledramaturgia, comandado por David Grinberg. Confirmando-se, o seu primeiro presente será o "manual de comportamento".
Milagre Bel, a personagem da Mariana Ximenes em Cobras e Lagartos, ficou um baita tempo perdida no mar de Angra e horas largada numa praia. Voltou bonita, hidratada e limpinha, e sem queimadura nenhuma. Isso depois de explodirem a sua lancha.
Coisa feia Gisele (Pérola Faria), personagem de Páginas da Vida, vítima de bulimia, é mostrada em quase todos os capítulos da novela enfiando o cabo da escova de dente na garganta para provocar o vômito. De duas, uma: ou é uma descuidada ou não tem o salutar costume de dar a descarga.
Bate – Rebate
* Gugu Liberato ficou em primeiro lugar no Top Five do SBT, divulgado ontem, com 16.9 pontos, seguido de Silvio Santos, com 16.8. Coladinhos mesmo. * Pelo andar da carruagem, Silvia Poppovic está mesmo a caminho do Morumbi. * Por tabela, as últimas demissões no SBT respingaram no Bailando por um sonho, novo programa de Silvio Santos, que ainda nem estreou. * Profissionais dispensados do Topa ou não topa, na quinta-feira passada, pelo menos alguns, foram parar na equipe do Bailando. * Mas para que isso ocorresse, produtores desse musical,á tiveram que ser demitidos. * Só assim foram criadas vagas para os dispensados do Topa. Um tremendo mal-estar. * Quando aparecer no seriado Amazônia, Vera Fischer vai surpreender muita gente. Perdeu cerca de 12 quilos no regime. * Foi muito boa a estréia de ôIntimidade Indecente®, de Leilah Assunpção, com Lucinha Lina e Otávio Augusto, em São Paulo. * É um espetáculo que deve ser recomendado a todos. O trabalho dos dois atores impressiona. * Alessandra Negrini viverá as gêmeas da novela do Gilberto Braga. * O programa O Melhor do Brasil, exibido sábado, mais uma vez deixou a Record na vice-liderança. Registrou 8 pontos de média na Grande São Paulo, contra 5 do SBT e 4 da Bandeirantes. * Virou novela a escolha da nova novela, a substituta de Cristal, no SBT. Lá Mentira está praticamente descartada. O alto comando da teledramaturgia agora trabalha com duas outras opções, mas o assunto só será resolvido na volta de Silvio Santos ao Brasil.
Seminário Uso Sustentável do Cerrado na Bacia do Rio São Francisco - Belo Horizonte - MG
11 a 13 de setembro de 2006
Convidamos para a participação no Seminário Uso Sustentável do Cerrado na Bacia do Rio São Francisco que se realizará em Belo Horizonte, de 11 a 13 de setembro de 2006, na Faculdade Estácio de Sá, Rua Erê, 207, Bairro Prado.
Divulgamos a programação do Seminário, a ficha de inscrição deverá ser solicitada por e-mail, ascom.mg@ibama.gov.br, ou neamg@yahoo.com.br, ou pelo fax 31 3299 0746. As instituições interessadas em apresentar trabalhos na forma de painéis e, ou expor produtos artesanais devem enviar a inscrição até 04 de setembro de 2006.
As vagas são limitadas e as inscrições gratuitas.
PROGRAMAÇÃO
DIA 11/09/06:
19:00: Abertura: Paulo Oliveira - Diretoria de Desenvolvimento Socioambiental - IBAMA 19:30: Apresentação Cultural 20:00 - 21:30: Exposição de trabalhos (em forma de painéis e ou produtos, artesanatos, etc) das Instituições participantes do Seminário (inclusive as que integram os coletivos de educadores) e das comunidades onde há propostas de criação das RESEX. Momento de troca de experiências.
DIA 12/09/06:
8:00 - 9:00: Credenciamento
Simpósio "Políticas públicas para o Bioma Cerrado" 9:00: Débora Leite Silvano - MMA: Programa Nacional de Uso Sustentável do Bioma Cerrado 9:20: Marcos Sorrentino - MMA: Políticas Públicas de Educação Ambiental para o Bioma Cerrado 9:40: Elísio Márcio de Oliveira - CGEAM/IBAMA: Educação no Processo de Gestão Ambiental 10:00: Intervalo 10:10: Paulo Oliveira - IBAMA: Unidades de Conservação de Uso Sustentável no Bioma Cerrado 10:30: Roberto Messias Franco - IBAMA: Unidades de Conservação Federais no Estado de Minas Gerais 10:50 - 12:00: Debate: - mediador: Roberto Messias Franco
Simpósio "Extrativismo, agricultura familiar e redes solidárias no Cerrado Mineiro" 14:00: Cooperativa Grande Sertão: Experiências de Geração de Renda e Conservação do Cerrado 14:30: MMA/PMNAII Claudia Barros: Resultados alcançados no uso dos recursos naturais do Cerrado conseguidos no projeto Conservação e Manejo da Biodiversidade do Bioma Cerrado (CMBBC) 15:00: UBEE/Instituto Marista de Solidariedade: Iniciativas de uso de frutos do Cerrado na geração de renda dentro da perspectiva da Economia Popular Solidária. 15:30: Intervalo 15:45 - 17:30: Debate - mediador: Valdo Veloso 19:30 - 21:30: Conferência com Carlos Walter Porto Gonçalves (UFF) e Carlos Eduardo Mazzetto Coordenador: Roberto Messias Franco
DIA 13/09/06:
Simpósio "Diversidade cultural do Bioma Cerrado" 9:00: Ricardo Ribeiro (PUC MINAS): Populações tradicionais no Cerrado Mineiro: histórico e etnoecologia 9:30: Arlete Almeida (Movimento do Graal no Brasil): Saber popular no aproveitamento alimentar dos frutos do Cerrado 10:00: Centro de Agricultura do Cerrado - Norte de Minas: O modelo de ocupação do Cerrado Mineiro e seu impacto no modo de vida dos geraizeiros. 10:30: Intervalo 10:45 - 12:00: Debate - mediador: Alison Coutinho 13:30 - 18:00: Encontro dos Coletivos de Educadores Público-alvo: integrantes dos coletivos de educadores da Bacia do São Francisco Relato de experiências do curso em Tamandaré (PE) e discussão sobre o papel dos educadores no processo de uso e ocupação do Cerrado. 13:30 - 18:00: Gestão de Reservas Extrativistas (RESEX) e Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Público-alvo: representantes das comunidades onde há propostas de criação de RESEX e demais instituições interessadas. Discussão de temas relacionados à RESEX e RDS: diferenças entre essas duas categorias de Unidades de Conservação, formas de gestão, dominialidade da terra, entre outras.
Pelas leis da termodinâmica, todos nós sabemos que uma caloria é a energia necessária para esquentar 1g de água de 21,5°a 22,5°C.
Não é necessário ser nenhum gênio para calcular que, se o ser humano beber um copo de água gelada (200ml ou 200g), aproximadamente com 0°C, necessita de 200 calorias para aquecer 1°C esta água. Para haver o equilíbrio térmico com a temperatura corporal, são necessárias então, aproximadamente, 7400 calorias para que estes 200g de água alcancem os 37° C da temperatura corporal (200 g X 37°C).
E, para manter esta temperatura, o corpo usa a única fonte de energia disponível: a gordura corporal. Ou seja, ele precisa queimar gorduras para manter a temperatura corporal estável. A termodinâmica não nos deixa mentir sobre esta dedução.
Assim, se uma pessoa beber um copo grande (aproximadamente 400 ml, na temperatura de 0°C) de cerveja, ela perde aproximadamente 14.800 calorias (400g x 37°C). Agora, não vamos esquecer de descontar as calorias da cerveja, aproximadamente 800 calorias para 400 g.
Passando a régua, tem-se que uma pessoa perde aproximadamente 14.000 calorias com a ingestão um copo de cerveja gelado. Obviamente quanto mais gelada for a cerveja maior será a perda destas calorias.
Sendo o desejo comum, e como está claro a todos, muito mais efetivo do que, por exemplo, andar de bicicleta ou correr, nos quais são queimadas apenas 1000 calorias por hora. Amigos, emagrecer é muito simples, basta beber cerveja bem gelada, em grandes quantidades e deixarmos a termodinâmica cuidar do resto.
Pois bem srs., PRIMEIRO POST OFICIAL do BIXODOMATTO. Ainda estamos em trabalho de desenvolvimento, porém, jah tava passando da hora de por a máquina pra funcionar.
Sejam bem-vindos, visitem nossos links disponibilizados por todo blog...não deixem de se filiar ao BIXODOMATO GROUP...e se possível...baixem todos os sons (temos muita coisa de qualidade pra vcs). Vlw!