Todos os arquivos contidos neste blog, devem ser baixados somente para TESTE, devendo o usuario APAGA-LOS e/ou COMPRA-LOS apos 24 horas. Livra-se de nossa responsabilidade os arquivos que visitantes venham a baixar e os fins para os quais utilizarao. Simplesmente apresentamos aqui, links e arquivos ja disponibilizados na internet. Tambem, nao hospedamos CDs ou programas, sejam eles de distribuicao legal ou nao. FIQUE A VONTADE E SOM NA CAIXA!!!
09 Maio 2008
 
EU JÁ SABIA!!!
 
Quem é quem


Fonte: O Eco – Por Andreia Fanzeres

Sistema de consultas de áreas embargadas expõe crimes ambientais de empresários, políticos e instituições públicas. Incomodados, ruralistas insistem que os dados estão errados.

Há uma semana, o Ibama colocou na internet o sistema de consulta pública dos embargos efetuados por crimes ambientais no país. A busca é de imensa utilidade ao cidadão preocupado em saber quem está por trás das menores às maiores agressões à natureza autuadas pelo governo nos últimos anos. Nessa lista, entrou de tudo. De áreas desmatadas ilegalmente aos empreendimentos e outras atividades irregulares que geraram prejuízos ao meio ambiente. Do pequeno sitiante aos políticos, empresários, empresas multinacionais e instituições públicas. Agora ficou mais fácil verificar se os supostos compromissos de sustentabilidade anunciados por aí são mesmo confiáveis.

A lista é extensa. De acordo com o Ibama, só as áreas embargadas totalizam 4.440 quilômetros quadrados, o equivalente a cerca de 40% do desmatamento registrado na Amazônia ano passado. Com instrumentos simples que permitem a consulta por estado, cidade ou nome, encontrar políticos não foi difícil.

O governador de Rondônia, Ivo Cassol, é diretamente citado como responsável por dois embargos no município de Alta Floresta D’Oeste. O deputado federal Ernandes Amorim – um dos protagonistas do impasse que suspendeu a licitação pública para manejo sustentável na Floresta Nacional de Jamari – tem três áreas embargadas em Ariquemes. Melkisedek Donadon, ex-prefeito de Vilhena (RO) e outros políticos também aparecem na relação.

Em Mato Grosso, a lista revela nomes bastante conhecidos por quem monitora o desmatamento na Amazônia. O senador Jaime Campos responde por três áreas embargadas em Alta Floresta, sendo uma superior a 1.200 hectares. No mesmo município o deputado estadual Ademir Brunetto é responsável por outra área, mas o sistema não informa mais detalhes. Desse mesmo jeito são registrados embargos dos deputados Humberto Bosaipo, em Porto Esperidião, e de Dilceu Dal Bosco, em Sinop. Na semana passada, aliás, este último proferiu discurso na Assembléia Legislativa defendendo que produtores ilegais precisam de punição. “Toda economia de Mato Grosso acaba sendo penalizada por causa das ações desses empresários. Vamos fazer o possível para que eles sejam punidos”, falou, enquadrando-se na categoria.

Poderosos e encrencados

Aderval Bento, presidente da Associação dos Proprietários Rurais do rio Preto, uma vez garantiu, em entrevista a O Eco causar o mínimo impacto possível em sua fazenda. Mas numa região pleiteada para ampliação de uma terra indígena, em Juína, ele é dono de um embargo de 187 hectares, acessíveis em imagens de satélite disponibilizadas pelo próprio sistema de consultas. Dentro de uma mesma fazenda, a Amália, também no rio Preto, várias autuações. Essa região concentra o maior número de propriedades embargadas em Juína, cidade que aparece na lista como recordista de ocorrências em Mato Grosso.

Outros nomes muito influentes na região são Geraldo Francisco de Queiroz, com dois embargos, sendo um com quase dois mil hectares e Hermes Bergamin, um dos empresários mais poderosos do noroeste de Mato Grosso, com seis áreas embargadas em Colniza e mais duas em Juína. Os irmãos Ilton, Ivo e Isamael Vicentini, acusados, entre outros crimes, de fraudar planos de manejo no entorno do Parque Indígena do Xingu, aparecem novamente nos registros do Ibama com áreas embargadas no município de Feliz Natal. A cidade também tem seis áreas desmatadas pelo sojicultor Nei Frâncio, um de seus primeiros colonizadores.

Grandes desmatamentos

Só o empresário da Celso Padovani & Cia Ltda tem seis áreas embargadas em Marcelândia, sendo uma com 6.117 hectares. Mais de 1.700 hectares foram embargados em nome de Alcindo Ferreira dos Santos, além de 2.117 hectares de Manoel Madrugas de Simas, e 3.400 hectares de Jair Roberto Simonato, todos em Apiacás, município que abriga quase metade da área do Parque Nacional do Juruena. Mas fica em Vila Bela da Santíssima Trindade, na região do Guaporé, uma das maiores áreas listadas. Foram mais de nove mil hectares em nome de Rosana Sorge Xavier, que só perdem para os 12.100 hectares de Honorato Lourenço de Moraes, em São Félix do Xingu (PA).

Além de ter que brigar diretamente com políticos e poderosos empresários, o governo volta e meia enfrenta a si próprio. Só no Mato Grosso, estão sob embargo 14 áreas de assentamentos do Incra, e outras cinco administradas pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (DNIT), fora atividades de diversas prefeituras em todos os estados. Entre as empresas com áreas ou atividades embargadas figuram Amaggi Exportação e Importação, Bunge Alimentos, Agroamazônia Produtos Agropecuários, presente em toda fronteira do agronegócio, Estanho de Rondônia S/A, que explora cassiterita dentro da Floresta Nacional do Jamari e os empreendimentos Buriti Energia e Curuá Energia, de pequenas centrais hidrelétricas licenciadas nos limites da Reserva Biológica das Nascentes da Serra do Cachimbo, no sul do Pará, entre outros.

Deturpação

A exposição de empreendimentos e pessoas tão influentes incomodou. Ruralistas de Mato Grosso, parlamentares e representantes do governo estadual se dirigiram à Brasília às pressas na tentativa de tirar a lista do ar e de reverter os embargos, que impedem a obtenção de créditos bancários e a comercialização de produtos florestais e agropecuários, entre outras restrições. Enquanto isso, na imprensa mato-grossense, as lideranças rurais ganham voz misturando alhos com bugalhos.

Todos os dias saem notícias acusando o governo federal de ter incluído, com a divulgação das áreas embargadas, mais 67 municípios de Mato Grosso na lista dos 19 que mais desmataram a Amazônia no estado. Ou então que as áreas se referem a propriedades que se localizam dentro do bioma Amazônia, apenas. Mas a principal estratégia continua sendo a convicção de que, mais uma vez, os dados estejam errados.

Em nota publicada no site da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a entidade afirma que “muitas propriedades embargadas já haviam solicitado o Licenciamento Ambiental Único junto à Secretaria do Meio Ambiente e também tinham apresentado planos de recuperação de áreas degradadas. Com isso, mais de mil propriedades de Mato Grosso foram retiradas da lista”, informa o texto, com manchetes do tipo: “Famato consegue reduzir lista de embargos”. O Ibama reconhece que durante o último fim de semana a lista mudou mesmo e de forma expressiva, mas não por esse motivo.

O diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio Montiel, nega que existam erros e explica que o Ibama pretende concluir até o fim da semana melhorias na consulta on-line dos embargos. “Estamos ajustando o sistema para termos discernimento em relação ao que são áreas embargadas por desmatamento ou usadas ilegalmente, e outros embargos de atividades ou empreendimentos”, esclarece Montiel. “Para não haver dúvida, vamos deixar no ar a lista completa de áreas embargadas e disponibilizar em um outro ícone na página do sistema esses outros embargos”, acrescenta. Não significa, portanto, que embargos tenham sido excluídos, como sustenta a Famato.

Para verificar o cumprimento dos embargos, Montiel diz que aeronaves do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) já estão sobrevoando os 36 municípios campeões de desmatamento com sensores capazes de identificar áreas de até seis metros quadrados. “Dá para enxergar a movimentação de pessoas, rebanhos, veículos, o que nos permite saber se o embargo está sendo cumprido”, diz o diretor, que considera essa primeira varredura uma referência para a verificação dos embargos daqui para frente. Além desse sistema de controle, Montiel lembra que outros sobrevôos em aeronaves de asa alta serão realizados a cada dois ou três meses, além da conferência em campo pelas equipes de fiscalização.

O Ibama informou que até o fim desta semana o acesso às listas continuará livre, mas passará a ser feito mediante a um cadastro no sistema, atualizado diariamente para a inclusão e a exclusão de nomes. “Uma área pode até sair da lista se já tiver entregado o plano de recuperação ambiental à autoridade competente. Mas até seu cumprimento, ela continua embargada”, avisa Montiel. Segundo ele, o desembargo de áreas só está autorizado ao presidente do Ibama e aos superintendentes regionais do órgão.
 
 
IMORALIDADE BRASILEIRA
 
Esta carta foi enviada ao Banco Bradesco, porém, devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direcionada a todas as instituições financeiras. Tenho que prestar reverência à criatividade da população brasileira que, apesar de ser altamente explorada, ainda consegue manter o bom humor.

CARTA ABERTA AO BRADESCO

Senhores Diretores do Bradesco,

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante.

Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade.

Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível, etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?

Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.

Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço.

Além disso, me impõe taxas. Uma 'taxa de acesso ao pãozinho', outra 'taxa por guardar pão quentinho' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco.

Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.

Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de crédito' equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pãozinho', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.

Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.

Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de conta'.

Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura da padaria', pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.

Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como papagaios'. Para liberar o 'papagaio', alguns gerentes inescrupulosos cobravam um 'por fora', que era devidamente embolsado. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos.

Agora ao invés de um 'por fora' temos muitos 'por dentro'.

- Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
- Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 'para a manutenção da conta' semelhante àquela 'taxa pela existência da padaria na esquina da rua'.
- A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo.
- Semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quentinho'.
- Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.

Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?

Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc. e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central.

Sei disso.

Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco.

Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.

Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, tais taxas são uma imoralidade.
 
 
FAÇA SUA PARTE
 
DICAS PRÁTICAS PARA VOCÊ ECONOMIZAR ENERGIA E PROTEGER O PLANETA

1. TAMPE SUAS PANELAS ENQUANTO COZINHA. Parece obvio, não é? E é mesmo!
Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que
simplesmente se perderia no ar.

2. USE UMA GARRAFA TÉRMICA COM ÁGUA GELADA. Compre daquelas garrafas
térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com
uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e
evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo
dágua

3. APRENDA A COZINHAR EM PANELA DE PRESSÃO. Acredite... dá pra
cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe
etc... Muito mais rápido e economizando 70% de gás.

4. COZINHE COM FOGO MÍNIMO. Se você não faltou às aulas de física no
2º grau você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida
não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma
panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.

5. ANTES DE COZINHAR, RETIRE DA GELADEIRA TODOS OS INGREDIENTES DE
UMA SÓ VEZ. Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar
de uma cebola, uma cenoura, etc...

6. COMA MENOS CARNE VERMELHA. A criação de bovinos é um dos maiores
responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro
pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda/criação de gado? Pois é:
É metano, um gás inflamável, poluente, e mega fedorento. Além disso, a
produção de carne vermelha demanda uma quantidade enorme de água. Para você
ter uma idéia: Para produzir 1kg de carne vermelha são necessários 200
litros de água potável. O mesmo quilo de frango só consome 10 litros.

7. NÃO TROQUE O SEU CELULAR. Já foi tempo que celular era sinal de
status. Hoje em dia qualquer Zé mane tem. Trocar por um mais moderno para
tirar onda? Ninguém se importa. Fique com o antigo pelo menos enquanto
estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a
bateria, considere o custo/benefício trocá-la e descartá-la adequadamente,
encaminhando-a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à
nossa vida, mas utilizam de derivados de petróleo em suas peças e metais
pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é
feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utilize
seus gadgets até o final da vida útil deles, lembre-se de que eles
certamente não foram nada baratos.

8. COMPRE UM VENTILADOR DE TETO. Nem sempre faz calor suficiente pra
ser preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de
teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia.
Combinar o uso dos dois também é uma boa idéia. Regule seu ar condicionado
para o mínimo e ligue o ventilador de teto.

9. USE SOMENTE PILHAS E BATERIAS RECARREGÁVEIS. É certo que são
caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro.
Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.

10. LIMPE OU TROQUE OS FILTROS O SEU AR CONDICIONADO. Um ar
condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera
por ano.

11. TROQUE SUAS LÂMPADAS INCANDESCENTES POR FLUORESCENTES. Lâmpadas
fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você
economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.

12. ESCOLHA ELETRODOMÉSTICOS DE BAIXO CONSUMO ENERGÉTICO. Procure por
aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no
caso de importados).

13. NÃO DEIXE SEUS APARELHOS EM STANDBY. Simplesmente desligue ou
tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de
standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando
ele está em uso.

14. MUDE SUA GELADEIRA OU FREEZER DE LUGAR. Ao colocá-los próximos ao
fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de
temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15cm das paredes para evitar
o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem
pensar!

15. DESCONGELE GELADEIRAS E FREEZERS ANTIGOS A CADA 15 OU 20 DIAS. O
excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste
mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os
novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que
subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.

16. USE A MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS/LOUÇA SÓ QUANDO ESTIVEREM CHEIAS.
Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os
modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário
usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já
resolve.

17. RETIRE IMEDIATAMENTE AS ROUPAS DA MÁQUINA DE LAVAR QUANDO
ESTIVEREM LIMPAS. As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito
amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo
assim muito mais energia elétrica.

18. TOME BANHO DE CHUVEIRO. E de preferência, rápido. Um banho de
banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.

19. USE MENOS ÁGUA QUENTE. Aquecer água consome muita energia. Para
lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.

20. PENDURE AO INVÉS DE USAR A SECADORA. Você pode economizar mais de
317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao
invés de usar a secadora.

21. NUNCA É DEMAIS LEMBRAR: RECICLE NO TRABALHO E EM CASA. Se a sua
cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de
coleta. Existem vários na rede Pão de Açúcar. Lembre-se de que o material
reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado
(papel).

22. FAÇA COMPOSTAGEM. Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o
efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer
compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e
bonito.
23. REDUZA O USO DE EMBALAGENS. Embalagem menor é sinônimo de
desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens
maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em
garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.

24. COMPRE PAPEL RECICLADO. Produzir papel reciclado consome de 70 a
90% menos energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas.

25. UTILIZE UMA SACOLA PARA AS COMPRAS. Sacolinhas plásticas
descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas
liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o
mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias
sacolinhas plásticas.

26. PLANTE UMA ÁRVORE. Uma árvore absorve uma tonelada de gás
carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em
programas como o SOS Mata Atlântica ou Iniciativa Verde.

27. COMPRE ALIMENTOS PRODUZIDOS NA SUA REGIÃO. Fazendo isso, além de
economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade,
bairro ou cidade.

28. COMPRE ALIMENTOS FRESCOS AO INVÉS DE CONGELADOS. Comida congelada
além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para
ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.
29. COMPRE ORGÂNICOS. Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco
mais caros pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que,
além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de
animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera
que a agricultura "tradicional"? Se toda a produção de soja e milho dos EUA
fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam
removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que
os preços possam cair com o tempo.

30. ANDE MENOS DE CARRO. Use menos o carro e mais o transporte
coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o
carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes
por ano.

31. NÃO DEIXE O BAGAGEIRO VAZIO EM CIMA DO CARRO. Qualquer peso extra
no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta
10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do
ar.

32. MANTENHA SEU CARRO REGULADO. Calibre os pneus a cada 15 dias e
faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação
do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas
1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a
menos na atmosfera.

33. LAVE O CARRO A SECO. Existem diversas opções de lavagem sem água,
algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça
centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no
estacionamento do shopping.

34. QUANDO FOR TROCAR DE CARRO, ESCOLHA UM MODELO MENOS POLUENTE.
Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não,
existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é
reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor
1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se
a 10km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar
parados nos congestionamentos.

35. USE O TELEFONE OU A INTERNET. A quantas reuniões de 15 minutos
você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma
hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você
de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.

36. VOE MENOS, REÚNA-SE POR VIDEOCONFERÊNCIA. Reuniões por
videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar
um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.

37. ECONOMIZE CDS E DVDS. CDs e DVDs sem dúvida são mídias eficientes
e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor
e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos
plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RWs, drives USB ou mesmo
e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são
poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de
em mídias físicas.

38. PROTEJA AS FLORESTAS. Por anos os ambientalistas foram vistos
como "eco-chatos". Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam
de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é
crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.

39. CONSIDERE O IMPACTO DE SEUS INVESTIMENTOS. O dinheiro que você
investe não rende juros sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em
empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos
estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o
dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o
melhor investimento para você e o meio ambiente.

40. INFORME-SE SOBRE A POLÍTICA AMBIENTAL DAS EMPRESAS QUE VOCÊ
CONTRATA. Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que
utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para
seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas
empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em
ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa
promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será
mesmo que eles estão colaborando tanto assim?

41. DESLIGUE O COMPUTADOR. Muita gente tem o péssimo hábito de deixar
o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes
fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o
computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor
por até quinze minutos.

42. CONSIDERE TROCAR SEU MONITOR. O maior responsável pelo consumo de
energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos,
ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que
fazer com o antigo? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização
da Informática.

43. NO ESCRITÓRIO, DESLIGUE O AR CONDICIONADO UMA HORA ANTES DO FINAL
DO EXPEDIENTE. Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia
diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além
disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.

44. NÃO PERMITA QUE AS CRIANÇAS BRINQUEM COM ÁGUA.
Banho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte de
brincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada
idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais
precisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus filhos brinquem com
água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.

45. NO HOTEL, ECONOMIZE TOALHAS E LENÇOIS. Use o bom senso... Você
realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em
hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas
trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada
3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para os lençois, a não ser que
você mije na cama...

46. PARTICIPE DE AÇÕES VIRTUAIS. A Internet é uma arma poderosa na
conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore,
que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!

47. INSTALE UMA VÁLVULA NA SUA DESCARGA. Instale uma válvula para
regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade
para o número 2, menos para o número 1!

48. NÃO PEÇA COMIDA PARA VIAGEM. Se você já foi até o restaurante ou
à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir
para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor
utilizadas.

49. REGUE AS PLANTAS À NOITE Ao regar as plantas à noite ou de
manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação, e também evita
choques térmicos que podem agredir suas plantas.

50. FREQUENTE RESTAURANTES NATURAIS/ORGÂNICOS, Com o aumento da
consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes
naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda
que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda
verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos
orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio-ambiente.

51. VÁ DE ESCADA. Para subir até dois andares ou descer três, que tal
ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos
elevadores.

DIVULGUE ESTA LISTA, AS CRIANÇAS AGRADECEM!
 
 
AGORA SEI O POR QUÊ DA EXPRESSÃO
 
Dois quintos dos infernos: a derrama atual

Por Robson Alves Ribeiro

No antigo Direito português derrama se chamava o imposto lançado sobre todos para suprir gastos extraordinários. Imposto "derramado" sobre todos.

O Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% da produção. Essa taxação altíssima, absurda, era chamada de "o quinto". Esse imposto recaía principalmente sobre nossa produção de ouro. O quinto era tão odiado pelas pessoas que foi apelidado de "o quinto dos infernos".

Em 1788, sempre zelosa de sua mais opulenta capitania, a Coroa substitui o corrupto governador Luís da Cunha Meneses por Luís Antônio Furtado de Mendonça, visconde de Barbacena e sobrinho do vice-rei Luís de Vasconcelos e Sousa.

O visconde chegou a Vila Rica (hoje Ouro Preto) com ordens expressas para aplicar o alvará de dezembro de 1750, segundo o qual Minas precisava pagar cem arrobas (ou 1.500 Kg ) de ouro por ano para a Coroa. O visconde anunciou: a derrama, por mais odiada e temida, seria cobrada em fevereiro de 1789.

A partir de então, era decretada pela Coroa, quando na região de Minas Gerais. Funcionários do governo português, na data marcada, poderiam confiscar bens, invadir moradias, prender e até matar para cobrir o valor mínimo estipulado para o quinto (que representava 20% do ouro arrecadado) de 100 arrobas ou 1.500 kg de ouro anuais, sempre que houvesse déficit de produção.

Todo ano, se não arrecadados 1.500 kg ou 100 arrobas, era agora a parte de Portugal arrecadar dos povos vizinhos ouro até completar esse total. Em determinado tempo, Portugal quis cobrar os quintos atrasados de uma só vez - episódio que ficou conhecido como "a derrama", como descrito acima.

Essa determinação de Portugal provocou grande insatisfação na população. Um clima de tensão e revolta tomou conta das camadas mais altas da sociedade mineira. Por isso, importantes membros da elite econômica e cultural de Minas começaram a se reunir e a planejar um movimento contra as autoridades portuguesas.

Inconfidência Mineira foi o nome pelo qual ficou conhecido o movimento rebelde e organizado pelos homens ricos e cultos de Minas Gerais, que teve seu ponto culminante no enforcamento do líder Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

Hoje, a carga tributária é o dobro daquela época da Inconfidência Mineira, ou seja, pagamos hoje dois quintos dos infernos!

A carga tributária brasileira atingiu 38,80% do PIB em 2006, o que representa um crescimento de 0,98 ponto percentual em relação a 2005, quando alcançou 37,82%, segundo projeções do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

"Mais que na truculência das armas, é na voracidade fiscal que melhor se revela a índole autoritária de um governo.

Não é casual que o movimento insurrecional mais expressivo do Brasil-Colônia tenha se dado em torno de impostos (a derrama) e que daí tenha emergido a figura de nosso herói maior, o Tiradentes.

Era na área fiscal que o colonizador de então exibia na plenitude o seu espírito tirânico. A cobrança de um quinto, o "quinto dos infernos", sobre toda a produção de ouro gerou revolta e indignação.

Quem diria que, séculos depois, com o país já livre da tirania externa (mas subjugado a outro tipo de tirania, interna), um quinto nos soasse como amenidade?

Hoje, pagamos em impostos algo próximo a 2 quintos do que produzimos. E a contrapartida, a prestação de serviços, é a mais precária possível", declarou o ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Roberto Busato.

Será que temos que ficar quietos, calados, passivos e esperando por um novo Tiradentes? Sem justiça tributária, não há democracia, desenvolvimento ou justiça social. Daí por que sustentamos que essa é uma luta de todos: pobres e ricos, empresários e assalariados.

Passou da hora de começarmos um movimento por justiça tributária ou mesmo criarmos uma nova Inconfidência, caso contrário jamais realmente teremos uma verdadeira democracia e justiça social.

Com a criação da taxa de fiscalização e controle da Previdência Complementar - TAFIC - art. 12 da MP nº 233/2004 - agora são 74 impostos e taxas no Brasil - correspondendo a sobre o faturamento bruto das empresas.

Confira a lista de tributos que pagamos no Brasil - segundo o sitio da Aclame:

1) Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante - AFRMM - Lei 10.893/2004
2) Contribuição á Direção de Portos e Costas (DPC) - Lei 5.46 1/1968
3) Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT - Lei 10.168/2000
4) Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), também chamado "Salário Educação"
5) Contribuição ao Funrural
6) Contribuição ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) - Lei 2.613/1955
7) Contribuição ao Seguro Acidente de Trabalho (SAT)
8) Contribuição ao Serviço Brasileiro de Apoio a Pequena Empresa (Sebrae) - Lei 8.029/1990
9) Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Comercial (SENAC) - Lei 8.621/1946
10) Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado dos Transportes (SENAT) - Lei 8.706/1993
11) Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (SENAI) - Lei 4.048/1942
12) Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Rural (SENAR) - Lei 8.315/1991
13) Contribuição ao Serviço Social da Indústria (SESI) - Lei 9.403/1946
14) Contribuição ao Serviço Social do Comércio (SESC) - Lei 9.853/1946
15) Contribuição ao Serviço Social do Cooperativismo (SESCOOP)
16) Contribuição ao Serviço Social dos Transportes (SEST) - Lei 8.706/1993
17) Contribuição Confederativa Laboral (dos empregados)
18) Contribuição Confederativa Patronal (das empresas)
19) Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico - CIDE Combustíveis - Lei 10.336/2001
20) Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - Emenda Constitucional 39/2002
21) Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional - CONDECINE - art. 32 da Medida Provisória 2228-1/2001 e Lei 10.454/2002
22) Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF)
23) Contribuição Sindical Laboral (não se confunde com a Contribuição Confederativa Laboral, vide comentários sobre a Contribuição Sindical Patronal)
24) Contribuição Sindical Patronal (não se confunde com a Contribuição Confederativa Patronal, já que a Contribuição Sindical Patronal é obrigatória, pelo artigo 578 da CLT, e a Confederativa foi instituída pelo art. 8º, inciso IV, da Constituição Federal e é obrigatória em função da assembléia do Sindic ato que a instituir para seus associados, independentemente da contribuição prevista na CLT)
25) Contribuição Social Adicional para Reposição das Perdas Inflacionárias do FGTS - Lei Complementar 110/2001
26) Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)
27) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
28) Contribuições aos Órgãos de Fiscalização Profissional (OAB, CRC, CREA, CRECI, CORE, etc.)
29) Contribuições de Melhoria: asfalto, calçamento, esgoto, rede de água, rede de esgoto, etc.
30) Fundo Aeroviário (FAER) - Decreto Lei 1.305/1974
31) Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (FISTEL) - lei 5.070/1966 com novas disposições da lei 9.472/1997
32) Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
33) Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) - art. 6 da Lei 9998/2000
34) Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) - art.6 do Decreto-lei 1.437/1975 e art. 10 da IN SRF 180/2002.
35) Imposto sobre Circulação de Merc adorias e Serviços (ICMS)
36) Imposto sobre a Exportação (IE)
37) Imposto sobre a Importação (II)
38) Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)
39) Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU)
40) Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR)
41) Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR - pessoa física e jurídica)
42) Imposto sobre Operações de Crédito (IOF)
43) Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS)
44) Imposto sobre Transmissão Bens Intervivos (ITBI)
45) Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD)
46) INSS - Autônomos e Empresários
47) INSS - Empregados
48) INSS – Patronal
49) IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
50) Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP)
51) Taxa de Autorização do Trabalho Estrangeiro
52) Taxa de Avaliação in loco das Instituições de Educação e Cursos de Graduação - lei 10.870/2004
53) Taxa de Classificação, Inspeção e Fiscalização de produtos animais e vegetais ou de consumo nas atividades agropecuárias - Decreto Lei 1.899/1981
54) Taxa de Coleta de Lixo
55) Taxa de Combate a Incêndios
56) Taxa de Conservação e Limpeza Pública
57) Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental - TCFA - lei 10.165/2000
58) Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos - lei 10.357/2001, art. 16
59) Taxa de Emissão de Documentos (níveis municipais, estaduais e federais)
60) Taxa de Fiscalização CVM (Comissão de Valores Mobiliários) - lei 7.940/1989
61) Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária Lei 9.782/1999, art. 23
62) Taxa de Fiscalização dos Produtos Controlados pelo Exército Brasileiro - TFPC - lei 10.834/2003
63) Taxa de Fiscalização e Controle da Previdência Complementar - TAFIC - art. 12 da MP 233/2004
64) Taxa de Licenciamento Anual de Veículo
65) Taxa de Licenciamento para Funcionamento e Alvará Municipal
66) Taxa de Pesquisa Mineral DNPM - Portaria Ministerial 503/1999
67) Taxa de Serviços Administrativos - TSA - Zona Franca de Manaus - lei 9960/2000
68) Taxa de Serviços Metrológicos - art. 11 da lei 9933/199 9
69) Taxas ao Conselho Nacional de Petróleo (CNP)
70) Taxas de Outorgas (Radiodifusão, Telecomunicações, Transporte Rodoviário e Ferroviário, etc.)
71) Taxas de Saúde Suplementar - ANS - lei 9.961/2000, art. 18
72) Taxa de Utilização do MERCANTE - Decreto 5.324/2004
73) Taxas do Registro do Comércio (Juntas Comerciais)
74) Taxa Processual Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE - Lei 9.718/1998

Esqueceram:

75) ITBI - Imposto de Transmissão de Bens Inter-vivos.
76) ITCD - Imposto de Transmissão "Causa-Mortis" e Doação que são pesadíssimos, onde você repassa ao Estado, parte do que sua família construiu por toda a vida já tendo pago inúmeros impostos sobre esses valores, sem nada, mas nada mesmo, receber em contraprestação de serviços.

E muitos e muitos outros não considerados:

Cada documento que se tira ou se autentica, ou se registra, ou se reconhece firma, e são milhões e milhões de documentos, não passam de impostos.

Amigos,

Vamos inventar mais alguns impostos (ou as eufêmicas "taxas"). Afinal temos que conquistar o recorde universal (se é que já não alcançamos...)

Que tal, por exemplo:

- IPEV: Imposto Por Estar Vivo
- IPR: Imposto Por Reclamar
- IPAILOCN: Imposto Por Assistir Impávido O Congresso Nacional
- IPSBN: Imposto Por Ser Brasileiro Nato
- IPSBNE: Imposto Por Saber Ler Nas Entrelinhas
- IPEI: Imposto Por Entrar na Internet

Com a palavra os economistas-tributaristas de plantão; aceitam-se sugestões...
 
12 Março 2008
 
POLÊMICA
 
Maconha é droga? A todo o momento nos vemos diante da questão.

Bom, a maconha é uma planta, qualificar uma planta de droga é, no mínimo, estreiteza mental, mas possivelmente é manipulação preconceituosa, que visa impedir a planta estratégica, de todos os milênios, de existir e ser comercializada normalmente, destacando no cenário econômico mundial, possivelmente, os países do terceiro mundo. Mas o protecionismo agrícola não é recatado, é uma arma de destruição em massa usada sem piedade para com as etnias oprimidas e os pobres decorrentes destas ou de outras situações do sistema imperialista pós-escravista.

Tamanho real
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O que é droga? No sentido de substância psicotrópica única o THC é uma droga, mas a maconha tem muitas outras substâncias, muitas sem efeitos psicotrópicos, outras com efeitos que anulam o do THC; a maconha é um alimento, vejam que as sementes da maconha são o que há de mais nutritivo/produtivo para alimentação humana e animal (sementes de curió).

Podemos chamar de drogas os aminoácidos essenciais encontrados fartamente na semente mais nutritiva do mundo, na relação custo-benefício (a soja é a única mais alimentícia, mas a produtividade da maconha alimentar é muito maior e ecologicamente correta, aliás, maconha é plantada normalmente com milho, feijões, para proteger o solo, suas raízes são tóxicas para muitas pragas), afinal aminoácidos são mesmo drogas, até o THC tem uma estrutura que lembra uma vitamina, daquelas lipossolúveis, como a natureza segue paralelamente (na verdade intrinsecamente) evoluindo com a humanidade, os caminhos naturais se parecem, é natural vermos nos vegetais estruturas parecidas com as nossas (lembram, vitamina B1 como hormônio enraizador), viemos todos daí, e assim pode-se explicar porque substâncias naturais tendem a ser mais bem metabolizadas no organismo do que as sintéticas (que dificilmente são metabolizadas, ou demoram muito mais tempo e deixam resíduos tóxicos), talvez por evoluir tão próxima da Humanidade, que a usa milenarmente, para o aprimoramento mental inclusive (sem provas históricas, mas de comprovação óbvia, assim como o álcool também influenciou nas decisões humanas e isto não é mencionado), e para produção de utensílios gerais, inclusive bélicos, como os arcos gregos, a armadura leve, as cordas e velas; combustíveis, medicamentos (o mais amplo e menos nocivo, o mais seguro medicamento, sem overdose nem choques registrados; contra dores, enjôos, bronquites, glaucoma, hipertensão, insônia, anorexia; cicatrizante, bactericida ), e tantos outros inumeráveis.

Então no sentido de coisa ruim, de intoxicação, de algo que queremos nos livrar, a proibição de plantar maconha é uma droga. No sentido de coisa que vicia, que provoca dependência (nunca vi ninguém chorando por falta de maconha, até a dependência psíquica é fraca), a proibição viciou o capital internacional, viciou os armamentistas a venderem armas pra perseguir, prender e matar maconheiros.

Viciou a corrupção moral da polícia, uma vez que um policial tem que cometer uma injustiça baseada num preconceito ao prender um maconheiro, aí a sua moral já foi pras cucúias, seria mais digno ele aceitar um suborno do que estragar a vida de uma pessoa, que faz parte de sua cultura, pois dentre os 40 milhões de usuários no Brasil, certamente este policial conhece alguém muito gente boa, amigo, que fuma maconha.

Sabe que não é um bicho de sete cabeças, sabe que faz menos mal do que o álcool (não dá ressaca, não dá cirrose, e todos os efeitos adversos advindos dos canabinóides, são reversíveis, eu disse, todos! –não vale falar em fumaça, é claro que fumaça faz mal, digam isto aos caminhões e vans, aviões a jato e fábricas, etc-), vive na periferia, onde as etnias escravizadas sobrevivem, subvivem, observa o costume ancestral sendo praticado por séculos, e tem que prender um maconheiro, isto quebra a moral de qualquer homem.

Não é à toa que em outros países, menos punitivos do que a antiga colônia e recente ex-ditadura (tem alguns deles ainda no poder) chamada Brasil, são os policiais que tomam a frente e propõem não mais prenderem maconheiros, dizem que tem mais o que fazer, eu concordo.

Depois de definir drogas teríamos que definir maconha, esta coisa prensada é como o metanol está para o uísque, este está para a maconha. A lei seca tem este problema, reduz a qualidade do produto, o álcool (metanol, aldeídos, solventes) nunca matou tanto como na primeira lei seca que os EUA impuseram a si, e agora nunca a ‘maconha’ prensada com solventes, amônia e diversos produtos inimagináveis; pulverizada com herbicidas pelos governos proibicionistas e sanguinários, faz tanto mal quanto o álcool da primeira lei seca fez. Se a questão fosse de saúde pública jah teriam liberado o plantio caseiro.

Mas ao contrário, aceitam de bom grado a segunda lei seca imposta ao mundo civilizado pelos países armamentistas, para oprimirem a população e invadirem os territórios.

Mas a maconha plantada em casa, que seja pra bronquite, faz-se o chá; que seja pra insônia, faz-se o chá das folhas; que seja pra inspirar a imaginação, faz-se uma morra; que seja pra meditação, acende-se um incenso de maconha; que seja pro que der e vier, esta planta é mais versátil e benéfica do que o produto imposto pelo narcotráfico, cheio de merla, ácido de bateria, amônia, fungos diversos, e sangue, muito sangue...

Todo dinheiro é sujo de sangue, mas porque sujarmos nossa erva sagrada? Não compre, plante! Legalizem o plantio caseiro de subsistência imediatamente, para que eu possa dizer que esta é a saída sem dúvida, sem riscos; não nos forcem a encher o bolso do terrorismo que se transformou o tráfico de drogas internacional.
 
05 Março 2008
 
SUA ATITUDE FAZ DIFERENÇA
 

 
 
"APRENDENDO" COM O MATTO DENTRO
 
Dicas alimentares

1- Quando for usar uma metade do abacate, deixa a outra com caroço. Isso evita que ela deteriore com rapidez.
2- Não jogue fora os talos do agrião, pois eles contém muitas vitaminas. Limpe, pique e refogue com tempero e ovos batidos.
3- Todas as folhas verde-escuro são ricas em ferro. Não deixe de aproveitá-las
4- Os talos de couve, taioba, espinafre e etc contém fibras e devem ser aproveitados em refogados, no feijão, na sopa.
5- Sobras de bolacha não devem ir para o lixo. Despedace-as e guarde-as em vidro fechado, para usar como cobertura de bolos.
6- O vizinho azedado pode ser aproveitado como vinagre.
7- Se sobrou purê de batata, forme pequenas bolinhas, polvilhe com farinha-de-rosca e frite como croquetes.
8- A abóbora é altamente nutritiva. Lembre-se de aproveitá-la inteira: casca, polpa, folhas, e pedúnculo (cabinho).
9- Folhas de nabo, rabanete e beterraba tem maior concentração de carboidratos, cálcio, fósforo e vitaminas A e C, se comparadas com a raiz,que estamos acostumados a comer. Pique-as bem e sirva em salada, refogadas ou em conserva.
10- As folhas de cenoura são riquíssimas em vitaminas A e devem ser aproveitadas para fazer bolinhos, sopas, ou picadinhas em saladas. O mesmo se pode dizer das folhas duras da salsa.
11- Alho é sempre muito caro. Evite as perdas, transformando-o em pasta.
12- Somente depois de assado o peixe é que se deve tirar-lhe a cabeça. Se não, a parte cortada fica seca e dura.
13- Cozinhe as verduras num cuscuzeiro, aproveitando o vapor. Assim, elas não perderão o valor nutritivo.
14- Rale sobras de queijo e use em molhos e sopas.
15- Se a maionese talhar, não jogue fora, pingue água quente até que ela volte ao ponto.
16- Se for cozinhar batatas para usar durante alguns dias, acrescente uma cebola à água do cozimento, para que elas não escureçam.
17- A água do cozimento das batatas concentra as vitaminas. Aproveite-a, juntando leite em pó, manteiga e batata amassada para fazer purê.
18- Adicione batatas cruas cortadas a sopas ou ensopados que tenham ficado salgados demais. As batatas vão absorver o sal durante o cozimento.
19- A parte branca da melancia pode ser usada para fazer doce, que se prepara como o doce de mamão verde.
20- A casca de laranja fresca pode ser usada em pratos doces à base de leite, com arroz-doce e cremes.
21- Para conservar metade do limão que ainda não foi usada, coloque-a no pires com água, com a parte cortada para baixo, e leve a geladeira.
22- Para não desperdiçar o suco que a fruta pode dar, bata o limão com um martelinho antes de cortá-lo.
23- Cebola tira gosto queimado do feijão.
24- Para que a farinha de trigo guardada não encaroce, acrescente-lhe um pouco de sal.
25- Se quiser guardar a farinha de trigo por muito tempo, deixe-a na geladeira ou no congelador, para que não fermente.
26- Para se tornar fresco o pão amanhecido, basta umedecê-lo levemente com água ou leite e levar ao forno quente por alguns minutos.
27- Se o tomate estiver mole, deixe-o de molho na água fria ou gelada por uns 15 minutos. Ele ficará mais rijo e fácil de ser cortado.
28- Para conservar a salsa fresca, lave, deixe secar e corte bem fininho. Depois, guarde a salsa num vidro, coberta com óleo.
29- Pó de folha de mandioca é alimento rico em vitamina A e ferro. As folhas devem secar à sombra e moídas com pilão ou batidas no liquidificador. Guarde em vasilha fechada. Use pitadas nas refeições.
30- Guarde o queijo minas na geladeira em recipiente fundo com pouca água salgada. De manhã e à noite vire o queijo, para umedecer os lados. Ele assim se conservará fresco.
31- Para que o macarrão não grude, regue com um fio de óleo depois que escorrer.
32- Sempre que possível, evite bater os alimentos no liquidificador. Use a peneira ou amasse-os.
33- Restos de verduras podem dar ótimos suflês.
34- Para o óleo render mais, passe-o por um filtro a cada fritura.
35- Caroços de abóbora torrados com sal servem como aperitivos. Fazem bem para os rins e bexiga. O mesmo vale para a soja.
36- Pão velho torrado no forno e ralado serve como farinha de rosca. Se amolecido com leite, serve para recheio de frango, ligamento para bolinhos, tortas de carne etc.
37- Bolo velho pode ficar novo se mergulhado em leite frio e assado em forno médio. Para mantê-lo bom por mais tempo, é só embrulhar com toalha úmida e guardar em lugar fresco.
38- Frutas que foram cortadas pela metade permanecem boas se pinceladas na área do corte com limão.
39- Frite uma cebola em pedaços no óleo utilizando para a fritura de peixes. Assim você poderá utilizá-lo.
40- Cascas de batatas bem lavadas, temperadas e fatiadas, cozidas no forno ou fritas são nutritivas e gostosas.
41- Fermento fresco não perde a sua força se for congelado.
42- Cozinhe talos e folhas verdes de couve-flor até ficarem macios e sirva com manteiga derretida por cima. Além de ficarem saborosos, são muito nutritivos.
43- Use as folhas do salsão secas e esfareladas como condimento em sopas, molhos de salada ou cozidos.
44- Com cascas de maça você poderá preparar um agradável chá e também um saboroso refresco.
45- Sirva a salada separada do molho. Assim, os restos podem ser guardados separadamente, servindo para os outros pratos.
46- A salada dura mais tempo se guardada em papel absorvente em recipiente plástico, ou em saco plástico na parte baixa da geladeira.
47- Ossos de bisteca podem ser usados para dar sabor a sopas, caldos e ensopados.
48- O mocotó dos ossos serve para enrijecer um molho ou caldo de carne.
49- Retire a maionese que ficar no fundo do vidro com o suco de limão. A mistura dará um ótimo molho para a salada.
50- Para que as uvas durem mais, é aconselhável que se lavem os cachos antes de levá-los à geladeira. Assim, você estará eliminando boa parte da flora microbiológica da fruta, que é responsável pela sua deterioração.
51- O figo tem casca extremamente porosa, suscetível a agrotóxicos e pesticidas. Coma-o sempre sem casca.
52- Não se engane quanto às sementes de goiaba. Elas não são prejudiciais à saúde. Ao contrário, ajudam a dar volume ao bolo alimentar.
53- Cascas de manga dão um delicioso suco.
54- Não se deve desprezar as sobras dos alimentos preparados. Deve-se sim, aprender a guardá-los adequadamente para que não estraguem. Tome sempre os seguintes cuidados:
a) conserve em geladeira ou local fresco e procure utilizá-las logo;
b) deixe-as esfriar antes de guardá-las;
c) guarde-as em vasilhas limpas, secas e tampadas;
d) durante o verão, examine muito bem as sobras: se apresentarem vestígios de mau cheiro, bolor ou espuma, jogue-as fora.

Os alimentos que sobram das refeições podem ser usados assim:

* CARNES E AVES: assados ou cozidas: desfie-as e use-as para ensopados. Se moídas, podem dar ótimos croquetes, pastéis, saladas ou recheio de omelete.
* PEIXES: sobras de peixe ensopado servem para cuscuz. Sobras de filé de peixe frito servem para preparar maionese.
* ARROZ: bolinhos, canjas, risotos ou mexidos com ovos estrelados e sopas.
* FEIJÃO: tutu, mexido, sopa de feijão, salada.
* MACARRÃO: bolinho, fritada e sopa.
* VERDURAS: farofa, mexido, sopa ou bolinhos.
* LEITE: talhado, pode ser aproveitado com açúcar para fazer bolo de fubá, creme de maisena, doce de leite.
* MANDIOCA: frita, bolinho, rosca cozida servida com melado ou açúcar.
 
 
"COLUNAS" DO MATTO DENTRO
 
O direito ao foda-se!

Por Millôr Fernandes

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala.

Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.

"Não quer sair comigo? Não? Então foda-se!".

"Vai querer decidir essa merda sozinho(a). Então foda-se!"

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.

Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

Prá caralho, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Prá caralho"? "Prá caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Prá caralho, o Sol é quente Prá caralho, o universo é antigo Prá caralho, eu gosto de cerveja Prá caralho, entende? No gênero do "Prá caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!"

O "Não, não e não!" é tampouco nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo!" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.

Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro prá ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Danielzinho, presta atençao, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PHD porra nenhuma!" ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!".

O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.

São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e mais recentemente o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos.

Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou seu correlato "Pu-ta-que-o-pa-riu!!!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoe a camisa e saia na rua, vento batendo na face, olhar firme, Cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, ungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".

Liberdade, igualdade, fraternidade e F O D A - S E!!!
 
 
BOA!!!
 
Diferenças entre os sexos

APELIDOS
- Se Adriana, Silvana, Débora e Luciana vão almoçar juntas, elas chamarão umas às outras de Dri, Sil, Dé e Lu.
- Se Leandro, Carlos, Roberto e João saem juntos, eles afetuosamente se referirão uns aos outros como Gordo, Cabeção, Rato e Negão.

COMENDO FORA
- Quando a conta chega, Paulo, Carlos, Roberto e João jogam na mesa R$ 20,00 cada um, mesmo sendo a conta apenas R$ 32,50. Nenhum deles terá trocado e nenhum vai ao menos admitir que quer troco - logo o troco será convertido em saideiras.
- Quando as garotas recebem sua conta, aparecem as calculadoras de bolso e todas procuram pelas moedinhas exatas dentro da bolsa.

FILMES
- A idéia que uma mulher faz de um bom filme é aquele em que uma só pessoa morre bem devagarzinho, de preferência por amor.
- Um homem considera um bom filme aquele em que muita gente morre bem depressa, se possível com balas de metralhadora ou em grandes explosões.

DINHEIRO
- Um homem pagará R$ 2,00 por um item que vale R$ 1,00, mas que ele precisa.
- Uma mulher pagará R$ 1,00 por um item que vale R$ 2,00, mas que ela não precisa.

BANHEIROS
- Um homem tem seis itens em seu banheiro: escova de dentes, pente, espuma de barbear, barbeador, sabonete e uma toalha de hotel.
- A quantidade média de itens em um banheiro feminino é de 756. E um homem não consegue identificar a maioria deles.

DISCUSSÕES
- Uma mulher tem a última palavra em qualquer discussão.
- Por definição, qualquer coisa que um homem disser depois disso, já é o começo de uma outra discussão.

FUTURO
- Uma mulher se preocupa com o futuro até conseguir um marido.
- Um homem nunca se preocupa com o futuro até que consiga uma esposa.

MUDANÇAS
- Uma mulher casa-se com um homem esperando que ele mude, mas ele não muda.
- Um homem casa-se com uma mulher esperando que ela não mude, mas ela muda.
 
 
"DICAS" DO MATTO DENTRO
 
Vimos por meio deste convidar a vocês a participarem do Ciclo de Debates sobre LICENCIAMENTO AMBIENTAL E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, realizado pela Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais e Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, nos dias 10 e 11 de março de 2008 no Plenário Juscelino Kubitschek.
CICLO DE DEBATES

"Licenciamento Ambiental e Desenvolvimento Sustentável"

Data: 10 e 11 de março de 2008
Local: Plenário da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais

Objetivo
Avaliar a eficiência e a eficácia do licenciamento e das autorizações e outorgas de natureza ambiental como instrumentos para a gestão ambiental, a partir de uma análise histórica, das experiências dos órgãos gestores, notadamente de Minas Gerais, e da vivência dos empreendedores.

10 de março

9h - Abertura
*Deputado Alberto Pinto Coelho - Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais
*José Carlos Carvalho - Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

9h30 - Histórico do Licenciamento Ambiental como Instrumento de Gestão: O Universo dos Empreendimentos Passíveis de Licenciamento Ambiental e suas Modalidades na Atualidade
*José Cláudio Junqueira - Presidente da Feam

10h - Debate
*Coordenador: Deputado Sávio Souza Cruz - Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Naturais da Assembléia Legislativa

11h - O Novo Desenho Institucional do Sisema e Análise Interdisciplinar dos Processos de Regularização Ambiental
Expositor:
*José Carlos Carvalho - Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

Debatedores:
*Vítor Feitosa - Diretor de Meio Ambiente do Sindicato das Indústrias Extrativas em Minas Gerais (Sindiextra)
*Maria Dalce Ricas - Superintendente Executiva da Associação Mineira de Defesa do Ambiente - *Amda
*Faemg

14h - Potencialidades dos Instrumentos de Gestão Ambiental na Eficiência da Regularização Ambiental
*Zoneamento Ecológico Econômico: Simone Ribeiro Rolla - Superintendente de Coordenação Técnica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad)
*Avaliação Ambiental Estratégica: Augusto Henrique Lio Horta - Chefe de Gabinete da Semad
*Indicadores de Qualidade Ambiental: Solange Vaz Coelho - Assessora da Presidência da Semad
*Sistemas de Informações Ambientais: Kássia Maria Nascimento Franco - Diretora de Tecnologia da Informação da Semad

15h30 - Debate
*Coordenador: Deputado Almir Paraca - Membro da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Naturais da Assembléia Legislativa

16h30 - Controle Social no Licenciamento e Eficácia do Instrumento na Proteção do Meio Ambiente
*Maurício Boratto (Amda)
*Alex Fernandes Santiago - Coordenador-geral das Promotorias de Defesa do Rio São Francisco
*Feam

17h - Debate
*Coordenador: Deputado Fábio Avelar - Vice-Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Naturais da Assembléia Legislativa

11 de março

9h - Licenciamento Ambiental: A Experiência e a Percepção dos Setores Envolvidos
*Vítor Feitosa - Diretor de Meio Ambiente do Sindiextra
*Carlos Alberto Santos Oliveira - Assessor de Meio Ambiente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg)
*Eduardo Antônio Arantes do Nascimento - Assessor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg)
*Regina Greco - Presidente da Associação dos Usuários da Bacia Hidrográfica do Rio Pará

11h - Debate
*Coordenador: Deputado Neider Moreira - Membro da Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembléia Legislativa

14h - O Licenciamento Ambiental no Meio Rural para Pequenos e Grandes Empreendimentos
Expositores:
*Gilman Viana Rodrigues - Secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento
*Shelley de Souza Carneiro - Secretário Adjunto de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

Debatedores:
*Fetaemg
*Faemg
*Entidade ambientalista

11h - Debate
*Coordenador: Deputado Vanderlei Jangrossi - Presidente da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembléia Legislativa

16h - Planejamento Florestal Sustentável em Minas Gerais
*Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico
*Humberto Candeias Cavalcanti - Diretor Geral do IEF
*Sebastião Renato Valverde - Professor de Ciências Florestais da Universidade Federal de Viçosa - UFV
*Paulino Cícero - Presidente Sindifer-MG

17h - Debate
*Coordenador: Deputado Domingos Sávio - Membro da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Ação Social e da Comissão de Administração Pública da Assembléia Legislativa

17h - Encerramento
Entrega de propostas ao Presidente

Convite
O Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, Deputado Alberto Pinto Coelho, vem convidá-lo(a) para participar do Ciclo de Debates "Licenciamento Ambiental e Desenvolvimento Sustentável", a realizar-se nos dias 10 e 11 de março de 2008, no Plenário Juscelino Kubitschek.

Informações técnicas
Gerência-Geral de Projetos Institucionais - (31) 2108-7686

Apresentação de propostas
Durante o ciclo de debates, os participantes poderão apresentar propostas sobre Licenciamento Ambiental, a serem encaminhadas às Comissões Técnicas Institucionais que estão preparando os documentos básicos do Seminário Legislativo "Minas de Minas", a ser realizado pela Assembléia Legislativa em 2008. As propostas devem ser formuladas por escrito, com nome do proponente e da entidade que representa, e entregues à assessoria da Casa, até às 12h do dia 11, em local a ser indicado no evento.

Realização
*Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais e Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

Entidades de apoio
*Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental - Abes
*Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais - Amig
*Associação Mineira de Defesa do Ambiente - Amda
*Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais - Crea/MG
*Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto - Ufop
*Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais - Faemg
*Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais - Fiemg
*Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais -
*Fetaemg
*Fundação Estadual do Meio Ambiente - Feam
*Fundação Rural Mineira - Ruralminas
*Gestão de Conflitos Relacionados à Mineração - Gescom
*Instituto de Auto Desenvolvimento - IAD
*Instituto de Colonização e Reforma Agrária - Incra
*Ministério Público do Estado de Minas Gerais - Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural, Habitação e Urbanismo - Caoma
*Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais - Ocemg
*Sindicato das Indústrias Extrativas em Minas Gerais - Sindiextra
*Sindicato dos Geólogos no Estado de Minas Gerais - Sing
 
 
"ATITUDE" NO MATTO DENTRO
 
Inteligência dá dinheiro

Muito se fala das descobertas de reservas brasileiras de petróleo, mantidas numa profundidade ainda não explorada no país. Mas pouco se sabe que para explorações tão profundas e fazer o óleo jorrar são necessárias sondas fabricadas com materiais resistentes, alguns deles usados na aviação --é por isso que a Petrobras resolveu montar um núcleo em São José dos Campos (SP) para aproveitar os conhecimentos locais aeronáuticos. Mas o que interessa aqui não é energia nem aeronáutica, mas como uma cidade aprende a fazer jorrar dinheiro com educação, uma lição especialmente valiosa neste ano eleitoral.

Por trás da busca de Petrobras por novos materiais para suas sondas, está uma iniciativa tomada pela cidade São José dos Campos: montar, com os recursos próprios, um parque tecnológico, inicialmente com uma vocação aeronáutica, devido à presença da Embraer e dos engenheiros do ITA. A busca de parceiros atraiu marcas como Vale e Microsoft, em meio a uma série de instituições federais e estaduais de financiamento, ensino e venda de produtos. Uma delas é a Universidade Federal de São Paulo que, na semana passada, anunciou sua decisão de montar naquele parque uma área dedicada à biotecnologia.

O resultado inicial: a prefeitura investiu R$ 30 milhões na compra do terreno; esperam-se R$ 350 só em investimentos privados em infra-estrutura. É pouco.

Detalhado em meu site (www.dimenstein.com.br), esse parque revela como uma cidade consegue fazer jorrar dinheiro investindo em conhecimento e tirando proveito de uma vocação. Juntar, num mesmo espaço, Microsoft, Vale, Petrobras e Embraer traz a perspectiva de bilhões de reais, com o surgimento de novos produtos e empresas --aumenta o número de consultas de empresários para se associar ao parque.

Revela também o que se consegue fazer quando os três níveis de governo (federal, estadual e municipal) conseguem trabalhar em parceria, estimulando empresas e pesquisadores a gerar inovação.

* Por Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.

Fonte: www.dimenstein.com.br
 
 
VIVENDO E APRENDENDO
 
Personagens sem roteiro

"É uma tremenda contradição; dar voz no filme aos invisíveis, mas não permitir que vejam seu bairro na tela", diz Caio Blat

O ator Caio Blat comprou um fusca, começou a ir a shows de rap, assistiu a cultos evangélicos e até alugou uma casa na periferia para tentar entender como um jovem da periferia é seduzido pelo crime. O cenário dessa imersão de seis meses, concluída no final de fevereiro passado, foi o Capão Redondo, na zona sul, um dos símbolos da violência paulistana. "Descobri um outro planeta", conta o ator, morador da avenida Paulista. "Nunca tinha vivenciado com tamanha profundidade o desalento dos jovens."

Testemunhar os mecanismos desse desalento, gente sem roteiro na vida, ajudou Caio, um paulistano de 27 anos, que cursou direito no Largo São Francisco, a desempenhar o personagem Macu no filme "Bróder!". Para ganhar dinheiro rapidamente, Macu planeja um seqüestro.

"Quando entramos nesse mundo de jovens desorientados, sentimos na pele o efeito da falta de oportunidade", diz ele.

Pelo menos naquele filme, alguns habitantes do Capão Redondo tiveram oportunidade de deixar sua marca. A trilha sonora foi feita pelos Racionais MCs; os diálogos foram escritos pelo escritor Ferréz, que, por ter uma grife, participou da elaboração dos figurinos. Moradores entraram como figurantes ou se tornaram membros da equipe de produção. Um dos principais personagens (Napão) é o Bronx, um rapper local. "O Capão foi tomando conta das gravações."

Na sua imersão, visitando famílias, Caio chegou a conhecer um jovem que parecia tirado de seu roteiro. "De repente, estava na frente -ouvindo e tocando- do personagem que eu queria representar."

Caio sabia que o Capão Redondo não teria a oportunidade nem mesmo de assistir ao filme no cinema e seria levado a comprar cópias piratas. "É uma tremenda contradição dar voz no filme aos invisíveis, mas não permitir que vejam seu bairro na tela." Em suma, o filme seria rodado na periferia, mas visto na avenida Paulista por pessoas que, como o ator, estão longe do cotidiano dos marginalizados.

A primeira decisão foi lançar "Bróder!" no shopping mais próximo daquele bairro -e, a partir disso, tentar realizar sessões gratuitas ou com ingresso popular. Menos de 1% dos moradores da periferia freqüentam salas de cinema.

Daquela imersão, o ator trouxe uma experiência de Mano Brown, líder do grupo Racionais MCs, para evitar as cópias piratas. "Como faz seus próprios CDs e cobra um preço popular, o Mano não sofre com a pirataria." Os fãs preferem ficar na legalidade a deixar o dinheiro com atravessadores clandestinos.

Pretende-se, agora, fazer uma cópia do filme com valor semelhante à pirata e, assim, o Capão Redondo estaria ajudando a reescrever a história, tão comum, do crime contra a propriedade intelectual.

Fonte: Folha de S.Paulo
 
22 Fevereiro 2008
 
FAÇA SUA PARTE. NÃO FIQUE PARADO!
 

 
 
"CURIOSIDADES" DO MATTO DENTRO
 
Empresa desenvolve cartão magnético de pet

Foram seis meses de pesquisas, tentativas e erros até que a empresa Urbanize, em parceria com a KGM, desenvolveu um cartão magnético feito a partir de garrafas pets recicladas. O desenvolvimento do projeto custou R$ 250 mil e as indústrias sorocabanas fornecerão a matéria-prima para a confecção dos cartões, não englobando portanto, a colocação de bandeira, tarja magnética e informações eletrônicas do cartão. Sócio e diretor comercial da Urbanize, Ferdinando Roberto Carvalho explica que atualmente o dinheiro eletrônico é feito com PVC, material considerado tóxico e já proibido em diversos países. E o produto que foi desenvolvido na cidade é o primeiro cartão magnético feito a partir de plástico reciclado no mundo.

O projeto nasceu com um pedido do Banco do Brasil que está interessado em ser pioneiro no lançamento deste produto no mercado, fato que aconteceria em comemoração aos seus 200 anos de existência. Carvalho lembra que o primeiro contato com a instituição financeira nasceu por meio de fornecimento de etiquetas. Com pet reciclada, nós fizemos tags, que são etiquetas mais elaboradas, lembram um cartão e trazem uma pequena mensagem. Eles queriam a etiqueta para colocar nos projetos apoiados por eles, fala. O banco aprovou o resultado e solicitou o desenvolvimento do cartão magnético. Eles têm interesse em comprar um produto que foi desenvolvido com apoio deles, conta.

A fabricação da chapa apropriada para os cartões aconteceu em julho e deste tempo até dezembro último, o trabalho foi em adaptar as tecnologias existentes para este material. Hoje tudo é para PVC: a tarja magnética, a impressão e até mesmo a máquina é para PVC, então, tivemos que passar por um processo de adaptação e agora já está tudo resolvido, comemora Carvalho. O custo de produção do cartão à base de pets recicladas, segundo Carvalho, é o mesmo do PVC, fato que derruba a crença existente de que produtos reciclados são mais caros. No entanto, o benefício apontado pelos produtores, além da diminuição do uso do PVC, é a retirada de milhares de toneladas de garrafas da natureza.

Os termos contratuais com o banco estão sendo ajustados e as partes estudam a exclusividade do produto para a instituição financeira e todas as suas bandeiras. Meu interesse maior é o de abrir mercado e, a partir destes cartões magnéticos, passar a fabricar crachás, cartões de seguradoras e coisas destes tipo, sintetizou Carvalho.

Material escolar

Em 2007, as empresas sorocabanas ganharam licitação na Prefeitura de São Paulo para a fabricação de pastas escolares do tipo maleta. Dentro das pastas, os alunos da rede pública municipal receberão os livros didáticos. O contrato feito é de R$ 800 mil e foram encomendadas 277 mil unidades. Foram R$ 400 mil só em compra de garrafas, o que dá mais de 100 toneladas ou 1,5 milhão de garrafas que não estão na natureza, falou Carvalho.

Seguindo a tendência de responsabilidade social e ambiental também para a esfera pública, a licitação para o fornecimento das pastas exigiu que a fabricação fosse feita a partir de material reciclado. Éramos apenas três concorrentes e depois que ganhamos tivemos que buscar garrafas em outros lugares. Até no Rio de Janeiro nós compramos, contou Carvalho. Além das maletas, as garrafas pets também estão sendo usadas na fabricação de réguas e canetas e pastas do tipo gaveta, mas as possibilidades de uso são vastas e variadas.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul - SP
 
 
CULTURA? NATUREZA? NADA... VIVA O CAPITALISMO!!!
 
Descarte de celulares joga US$ 63 milhões por ano no lixo

Mais de 100 milhões de aparelhos celulares são descartados anualmente no mundo. Com valor médio de US$ 0,63 em ouro por aparelho, o total de celulares descartados por ano renderia, apenas na recuperação desse metal, US$ 63 milhões (sem considerar o custo de extração do metal precioso). Apesar disso, somente uma pequena parte desses aparelhos são reaproveitados.

A responsável pela pesquisa, a ReCellular, maior empresa do ramo, entretanto, recolheu em 2007 apenas 6,03 milhões de aparelhos, pouco mais de 6% do total descartado, desempenho bastante distante da média das concorrentes.

Papel ou plástico

"Infelizmente muitas pessoas ainda não sabem que telefones celulares podem ser reciclados", diz o fundador e executivo-chefe da ReCellular, Chuck Newman. "Em última instância, queremos que os consumidores pensem automaticamente na reciclagem de celulares, como hoje fazem com vidro, papel e plásticos", completou.

A oportunidade para empresas como a ReCellular, portanto, é grande e lucrativa. A empresa, que opera inclusive no Brasil, reciclando aparelhos para a Vivo, estima que 1 tonelada de circuitos de celulares usados é mais rica em ouro do que uma tonelada de minério extraído de uma mina desse metal.

Segundo a ReCellular, 1.000 quilos de circuitos usados contêm cerca de 300 gramas de ouro, enquanto uma tonelada de minério tem apenas em média 5 gramas. Para operadoras como a Vivo, o atrativo de se promover a reciclagem é no ganho em imagem de empresa ambientalmente responsável.

Poupando energia

Segundo a ReCellular, apenas para produzir os 6 milhões de telefones que recolheu em 2007, é necessário usar energia suficiente para iluminar 11,4 mil lares por um ano, além de emitir na atmosfera cerca de 10 mil toneladas de gases do efeito estufa.

Essa mesma energia equivalente àquela gerada pela queima de 17,1 milhões de litros de gasolina, combustível suficiente para que um carro comum rode 144 milhões de quilômetros, pouco mais que a distância entre a Terra e o Sol.

Fonte: G1
 
 
"NOTÍCIAS" DO MATTO DENTRO
 
Reciclagem de CO2 pode ser alternativa energética

Os Laboratórios Sandia localizados nos Estados Unidos desenvolvem atualmente uma tecnologia que consiste em utilizar um grande forno solar para reciclar o CO2 utilizando a combustão reversa.

Há muito tempo sabe-se que teoricamente é possível reenergizar o dióxido de carbono por meio de um processo denominado combustão reversa, que é um método que consiste em “quebrar” as moléculas de CO2 em outras moléculas de CO e O2. A molécula de CO após passar por uma cadeia produtiva pode se tornar combustível gasoso ou líquido, podendo ser uma fonte energética no futuro.

Algum tempo atrás, tal processo era inviável técnica e economicamente, porém os Laboratórios Sandia nos EUA criaram um reator solar, inicialmente com outro objetivo, que promete tornar essa possibilidade uma realidade prática.

O reator solar tinha inicialmente o objetivo de quebrar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio, porém os pesquisadores notaram a possibilidade de utilizar o reator para realizar combustão reversa e reciclar o CO2.

O CO obtido no processo pode ser utilizado para a produção de hidrogênio ou servir como um dos elementos no processo de fabricação de combustíveis líquidos, como o metanol ou até mesmo a gasolina ou o óleo diesel.

Além de ser uma nova alternativa energética, tal processo consome dióxido de carbono que atualmente é um grande agressor ambiental, fato que poderia equilibrar a emissão dos poluentes provindos dos combustíveis resultantes do processo de reciclagem do CO.

Embora promissora, a tecnologia está no primeiro estágio de pesquisas. Os pesquisadores acreditam que ela demore ainda de 15 a 20 anos para chegar ao mercado, devido às questões técnicas que ainda precisam ser resolvidas e, principalmente, à viabilidade econômica.

Fonte: Jornal O Debate
 
 
PIADA
 
- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!
- Igual ao Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era... era melhor, sim... ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né?
- É.
- Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.
- Que dia e que mês?
- Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
- Um dia depois!
- Não, três dias depois.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se Jesus morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- Ui...
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Ai Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!
 
 
VIVA A EVOLUÇÃO!
 
E DIZEM POR AÍ QUE NOSSO BRASIL ESTÁ FICANDO CADA VEZ MAIS DESENVOLVIDO!!!

ATÉ QUANDO AS SUPERAÇÕES DAS VENDAS DE AUTOMÓVEIS SERÁ SINÔNIMO DE DESENVOLVIMENTO EM UM PLANETA ONDE OS RECURSOS NATURAIS SE TORNAM
CADA VEZ MAIS ESCASSOS E O SEU USO É VOLTADO PARA A NUTRIÇÃO E MANUTENÇÃO DOS MAIS DIVERSOS TIPOS DE DESEJOS EGOCÊNTRICOS EM PROL DA LUXÚRIA???

NO DIA EM QUE O BRASIL REALMENTE SE TORNAR DESENVOLVIDO, NOSSOS RECURSOS JÁ ESTARÃO NO FIM, POIS ATÉ LÁ ELES JÁ SERÃO VENDIDOS PARA OS QUE HOJE OSTENTAM O LUXO DE PODER COMPRAR O QUE NÃO PRECISAM, MAS FORAM CRIADOS EM UM SISTEMA CUJA CULTURA É BASEADA NAS PREMISSAS DO "TER SE FAZ MAIS NECESSÁRIO DO QUE SER".



Parabéns, São Paulo: chegamos aos 6 milhões

Segundo esta reportagem, na quinta-feira (21) a frota de veículos motorizados da cidade de São Paulo alcançou o fabuloso número de seis milhões de unidades. Deste total, 75% são automóveis (4,5 milhões).

Quem causa o trânsito? Quem polui o ar? Quem provoca o abandono do espaço público?

O recorde é fruto do "desenvolvimento" da metrópole que não podia parar. Por "desenvolvimento", leia-se: consumismo, individualismo, desperdício de recursos naturais, precarização do trabalho, formatação do território para atender a acumulação e o fluxo de riquezas (sem distribuí-las), produção de lixo, implantação de políticas que beneficiam e enriquecem alguns poucos em detrimento de todos, privatização ou abandono dos espaços públicos.

Não houve sequer um governo (federal, estadual ou municipal) desde 1950 que ousou enfrentar a máfia automobilística e racionalizar o uso do automóvel. Pelo contrário: todos acreditam nas obras viárias e na concessão de benesses ao uso do automóvel como a melhor forma de conquistar votos.

De fato, a população adora um novo viaduto com o nome de algum ilustre canalha, mesmo que a nova ponte seja vetada ao transporte coletivo, à pedestres ou bicicletas. Todos querem um carro. Com ele, o sujeito se sente livre e poderoso: ascende a um novo extrato social.

Ué, mas não é isso que a tevê ensina em comerciais, novelas e filmes? Ou alguma celebridade ou político aparece na tevê saltando de um ônibus ou caminhando pelas ruas?

Romper com a hegemonia do automóvel e enquadrá-lo em um uso racional é uma das tarefas mais importantes deste novo século. E essa tarefa não será feita por agências de publicidade, departamentos de marketing ou discursos políticos.

A construção de cidades humanas, onde o barulho, a poluição, o congestionamento e a agressividade não sejam a regra, se dá na prática, com ações concretas, mudanças de hábitos, paradigmas e políticas.

Cabe aos cidadãos se livrarem de desculpas como "o transporte público é ruim" e, pelo menos, caminharem até a padaria da esquina.

Começa com o hábito de deixar o carro em casa no dia do rodízio e vivenciar um dia de "realidade" dentro de um ônibus, em cima de uma bicicleta ou sobre dois pés, e não mudar os horários de trabalho por não conseguir se livrar da carro-dependência.

Aos governantes, atitutes e políticas para as cidades devem realmente retirar o excesso de espaço e privilégios dedicados aos automóveis, beneficiando toda a população, e não apenas aqueles que se locomovem em máquinas. E isso não será feito com migalhas que sobram das pontes, estradas e túneis…

Por hora, um brinde à indústria automobilística e ao desenvolvimento suicida que faz abrir o sorriso na cara de comentaristas econômicos, políticos e especuladores em geral.

Parabéns, São Paulo!

Fonte: Apocalipse Motorizado
 
15 Fevereiro 2008
 
FAÇA SUA PARTE. NÃO FIQUE PARADO!
 

 
 
CULTURA? NATUREZA? NADA... VIVA O CAPITALISMO!!!
 
Aos amigos da nossa BELO HORIZONTE, peço-lhes que leiam com carinho e divulguem a idéia. Eu já abracei a causa.

Apesar dos movimentos contra a instalação da loja 'RICARDO ELETRO' no interior do nosso querido 'MERCADO CENTRAL', não houve como demover tal intenção, pois, o interesse financeiro supera qualquer outro e, por esta razão, o fato já está consumado, ou seja, tal comércio será, infelizmente, instalado.

A insensibilidade do proprietário para com as tradições da nossa cidade é proporcional à sua sanha de amealhar riqueza. Sabemos que aquela área, apesar de já estar parcialmente descaracterizada, ainda é um importante ponto turístico da CAPITAL MINEIRA, muito conhecido, inclusive, no exterior.

E todos nós temos uma história pessoal passada no MERCADO CENTRAL.

Sabemos também que, com o precedente, outros comércios semelhantes serão ali criados, transformando, brevemente, aquele local, em outro 'SHOPPING CENTER'.

Diante desses fatos, na tentativa de salvar um pouco do que ainda resta de tradição na nossa querida 'BELO HORIZONTE', não nos resta outra alternativa a não ser a de apelar para a consciência da população, com a seguinte mensagem:

NÃO COMPREM NA LOJA 'RICARDO ELETRO' DO MERCADO CENTRAL.

Não deixem o mercadão morrer, não deixem que o descaracterizem-no... o mercadão é 10!!!
 
 
SUA ATITUDE FAZ DIFERENÇA
 
Ótima notícia sobre meio ambiente

É hora de pensarmos no futuro do nosso planeta. Agora já temos onde levar pilhas, baterias e óleo de cozinha

A partir de agora as Agências do Banco Real e as lojas do Extra estão com programa de reciclagem.

Sabe aquelas pilhas e baterias usadas que não sabemos o que fazer com elas? Pois é, agora está fácil! Basta levá-las a qualquer agência do Banco Real e colocá-las no
Papa-pilhas. Este é mais um programa de reciclagem promovido pela instituição. As pilhas e baterias de celulares, câmeras digitais, controle remoto, relógios, etc, contêm materiais que contaminam o solo e os lençóis freáticos deixando-os impróprios para utilização, podendo provocar problemas à saúde, como danos para os rins, fígado e pulmões. São eles: cádmio, mercúrio, níquel, chumbo.

Não esqueça: o Papa-Pilhas está disponível em todas as unidades do Banco Real.

Também já temos onde levar o óleo de cozinha usado para reciclar! As lojas do Extra, que já reciclam outros tipos de resíduos, como papel, vidro, plástico e metal, reciclarão também óleo de cozinha!

Você sabia que apenas 1 litro de óleo despejado no esgoto polui cerca de um milhão de litros de água ou o que uma pessoa consome em 14 anos de vida? E ainda provoca a impermeabilização dos leitos e terrenos próximos, contribuindo para a ocorrência de enchentes.

O que fazer:

Depois que o óleo usado esfriar, armazene em uma garrafa PET daquelas de 2 litros, se possível transparente. Tampe bem a garrafa e deposite-a no coletor de lixo de
cor marrom da loja Extra, indicado para esta finalidade. Todo óleo de cozinha coletado será encaminhado pela cooperativa às empresas recicladoras, que o utilizarão como matéria-prima para a produção de biocombustível.

Se o Extra mais perto de sua casa ainda não tem o coletor apropriado, ligue para o SAC da empresa: 0800.7732732, e peça para que seja providenciado.

Independentemente disso, pare imediatamente de jogar óleo pelo esgoto. Armazene em garrafas e jogue no lixo reciclável, e não no esgoto.

Se você quer ajudar mais: divulgue este texto para todas as pessoas que assim como
você se preocupa com nosso Planeta.

É assim que ajudamos a construir um mundo melhor.
 
08 Fevereiro 2008
 
TOTONHO & OS CABRAS
 

Compositor, produtor e cantor, Totonho nasceu em 1964 na cidade de Monteiro, na Paraíba. Lá foi vendedor de buchada de bode e assistiu à muitas cantorias de repentistas da região. Foi quando teve seu primeiro contato com a música. "Minha casa vivia cheia de gente, então me acostumei a vê-los pela casa. Você sabia que Monteiro foi durante muito tempo considerada a Meca dos repentistas nordestinos?" Com nove anos de idade, Totonho montou a banda Os Renegados, que tocava com latas (guitarra de lata, bateria de lata e afins). "Foi ali que começou tudo e me tornei compositor". Em 82 resolveu que queria mesmo seguir a carreira de músico. Foi para João Pessoa, onde fundou o Musiclube da Paraíba, uma cooperativa de compositores por onde passaram nomes como Chico César, Jarbas Mariz e os irmãos Pedro Osmar e Paulo Ró, entre outros.

Durante cinco anos, Totonho participou do projeto Tocar Por Prazer (um grupo de baixistas, guitarristas, vocalistas, compositores, etc...) cantando e tocando violão em João Pessoa. Nesse mesmo período cursou Faculdade de Arte e Educação e deu início à um trabalho social, junto às comunidades....

Já premiado e conhecido como um dos melhores compositores da região, no final de 88 foi para o Rio de Janeiro fazer uma pós-graduação e tentar a vida como músico.

Enquanto isso Totonho continuava compondo e em 96 abriu shows de Geraldo Azevedo, João Bosco e outros. No final do ano se uniu com outros músicos formando Totonho e os Cabra. Depois de participar e se classificar no Projeto Pixinguinha, estreou em março de 97 uma turnê por sete capitais brasileiras. Depois foi ocupando os espaços possíveis no Rio (festas, bares, circuito "alternativo baixo", todo canto como ele mesmo diz). Até que em 99, uma demo foi parar nas mãos do produtor musical Carlos Eduardo Miranda. O resultado foi o álbum homônimo Totonho e Os Cabra, que mostra bem a cara do dono. "Sou melhor compositor. Eu parto da palavra: daí faço uma frase, desmancho, faço outra, mudo, transformo, busco um sinônimo... Eu sou tipo um pedreiro que vai quebrando um tijolo até ele caber em sua construção."

Comunidade Alternativa

Em quatro anos ainda não tinha conseguido se firmar como músico, mas já tinha sua ONG Projeto Ex-Cola, a partir de um trabalho social que tinha se engajado no Circo Voador. Aliás, o trabalho social é um capítulo à parte na biografia de Totonho. "Já fui alfabetizador de uma comunidade indígena e hoje, no Rio, continuo o trabalho social através de um programa de rádio do Circo Voador, que ajuda a comunidade do bairro da Lapa. Um dos projetos, o OBA - Oficinas Básicas de Arte, que tem como base de trabalho a cultura contra a violência. A idéia, além de discutir os problemas da comunidade, é trazer também nomes novos e conhecidos da música do Rio.” Já passaram pelo programa de Totonho nomes como Fausto Fawcett, Jards Macalé, Farofa Carioca, Fernanda Abreu e Moreno Veloso, entre outros.

Fonte: www.trama.com.br

2001 - Tinha Tudo Para Ser Feliz




2005 - Sabotador de Satélites



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"ATITUDE" NO MATTO DENTRO
 

 
 
"SORRINDO" PELO MATTO DENTRO
 
Chapeuzinho Vermelho na imprensa - Diferentes maneiras de contar a mesma história!
Isso serve para reflexão sobre nossa forma de Comunicação!


JORNAL NACIONAL
(William Bonner): “Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...”.
(Fátima Bernardes): “... mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia”.

PROGRAMA DA HEBE
(Glória Maria): “... que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?”

CIDADE ALERTA
(Datena): “Onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades?! A menina ia para a casa da avozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não.”

REVISTA VEJA
Lula sabia das intenções do lobo.

REVISTA CLÁUDIA
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

REVISTA NOVA
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

FOLHA DE S. PAULO
Legenda da foto: “Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador”. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE S. PAULO
Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

O GLOBO
Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra salvar menor de idade carente.

ZERO HORA
Avó de Chapeuzinho nasceu no RS.

AQUI
Sangue e tragédia na casa da vovó

REVISTA CARAS
(Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte) Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: “Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa”.

PLAYBOY
(Ensaio fotográfico no mês seguinte) Veja o que só o lobo viu.

REVISTA ISTO É
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

G MAGAZINE
(Ensaio fotográfico com lenhador) Lenhador mostra o machado.

SUPER INTERESSANTE
Lobo mau! mito ou verdade ?

DISCOVERY CHANNEL
Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.
 
 
"SORRINDO" PELO MATTO DENTRO
 
Isso sim é "catigoria"!

O marido chega em casa as 18:00h e diz a mulher que teria uma reunião as 22:00hs, mas que ele não iria pois considerava isto um absurdo. Mas a mulher, preocupada com o marido, o convence que o trabalho é importante. O maridão esperto então vai tomar um banho para se preparar e pensa: "Foi mais fácil do que eu pensava!"

Como toda mulher, quando o homem entra no banho ela revista o bolso do seu paletó e encontra um bilhete onde estava escrito: "Amor, estou esperando por você para
comermos um pato ao molho branco. Beijão, Sheila".

Quando o marido sai do banho encontra sua mulher com uma camisolinha transparente, sem calcinha, toda fogosa deitada de bruços. O marido, ao ver aquela bundinha sob a transparência não resiste e cai matando. Amulher lhe dá um trato completo e ele, exausto, vira pro lado e adormece. Quando vai chegando a hora, a mulher acorda o marido, que não quer mais Ir a reunião, mas novamente ela o convence da importância do trabalho.

Ao chegar na casa da amante, o cara está arrasado. Cansado diz a ela que hoje trabalhou muito e que só iria tomar um banho e descansar um pouco. Como toda mulher, ao entrar no banho ela revista o bolso de seu paletó, e encontra um bilhete onde estava escrito:

"Querida Sheila, o pato foi, mas o molho branco ficou todo
aqui. Beijão, A Esposa."
 
 
"SORRINDO" PELO MATTO DENTRO
 
Sensibilidade Masculina

Um homem estava em coma há algum tempo. Sua esposa ficava à cabeceira dele dia e noite. Até que um dia o homem acorda, faz um sinal para a mulher para se aproximar e sussurra-lhe:

- Durante todos estes anos você esteve ao meu lado. Quando me licenciei,você ficou comigo; quando a minha empresa faliu, você ficou lá e me apoiou; quando perdemos a casa, você ficou perto de mim; quando perdemos o carro, também estava comigo. E desde que fiquei com todos esses problemas de saúde, você nunca me abandonou. Sabe de uma coisa?

Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas:
- Diga, amor.
- Acho que você me dá AZAR.
 
 
"SORRINDO" PELO MATTO DENTRO
 
Religião é Opção...

Num banquete, botaram um padre católico sentado ao lado de um rabino judeu. O padre, querendo gozar o rabino, enche o prato com pedaços de um suculento leitão e depois oferece para o "colega".

O rabino recusa, dizendo:
- Muito obrigado, mas... não sabe que a minha religião não permite a carne de porco?
- Noooossa! Que religião esquisita! Comer leitão é uma delííícia! - Comenta o padre com ironia.

Na hora da despedida, o rabino chega e diz para o padre:
- Mande minhas recomendações a sua mulher!

E o padre, horrorizado:
- Minha mulher? Não sabe que a minha religião não permite casamento de sacerdotes?
- Noooossa! Que religião esquisita! Comer mulher é uma delííícia! Mas, se você prefere leitão...
 
 
"POLÊMICA" NO MATTO DENTRO
 
Carta aberta para Renato Aragão, o nosso Didi.
Quinta, 23 de agosto de 2007.

Querido Didi (Renato Aragão),

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências). Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta. Não foi por "algum" motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação. Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas, mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Estudei na escola da zona rural, fiz supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária. Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos impostos embutidos em cada alimento, em cada produto que preciso comprar para minha família. Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais. O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. O dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é "o cara". Ele tem a chave do cofre. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas. No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da "minha" doação, que a "minha" doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias. Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família. Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira. Outra coisa Didi, mande uma carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os professores. Só escolher quem de fato tem vocação para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos. Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando...

Eliane Sinhasique - Mantenedora principal dos dois filhos que pari.

P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal educada: vou rasgá-la antes de abrir. A autora só esqueceu citar os lucros da Globo e das empresas telefônicas com essas campanhas.
 
 
"CURIOSIDADES" DO MATTO DENTRO
 
Construtor de utopias

Por João Paulo - EM Cultura

Silvio Tendler mantém linha humanista em filme sobre Milton Santos

Caliban Produções Cinematográficas/Divulgação

Milton Santos é autor de obra que critica os rumos da globalização e do neoliberalismo

O documentário Encontro com Milton Santos ou: O mundo global visto do lado de cá, de Sílvio Tendler, tem dois grandes desafios para resolver. Em primeiro lugar, apresentar um dos mais importantes intelectuais brasileiros contemporâneos, dono de um pensamento tão complexo quanto engajado. A segunda tarefa, ligada à primeira, é dar conta de um discurso de esquerda sem se perder no maniqueísmo. O primeiro risco é dado pela grandeza do personagem; o segundo, pela fragilidade do discurso pretensamente documental. O diretor se sai bem, mantendo a linha humanista que é própria em seu trabalho. O filme informa, emociona e faz pensar.

Milton Santos (1926-2001) nasceu em Brotas de Macaúbas, neto de escravos. Formou-se em direito e foi para França, em 1958, onde se doutorou em geografia. Escreveu mais de 40 livros, morou e lecionou na França, Tanzânia, Venezuela, Estados Unidos e Canadá, antes de retornar o Brasil. Sua obra se voltou para a compreensão e superação da padrão econômico neoliberal, defendendo os movimentos sociais e sua proposta de alargamento democrático. O filme tem como ponto de partida uma longa entrevista concedida poucos meses antes de morrer, na qual Milton Santos afirma: "O problema que me parece importante com a globalização é a segmentação da formulação dos códigos éticos. Quer dizer, há uma ética dos poderosos, que não chega a ser ética, e há uma outra ética, dos que não têm nada". Tendler não deixa dúvida sobre o lado do geógrafo.

O cineasta se esforça para localizar o pensamento de Milton Santos inserido no contexto internacional da esquerda. A opção dá mais consistência ao documentário, evitando com isso o culto do brilho da inteligência e carisma do geógrafo, em nome de uma visão de mundo. No entanto, algumas vezes essa operação coloca no texto, lido por atores (Milton Gonçalves e Fernanda Montenegro, entre outros), um acento que não se sabe se pertence estritamente ao biografado. Para quem sempre evitou o pensamento único e combateu a globalização, parece quase uma armadilha: será que não existem também sutilezas e distinções "do lado de cá"?
ENCONTRO COM MILTON SANTOS: O MUNDO GLOBAL VISTO DO LADO DE CÁ
 
 
"CURIOSIDADES" DO MATTO DENTRO
 
Software gratuito para GIS

Foi lançado no início de setembro de 2007 o software gratuito de GIS produzido na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), intitulado geoUFES. O programa apresenta seu próprio portal, com tutoriais gratuitos e recursos multimídia.



Para instalar o programa no computador, basta acessar a página do Mundo da Geomática e clicar sobre o ícone do programa.

Para que o geoUFES funcione, deverá ser instalada a máquina virtual Java, que se encontra na seção de downloads, na parte interior da página. O geoUFES pode ser instalado em Windows e Linux. Programado em Java, o geoUFES possibilita que sejam feitas novas programações pelos usuários, que poderão ajudar a melhorar cada vez mais o software. Esta é a primeira versão do programa, que deverá ser melhorada futuramente. O software será submentido a financiamentos, e incluirá novas ferramentas, como georreferenciamento, análise espacial, geoestatística, entre outras.

Informações: http://www.ufes.br/~geoufes/lgu/lgu.htm
Clicar em Downloads gratuitos - GeoUFES

Fonte: www.mundogeo.com.br
 
 
"SORRINDO" PELO MATTO DENTRO
 
É ÓBVIO...

Em uma escola muito heterogênea, onde estudam alunos de várias classes sociais, durante uma aula de português, a professora pergunta:

- Qual é o significado da palavra "óbvio"?

Rapidamente, Patricia, menina rica, uma das mais aplicadas alunas da classe que estava sempre muito bem vestida, cheirosa e bonita, respondeu:

- Prezada professora, hoje acordei bem cedo, ao raiar da alva, depois de uma ótima noite de sono no conforto de meu quarto particular. Desci a enorme escadaria de nossa humilde residência e me dirigi à copa onde era servido o café. Depois de deliciar-me com as mais apetitosas iguarias, fui até a janela que dá vista para o jardim de entrada e admirei aquela bela paisagem por alguns minutos, enquanto pensava como é agradável e belo o viver. Virando-me um pouco, percebi que se encontrava guardado na garagem o automóvel BMW pertencente a meu pai. Pensei com meus botões:

- É ÓBVIO que meu pai foi ao trabalho de Audi.

Sem querer ficar para trás, Luiz Cláudio Wilson, de uma família de classe média, acrescentou:

- Professora, hoje eu não dormi muito bem, porque meu colchão é meio duro.
Mas eu consegui acordar assim mesmo, porque pus o despertador do lado da cama para tocar cedo. Levantei meio zonzo, comi um pão meio muxibento e tomei café. Quando saí para a escola, vi que o fusca do papai estava na garagem.
Imaginei:

- É ÓBVIO que o papai não tinha dinheiro para gasolina, foi trabalhar de busão.

Embalado na conversa, Wandercleison Maicon Jáqueson, de classe baixa (é óbvio), também quis responder:

- Fessora, hoje eu quase não durmi, porquê teve tiroteio até tarde na favela. Só acordei de manhã porquê tava morrendo de fome, mas não tinha nada pra cumê mesmo... quando olhei pela janela do barracão, vi a minha vó com o jornal debaixo do braço e pensei:

- É ÓBVIO que ela vai cagá. Não sabe lê!
 
 
"ATITUDE" NO MATTO DENTRO
 
Menos carros nas ruas

Alunos do ensino médio da escola do Sebrae analisam viabilidade de instalar bicicletários em Belo Horizonte

As pedaladas de final de semana podem se tornar mais do que um hobby para os belo-horizontinos. Alvo do projeto Pedala BH, desenvolvido pela BHTrans, a cidade passa por uma série de estudos, que irão avaliar as possibilidades de criação de ciclovias e a instalação de bicicletários. Os objetivos são incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte e diminuir o número cada vez maior de carros nas ruas. Como parte desse projeto, a BHTrans firmou parceria com a Escola Técnica de Formação Gerencial (ETFG) do Sebrae Minas para a análise de viabilidade de instalação dos bicicletários na cidade.

Simone Guedes/Divulgação

Priscila e Phillipe (em pé), Luiz Fernando e Matheus participam dos levantamentos de fornecedores e parceiros para investir na iniciativa

Os alunos Phillipe Lima Firpe, Priscila Vitoriano, Luiz Fernando Dornelas e Matheus Mattos, do 3º ano do ensino médio e técnico em administração da ETFG, estão envolvidos nas atividades que envolvem a identificação de fornecedores, do cenário e estrutura adequada, potenciais clientes e parceiros que poderão investir no bicicletário.

Para Phillipe, a iniciativa vai mexer com a cultura da cidade e com o comportamento da população. "Além de afetar o trânsito e o meio ambiente, já que a bicicleta é um veículo que não polui, a execução do projeto vai alterar a vida das pessoas, na melhoria da qualidade de vida. Não faz parte da cultura do belo-horizontino usar a bicicleta como meio de transporte, mas com uma infra-estrutura adequada, isso pode mudar", afirma.

Priscila fala sobre a sensação de estar envolvida em um estudo que irá afetar toda a cidade: "É muito bom poder colaborar com o desenvolvimento de um projeto tão grande e importante para o município. Os estudos também me fizeram aprender sobre muitos aspectos de Belo Horizonte, os quais não conhecia, apesar de morar aqui", explica.

As pesquisas iniciais envolveram a análise dos modelos que já são adotados em países europeus e em algumas cidades brasileiras e a adaptação que sofreriam à realidade da capital mineira. "Não adianta nada criarmos um projeto perfeito, mas que não tenha aplicação na cultura e realidade de Belo Horizonte. Por isso essa pesquisa inicial é fundamental para termos consciência do cenário em que o espaço para as bicicletas será instalado", afirma Priscila.

Concessão

Parte do projeto já foi apresentado à BHTrans e agora segue para a prospecção das áreas onde poderia ser executado. Segundo o professor e orientador do grupo, Jonas Custódio Nunes, a idéia é abrir concessão para a iniciativa privada explorar o espaço. "Estamos desenvolvendo um projeto que se propõe ser auto-sustentável. Por isso, estamos em fase de consulta a empresas, para verificar o interesse em divulgar propagandas e bancar a infra-estrutura dos locais", ressalta.

A idéia é que, no início, os bicicletários sejam instalados nas estações do São Gabriel, na Região Nordeste, e Vilarinho, em Venda Nova, onde pesquisas da BHTrans registraram o maior movimento de pessoas. "Os ciclistas poderiam ir até a estação, deixar a bicicleta no espaço destinado a elas e usar o transporte público. O alvo são as pessoas que moram em um raio de até cinco quilômetros do bicicletário, e que possam deixar o veículo lá até o retorno", explica Phillipe. O objetivo é que cerca de 25 mil ciclistas sejam atendidos com a proposta. "Seria gratificante ver a implantação de um projeto do qual eu fiz parte e que vai ter repercussão para tantas pessoas", afirma Phillipe.

Fonte: Estado de Minas
 
 
"ARTIGOS" DO MATTO DENTRO
 
Decepção Ambiental

Editorial - Estado de Minas

Rever a legislação e apertar a fiscalização adiantará pouco se não avançar a postura de parte dos empresários

É uma decepção para quem já pode se orgulhar de ter desenvolvido tecnologia florestal de ponta e de ter um parque siderúrgico entre os mais atualizados do mundo a constatação de que o consumo de carvão vegetal de mata nativa em Minas Gerais ainda é expressivo e, pior ainda, continua crescendo. Incorreto, do ponto de vista ecológico, e inconveniente, por abrigar toda sorte de exploração, incluindo a do trabalho escravo, o uso em escala desse insumo não encontra mais justificativa, a não ser no atraso e no propósito inconfessável de ganhos marginais.

O manejo avançado de florestas plantadas é um dos frutos da longa tradição mineira de fundir o ferro em pequenos altos-fornos e, depois, em instalações maiores, longe do porto importador do carvão mineral. O esforço de agregação de qualidade técnica e de aumento de produtividade gerou a acumulação, por décadas, do conhecimento do eucalipto e de suas enormes possibilidades de seleção, aprimoramento para reduzir o tempo de corte e aumento da capacidade de produzir calor. Foi isso, aliás, que permitiu o desenvolvimento, em Minas, de instalações que foram além do ferro e deram origem a aciarias de médio porte movidas, a carvão vegetal, destinadas à produção de aços longos empregados na fabricação, a preços competitivos, de pregos, arames e vergalhões para a indústria da construção civil.

Como aceitar que nos últimos 10 anos foram queimados 17,3 mil quilômetros quadrados de matas nativas em troca do carvão que se imaginava ser coisa do passado, ou prática apenas residual de pequenos fornos de baixa tecnologia e reduzida condição empresarial? Só este ano, certamente vítimas da demanda crescente do mercado internacional de ferro fundido, 913 quilômetros quadrados de florestas nativas que verdejavam no território mineiro acabaram em altos-fornos. É uma estatística que, inacreditavelmente, não exclui indústrias que, mesmo tendo porte e prestígio internacional que ainda mantém elevada proporção de carvão de origem condenável.

É urgente que se dê um aperto na legislação em vigor, evidentemente permissiva, além de se providenciar um reforço na fiscalização. Mas, essas providências que se cobram do poder público não dispensam um alerta aos empresários que, como demonstram os números, ainda não entenderam que estão marchando na contramão do mundo e que, com o avanço dos sistemas de monitaramento ambiental, o país perde pontos preciosos nas avaliações internacionais, incluindo as que orientam investimentos. Sem contar, é claro, o comprometimento de nossa própria sustentabilidade.
 
 
"APRENDENDO" SOBRE O MATTO DENTRO
 
Para quem não tinha lido, essa é uma nova oportunidade de se interar do assunto:

Propagando poluída

Editorial - Folha de São Paulo - 16/11/2007

Petrobras produz óleo diesel com altíssimo teor de enxofre, o que prejudica a saúde de todos os brasileiros

Ao contrário do que sugere a propaganda de empresa ambientalmente responsável da Petrobras, o óleo diesel por ela produzido é um dos piores do mundo e contribui para piorar a qualidade de vida dos brasileiros. E, ao que tudo indica, a estatal vai deixar de cumprir a legislação ambiental e não reduzirá até 2009 o teor de enxofre no combustível.

A história é longa e pouco enaltecedora para a Petrobras. No já longínquo ano de 2002, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), seguindo tendência consolidada internacionalmente, baixou a resolução 315, determinando que, a partir de janeiro de 2009, o diesel comercializado no país deveria apresentar concentração máxima de enxofre de 50 partes por milhão (ppm).

O combustível atualmente vendido em 237 cidades de grande porte tem 500 ppm de enxofre. Nos cerca de 5.300 municípios restantes, chega a inacreditáveis 2.000 ppm. O limite máximo na União Européia (UE) é de 50 ppm e será de 10 ppm a partir de 2009. Nos EUA e no Canadá, ele já é de 15 ppm.
Agora, a menos de dois anos do prazo, a Petrobras afirma que não poderá cumprir o cronograma. Escusa-se afirmando que a resolução da Agência Nacional de Petróleo (ANP) que detalha a especificação do combustível menos poluente foi publicada há menos de um mês.

É verdade. Mas, ao que consta, a ANP atrasou em cinco anos a publicação da norma técnica justamente por pressão da Petrobras, da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea) e de distribuidores de combustíveis, que querem postergar ao máximo os custos que a utilização do diesel mais limpo deverá impor a toda a cadeia.

A Petrobras diz que está investindo US$ 1,7 bilhão em unidades de hidrotratamento necessárias para que as refinarias possam produzir o diesel com menor teor de enxofre. É insuficiente, dado que a empresa não tem planos de eliminar o venenoso diesel com 2.000 ppm de enxofre antes de 2013.
Esse é um verdadeiro crime contra a saúde pública. Recente estudo do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) estima que a má qualidade do ar na região metropolitana de São Paulo provoque a morte prematura de 3.000 pessoas por ano. O enxofre do óleo diesel, por seu poder carcinogênico e por desencadear uma série moléstias cardiorrespiratórias, contribui para parcela significativa desses óbitos, que poderiam ser evitados ou pelo menos retardados.

Antes de vender-se ao mundo como mensageira dos biocombustíveis e portadora de uma solução para o problema da mudança climática provocada pela queima de combustíveis fósseis, a Petrobras deveria tornar menos letal o diesel que está forçando os brasileiros a respirar.
 
 
"SORRINDO" PELO MATTO DENTRO
 
Nunca tinha visto isso em toda a minha vida... nem no nosso avacalhado futebol brasileiro!

 
 
"PERSONAGENS" DO MATTO DENTRO
 
Para educador, escola formal não serve para educar

Por Uirá Machado - Coordenador de Artigos e Eventos da Folha de S.Paulo

"A Escola formal não está só na forma. Está dentro da fôrma. O pior é quando está no formol. É um cadáver." É assim que o educador mineiro Tião Rocha, 59, vê o ensino convencional, de cujos métodos e conteúdos se afastou há mais de 20 anos para experimentar processos alternativos de educação.

À frente do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento desde 1984, Rocha sempre persegue "maneiras diferentes e inovadoras" de educar, alfabetizar, gerar renda. Ele distingue educação de escolarização e busca um sonho: escolas que sejam tão boas que professores e alunos queiram freqüentá-las aos sábados, domingos e feriados. "Se ninguém fez, é possível", diz.

Folha - Toda a sua história como educador é feita do lado de fora das escolas convencionais. Qual é o seu problema com a escola formal?

Tião Rocha - Se eu tivesse um analista, isso seria um prato cheio para ele. Comecei a ter problemas com a escola desde que entrei, aos sete anos. Logo no primeiro dia de aula, no Grupo Escolar Sandoval de Azevedo, Belo Horizonte, a professora Maria Luiz Travassos nos levou para a sala de leitura, pegou um livro, "As Mais Belas Histórias", da dona Lúcia [Monteiro] Casasanta, e começou a ler: "Era uma vez um lugar muito distante, onde havia um rei e uma rainha (...)". Eu levantei a mão e falei: "Professora, eu tenho uma tia que é rainha". Ela desconversou, pediu para eu ficar quieto. Ela prosseguiu a história. Depois que a interrompi duas ou três vezes, ela me mandou calar a boca e ir falar com a diretora, dona Ondina Aparecida Nobre. Ela me deu um tranco, perguntou se eu queria ser expulso. A partir daí, eu sempre inventava coisa para matar a aula. Nunca tive uma escola boa. Nunca tive prazer na escola, mas sempre quis aprender. Quando fui para a faculdade, estudei história e antropologia, fui resgatar a história da minha tia, que era rainha do congado. Para pagar os estudos, eu precisava trabalhar. Fui dar aula e me dei conta de que, se eu achava aquilo chato, meus alunos também, porque eu era um reprodutor da mesma chatice.

Folha - E você conseguiu mudar?

Rocha - Não. Criava jeitos diferentes de trabalhar com os alunos, inovava, mas, no fim, era uma experiência muito reformista. Ela começou a ser transformadora quando aconteceu o fato com o Álvaro, minha primeira grande perda [o garoto, excelente aluno, se suicidou]. Aí eu falei: "Opa! Não adianta querer que os meninos aprendam história se eu não consigo aprender a história da vida deles". Então comecei a deixar de lado não só a forma mas também o conteúdo. Por exemplo, pedia aos alunos para pesquisarem em casa: sobre cantiga de ninar, expressões populares, jogos etc. Um pai chegou para mim e disse: "Vim te agradecer, porque eu tinha um problema de relacionamento com meu filho, mas agora ele apareceu querendo saber sobre as brincadeiras de quando eu era criança e começamos a conversar, a brincar". Eu nem sabia que aquele negócio estava ajudando a aproximar pais e filhos. Aí eu fui me libertando dos conteúdos cheirando a mofo e comecei a ver que estava partindo para uma outra coisa. Esse processo foi evoluindo na reflexão sobre o que é deixar de ser professor e virar educador. O professor ensina, o educador aprende.

Folha - E então o sr. começou seus projetos fora da escola, debaixo do pé de manga. Mas o sr. acha que a escola formal serve para alguma coisa?

Rocha - Ela serve para escolarizar. Ela dá um determinado tipo de informação e de conhecimento que atende um determinado tipo de demanda, um determinado tipo de modelo mental de uma sociedade que aceita, convive e não questiona.

Folha - Essa escola educa?

Rocha - Não. Ela escolariza. Uma coisa é falar em educação, outra é falar em escolarização. A maioria das pessoas que estão cometendo grandes crimes são pessoas escolarizadas. Então, que escola é essa? Para que ela serviu? Não ajudou nada, mas escolarizou. E essa escola continua sendo branca, cristã, elitista, excludente, seletiva, conformada. Ela seleciona conteúdos, seleciona pessoas, mas não educa.

Folha - O que significa a escola ser branca?

Rocha - Por exemplo, eu nunca tive aula sobre os reis do Congo, mas tinha aula sobre todos os Bourbons, reis europeus.

Folha - E conformada?

Rocha - A escola não permite inovação. Ela é reprodutora da mesmice. A escola formal não está só na forma. Ela está dentro da fôrma. O pior é quando ela está dentro do formol. É um cadáver. O conteúdo da escola está pronto e acabado. Os meninos que vão entrar na escola no ano que vem, independentemente de quem sejam, aprenderão as mesmas coisas, do mesmo jeito. Aprendem o que alguém determinou que tem que ser aprendido.

Folha - O que está errado com o conteúdo?

Rocha - Recentemente, uma menina de nove anos, lá em Curvelo, virou para mim e disse: "Tião, vou ter prova e esqueci o que é hectômetro". Eu disse a ela que ninguém precisa saber o que é isso, que não se preocupasse, isso não cairia na prova. Perguntei se ela sabia o que era centímetro, metro, quilômetro. Ela sabia. "Pronto, tá bom demais, você vai viver a vida inteira mais 15 dias e não vai acontecer nada", disse para ela. Passados uns dias: "Me ferrei. Caiu na prova e eu não sabia". Peraí: criança de nove anos tem que saber isso? Isso é conhecimento morto. Mas se eu pergunto se eu posso ensinar outra coisa, não posso. O que posso é ensinar as mesmas coisas de um forma diferente. No conteúdo não pode mexer. O vestibular cobra. É um processo seletivo que vai determinando e excluindo, afunilando, dizendo que, para entrar aqui, precisa pensar desse jeito, nessa lógica. Do ponto de vista da escolarização, tá indo muito bem. Agora, se tá educando ou não, ninguém discute. Quando uma criança é entrevistada e diz que é de determinado projeto porque quer ser alguém na vida, já sei que ela foi pessimamente educada. Um menino que aos 12 anos acha que não é ninguém na vida não tem mais auto-estima. Ele não é ele. Ela vai ser. É sempre um projeto adiado para o futuro.

Folha - Como deveria ser a educação?

Rocha - Um projeto de vida, não de formação para o mercado. A lógica da vida não é ter um emprego. Será que é possível construir um processo de uma escola que incorpore valores dignos, que passe a perceber que a ciência precisa estar condicionada a esses valores, que a tecnologia precisa estar condicionada a esses valores, que elas não podem ser determinantes dos valores humanos? Ter analfabetos não pode ser um problema econômico, é um problema ético. A experiência que a gente vem desenvolvendo no CPCD é saber se é possível fazer educação de qualidade. Claro que é. Só que você tem que botar uma pergunta que a gente sempre faz. É o MDI: "de quantas maneiras diferentes e inovadoras eu posso"... O resto você completa com uma ação: educar, alfabetizar, diminuir a violência, gerar mais renda. Quando a gente começa a fazer isso, aparecem 70 sugestões para alfabetizar, por exemplo. Vamos tentando uma por uma. Funcionou? Não? Risca. E vamos para a próxima. Quando chega na última, já tem mais tantas outras. Você não esgota o seu potencial de soluções para as crianças aprenderem.

Folha - Até onde vale criar soluções?

Rocha - Na educação, qual é a melhor pedagogia? É aquela que leva as pessoas a aprender. Na escolarização, a melhor pedagogia é aquela que dá mais sentido para quem a aplica. O CPCD foi secretário da Educação de Araçuaí. Lá tinha um problema: os meninos demoravam duas horas no ônibus. O que a gente fez? Colocou educadores no ônibus. Qualquer secretaria de Educação pode fazer. É só sair da caixa. Uma outra questão é o acesso aos livros. Há muitos anos, acompanhei a trajetória de dez crianças em Ouro Preto num período de seis, sete anos. Como eu sei se um aluno é da primeira, da segunda, da terceira série? É pelo tamanho da pasta. No primeiro ano, traz até uma mala. Leva tudo. Depois, vai deixando. No ginásio [quinta a oitava série], eles não levam quase mais nada. No colegial, às vezes leva só uma canetinha. Eu me perguntei se os livros perderam o encantamento ou se foi a escola que não soube mantê-los encantados. Juntei um monte de livros em baixo da árvore e mandava a meninada ir lendo. Em volta, deixava montinhos de sucata e escrevia uma placa: música, teatro, artes plásticas, literatura. Tudo que o menino lesse, tinha que ir numa direção e fazer música, teatrinho etc. É um jogo. Ler e transformar, do seu jeito. Eles ficavam lá a tarde inteira. Vinha gente de longe. Agora, por que será que esses meninos nunca tinham entrado numa biblioteca da escola? Porque ele não tinha prazer em entrar na biblioteca. Quando ia ler um livro, tinha que dissecar a obra, classificar o texto, responder a dez perguntas sobre aquele negócio. Em baixo da árvore, ele não tinha que responder a pergunta nenhuma. Era prazer, e não dever. Os livros não perderam o encantamento, portanto. Eu nunca li e detesto Machado de Assis. Por quê? Porque tive que fazer anatomia do livro. Achava um saco. Até hoje não consegui romper com isso.

Folha - Como enfrentar a falta de leitura?

Rocha - Faz chover livro na cabeça dos meninos. De todo jeito. Bornal de livros, algibeira de leitura, folia do livro, banco de livros, livro no ponto de ônibus. É igual propaganda. Como você quer que o cara não tome Coca-Cola? Vamos botar esse apelo para o livro. A gente foi tirando os meninos do estado de UTI. Vale tudo. É ético? É. Então, vale. Se nunca foi feito, a gente faz. Se errar, não tem problema. Temos que aprender.

Folha - Como você mexe no conteúdo? Tem um conteúdo básico?

Rocha - Claro. Tem que ter alguma coisa para começar. Precisa aprender os códigos de leitura, a a raciocinar e fazer cálculo, as quatro operações básicas. Mas não precisa saber o que é hectômetro.

Folha - Como diversificar? Ou por que diversificar?

Rocha - Há uns 20 anos, eu trabalhava bem no sertão. Tinha um projeto do governo para combater a doença de chagas na região. Parecia muito bom, as casas de adobe seriam substituídas por casas de cimento com condições de pagamento bem favoráveis. Mas não houve adesão dos moradores. O que os engenheiros não percebiam é que as casas pareciam um forno de tão quente. O pessoal do projeto dizia: "É uma questão de adaptação". Eu respondia: "Não começa, não. A casa de adobe resolve muito bem a questão térmica. Por que não fazem casa de qualidade com adobe naquele sertão?". Eles disseram que não sabiam fazer, que não aprendiam isso na faculdade de engenharia. Fiquei imaginando: eles não foram formados para fazer casas dignas para a população. Querem fazer em São Paulo e no sertão uma casa do mesmo tipo. Que lógica é essa? É a lógica do modelão. Hoje, entrou na moda fazer casa de adobe, é ecológico. Engraçado. Antes, as pessoas faziam casa assim. Aí vieram, cortaram a tradição, impuseram o modelão e, agora, querem voltar ao que se fazia antes, mas travestido de conversa nova.

Folha - Você é contra todo tipo de forma universalizante?

Rocha - Como padrão único, claro.

Folha - Você é a favor de uma transformação constante?

Rocha - Da diversidade permanente.

Folha - De uma pedagogia específica para cada pessoa?

Rocha - Não. O que não pode é aprender uma única coisa, todo mundo igual. Mas não é "cada um faz o que quer". O que não pode é dar pesos desiguais, ou seja, negar ou excluir coisas em função de critérios que são absolutamente ideológicos. É possível criar uma sociedade polivalente, diversificada? É, porque não foi feito ainda. Se ninguém fez, é possível. Isso é o que eu chamo de utopia. Utopia para mim não é um sonho impossível. É um não-feito-ainda, algo que nunca ninguém fez. É possível aprender brincando? A escola tem que ser o serviço militar obrigatório aos sete anos ou pode ser prazerosa? Aí eu coloco um indicador: a escola ideal deve ser tão boa que professores e alunos desejem aulas aos sábados, domingos e feriados. Hoje, temos exatamente o contrário. Os meninos estão no século 21 e a escola está Idade Média. A escola é a única instituição contemporânea que tem servos, tem serventes, pessoas que estão lá para nos servir. Nem em banco tem isso, lá são "auxiliares de serviços gerais". Quando eu trabalhava na Universidade Federal de Outro Preto, por acaso eu virei pró-reitor. Acabei indo a uma reunião de pró-reitores com o secretário da Educação. Aquele discurso enfadonho estava me enchendo o saco, até que eu disse: "Nesse país, uma escola nunca teve crise de aprendizagem: a escola de samba. Uma assessora do secretário disse que aquilo era inadmissível e perguntou se eu achava que a escola pública tinha que ser "aquela bagunça". Eu respondi: "Tô vendo que a sra. não entende nada de escola de samba. Na escola tem disciplinador, não tem? Pois na escola de samba tem diretor de harmonia". Entende? Uma coisa é cuidar da disciplina, outra coisa é cuidar da harmonia.

Folha - Como nasce uma nova forma de ensinar?

Rocha - Ou da dificuldade ou da pergunta. Somos movidos por uma pergunta, que vira um desafio, que vira uma encrenca. É possível educar debaixo do pé de manga? É possível criar agentes comunitários de educação? Vamos ficar pensando ou vamos aprender fazendo? Vamos aprender fazendo. A primeira coisa que a gente fez foram os "Não Objetivos Educacionais". Porque formular um objetivo é muito simples: basta colocar um verbo na forma infinitiva e depois encher de lingüiça. O nosso verbo é o "paulofreirar", que só se conjuga no presente do indicativo: eu "paulofreiro", tu "paulofreiras" e por aí vai. Não existe "paulofreiraria", "paulofreirarei". Ou faz agora ou sai da moita. Ação e reflexão, agora. As respostas vão sendo testadas e viram novas metodologias, pedagogias. Assim surgiu a pedagogia da roda, por exemplo, como um jeito de combater a evasão dos meninos. Não podemos perder os alunos, precisamos mantê-los interessados.

Folha - Seus métodos são tão abertos a ponto de aceitar que uma criança queira aprender na escola formal? Ou você quer acabar com a escola?

Rocha - Eu não quero acabar com a escola. Ela é muito mais importante do que parece. Ela tá longe de esgotar seu repertório, não usou nem 10% das possibilidades. Mas, para isso, ela precisa ter a ousadia de experimentar. É uma lástima dar às crianças só o que a escola formal oferece. É muito pouco. As pessoas querem tirar os meninos da rua e levar para a escola --só se for para prender, porque para aprender não serve. É muito chato. Por que, em vez de tirar da rua, não mudamos a rua? Lugar de criança é na escola, na rua, em todos os espaços. Todos os espaços podem ser de aprendizado. Há experiências de cidades educativas muito legais.

Folha - Como é sua relação com os governos?

Rocha - Eu não vejo muita diferença. Todos eles estão dentro da mesma caixa, só muda a cor. A escola que tem agora não é muito diferente da de oito anos ou 20 anos atrás. Vai só pintando a fachada. A lógica, o processo, a metodologia muda muito pouco, no geral. A gente não consegue estabelecer alianças com os governos porque incomoda pensar fora da caixa. Se incomoda, são refratários. Então a gente vem aprendendo a fazer política pública não-governamental.

Fonte: Folha Online
 
 
"DESESPERO" DO MATTO DENTRO
 
Aos Amigos e Companheiros.

Quem passou pelo Setor Público conhece bem o termo “obra de empreiteira”. A transposição do Rio São Francisco é uma clara “obra de empreiteira”.

Parto do suposto de que as pessoas envolvidas não são idiotas; logo, posso deduzir que todas elas têm ciência e consciência de que a transposição é uma “obra de empreiteira”.

À parte o dano irreparável ao São Francisco - já foi chamado de Rio da Unidade Nacional - o que mais me chama a atenção na parte técnica é o seguinte:

Para chegar ao seu “porto de destino”, a água precisa subir 500 metros de altura - repito o pleonasmo: subir 500 metros na altura, e não em sua extensão linear e horizontal - através de “n” estações de bombeamento. Acreditem!

Não existe atividade que seja economicamente viável com o preço a que a água chegará a seu “porto de destino” - investimento fixo na faixa dos US$.2,5 bilhões a ser amortizado ao longo do tempo e o custo da energia, claro. Haja rentabilidade!... A não ser que - ah!, já ia me esquecendo - nós todos banquemos a rentabilidade via subsídios pesados. Não faltará um político calhorda para criar um projeto com essa finalidade; e aqui me refiro ao Legislativo, Executivo e Judiciário.

Não me venham dizer que a transposição atenderá o povão do árido e do semi-árido nordestino; isto é conversa fiada para boi dormir ou para inglês ver. Para esta finalidade, estudos técnicos demonstram que existem alternativas mais inteligentes e baratas. Contudo, essas alternativas não chegam a ser “obras de empreiteira”. E mais: não falta água no árido e no semi-árido nordestino, é bom que fique claro.

Precisamos por a boca no mundo e gritar: abaixo a “obra de empreiteira” que é a transposição do Rio São Francisco e cadeia para seus patrocinadores.

Até que enfim, estou de acordo com a Igreja Cristã Católica, pelo menos, com parte dela: longa vida ao Bispo Luiz Flávio Cappio combatendo a transposição.

Saudações indignadas de um sertanejo do Vale do Jequitinhonha que vê desde criança, quando lá nadava, seus rios - Araçuaí e Jequitinhonha - secarem devagarzinho.

Raul Paixão
10/dez/2007

P.S. Porque não um grande projeto de revitalização do Rio São Francisco? Eu mesmo respondo: não seria uma “obra de empreiteira”. A Promotoria do Meio Ambiente de Itaúna, a 80 quilômetros de Belo Horizonte, está batalhando para que a revitalização aconteça no Rio São João - Bacia do São Francisco - e nós estamos ajudando com a preservação e/ou revitalização de suas matas ciliares, entre outras atividades.
 
 
"CURIOSIDADES" DO MATTO DENTRO
 
Empresa árabe anuncia "1ª cidade sustentável" do mundo

Representantes da empresa de energia árabe Masdar Initiative e arquitetos britânicos da Foster and Partners apresentaram nesta segunda-feira (21), durante uma conferência sobre energia em Abu Dhabi, os detalhes sobre a primeira cidade sustentável do mundo, localizada nos Emirados Árabes Unidos.

Chamada de Masdar ("a fonte", em árabe), a cidade será a primeira livre de emissões de carbono e desperdício. Além disso, será abastecida apenas com energia renovável.

Localizada no deserto nos arredores de Abu Dhabi, a cidade murada será construída em uma área de seis quilômetros quadrados e terá capacidade para abrigar 50 mil habitantes e 1,5 mil estabelecimentos comerciais.

A previsão é de que os primeiros moradores se mudem para a cidade no início de 2009.

Cidade "verde" - Segundo Norman Foster, da Foster and Partners, Masdar será livre de emissões de carbono, com 100% de sua energia fornecida por fontes renováveis.

A cidade deve abrigar também a maior fonte de energia fotoelétrica (conversão direta da energia solar em energia elétrica) do mundo.

Masdar também não terá desperdício, dizem os arquitetos, já que a previsão é de que 99% do lixo seja reciclado ou transformado em compostos.

Outra novidade é o transporte público da cidade, que não terá carros. De acordo com o planejamento urbano elaborado pelos arquitetos da Foster and Partners, nenhum pedestre terá que andar mais de 200 metros para ter acesso ao transporte público.

Além disso, a maioria das ruas da cidade terá apenas 3 metros de largura e 70 de comprimento para facilitar a passagem do ar e incentivar a caminhada.

"Masdar promete estabelecer padrões para as cidades sustentáveis do futuro", diz um comunicado da Foster and Partners.

Fonte: Estadão Online
 
 
"ARTIGOS" DO MATTO DENTRO
 
Nos bons tempos da falta d’água

Por Marcos Sá Corrêa

Que tal esquecer o apagão e admitir que, sem rios e mananciais preservados, as hidrelétricas dependem só das chuvas?

Esta é uma história do tempo em que a ministra Dilma Roussef dava jeito de uma vez por todas no problema da energia elétrica no Brasil. Não faz muito. Mas soa como se viesse do outro a declaração do repórter Stuart Laevenroth, do jornal The Sacramento Bee, queixando-se naquela época de que a imprensa “trata eventualmente de poluição ou degradação da água, mas se esquece da questão fundamental que é o suprimento”. Ao contrário de Laevenroth, Seth Hettena, da agência Associated Press, considerava sua especialização um privilégio, porque suas histórias “têm uma tensão natural na Costa Oeste, o que torna fácil escrevê-las”. O que parece também ser o caso de Todd Hartman, do Rocky Mountain News, numa rotina profissional agitada por ameaças de secessão entre vizinhos, no front do rio Colorado.

Seus depoimentos constam de um dossiê publicado pela Nieman, fundação americana que, desde 1937, dedica-se a polir jornalistas na universidade de Harvard. Os três têm um emprego que inexiste nas redações brasileiras. São especialistas em água. Sua especialidade vai se espalhando rapidamente pelos Estados Unidos, porque lá água é assunto sério, exigindo cada vez mais a atenção exclusiva de repórteres e editores. Com a desordem climática à vista, as secas ficaram piores num lado dos Estados Unidos e, no outro, os sistemas de captação, feitos para aproveitar o degelo da primavera, não garantem o suprimento do país, com menos neve e mais chuva daqui para a frente. Mas, aqui, só quem insiste em jogar água nas manchetes é o bispo Luiz Cappio, com suas greves de fome. O resto dribla o tema por tabela, quando os reservatórios baixam e – como diz o presidente Lula, até que ele resolva dizer o contrário – os boatos de apagão espirram nos jornais.

Nas melhores famílias

Escolados em desmentidos oficiais, os brasileiros podem até correr para as filas da febre amarela, nos postos de vacinação, ou as da vela, nos supermercados. Mas esquecem a água, como se ela nada tivesse a ver com o cotidiano de um povo que depende tanto das hidrelétricas e é ameaçado pelos mosquitos desde que a doença visitou Olinda pela primeira vez em 1685. A água não vem ao caso, seja através das usinas ou dos programas de saneamento básico. Talvez porque administrá-la não seja um surto, que dá e passa. Requer mudanças mais ou menos definitivas no dia-a-dia, coisa que político não gosta de propor e eleitor não gosta de ouvir.

Racionamento de energia acontece nas melhores famílias. Bateu duro na Califórnia, dois verões atrás. E bafejou em julho passado a indústria japonesa, quando um terremoto desconjuntou a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa. Portanto, cortes ocasionais de fornecimento nem sempre são sintomas de atraso. Anacrônico mesmo é continuar culpando os céus pela inconstância da chuva, sem olhar para baixo e ver que não dá para querer hidrelétricas bem reguladas onde os rios têm cabeceiras devastadas, os mananciais estão poluídos e as matas ciliares são facultativas. Os brasileiros sabiam disso nos bons tempos da simples falta d’água. No século 19, quando murcharam as fontes que abasteciam o Rio de Janeiro, o imperador mandou o major Archer reflorestar as encostas da Tijuca. Atualmente, com tudo acontecendo pela primeira vez na história deste país, não se consegue mais prever nem esse passado.
 
07 Novembro 2007
 
"SORRINDO" PELO MATTO DENTRO
 
E o Evo está retendo gases! Luftal nele! O Pum es Nuestro! Quem tiver carro a gás processa o Evo por danos MORALES! O Brasil não vai ter apagão, vai ter Apagás! Apagarás!

Mas diz que o Lula vai soltar um PUM: Plano de União ao Morales. O negócio e estocar repolho, ovo cozido, brócolis e batata doce. Se faltar gás, o meu carro será movido a pum! E vai ter até adesivo. "Carro Movido a Pum".

hahahaha...

Estão rindo, né?!
 
 
O MATTO DENTRO PEDE SOCORRO!!!
 
Quantas vidas serão perdidas e quantas cidades serão destruídas até que a sociedade e os governos comecem a questionar o domínio do automóvel sobre espaços e vidas?
Pelo andar da carruagem, continuaremos a bater recordes de vendas, de mortos e feridos, de congestionamento, estresse, poluição, doenças cardíacas e respiratórias, de fragmentação do espaço público... E o pior: continuaremos acreditando que tudo isso significa "desenvolvimento".


Um milhão de carros nas ruas de BH

Capital chega à marca de um veículo para 2,4 habitantes, o que a sufoca ainda mais e aumenta a poluição, mas ainda não há projetos para desafogar o trânsito

Por Fábio Fabrini

São 17h30 e a Divisão de Registro de Veículos (DRV), braço do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), responsável pelo emplacamento de carros, encerra mais um expediente. No mesmo horário, começa uma onda de congestionamentos nas principais ruas e avenidas de Belo Horizonte. Seria um dia comum, não fosse um ingrediente a mais na rotina, de forte apelo simbólico: a unidade do Detran, no Bairro Nova Gameleira, na Região Noroeste, emplacou, silenciosamente, o veículo de número 1 milhão na capital. Um fato preocupante para quem vive nesta cidade. A tendência é que, cada vez mais, os moradores sofram com a falta de mobilidade no trânsito, o estresse, o barulho e a poluição.

O departamento emplaca, diariamente, 500 veículos. Nunca a média foi tão alta, por uma série de motivos. É cada vez mais fácil adquirir um carro. Nos últimos dois anos, enquanto o poder de compra do brasileiro aumentou, os bancos reduziram os juros e esticaram os prazos de financiamento. As montadoras batem recorde de vendas, oferecendo parcelamentos de até seis anos, sem entrada. Para os especialistas, soma-se a isso o magnetismo exercido pelo automóvel no imaginário brasileiro. Carro é sinônimo de conforto, praticidade e status.

Mais precisamente até a manhã de ontem, BH já tinha 1.000.421 veículos, 52% a mais do que havia em 1999, um para 2,4 habitantes. Quando se considera somente os carros de passeio, a relação é de três para um, uma das menores entre as capitais brasileiras. Nessa categoria, a frota cresce a taxas que variam entre 4% e 7% ao ano, só menores que as verificadas entre as motos (de 8% a 16%). O Estado de Minas mostrou, sábado, que já há mais veículos que habilitados na cidade. No início do ano, a expectativa do Detran era de que a barreira de 1 milhão fosse rompida em dezembro.

O resultado da expansão é uma divisão nada democrática do espaço urbano. Enquanto os ônibus, que não passam de 10% da frota, transportam 71% da população, os carros de passeio, que são cerca de 80% e ocupam bem mais lugar nas ruas, levam 17%. Um veículo de transporte público comporta até 100 passageiros, ao passo que a taxa de ocupação média, por carro, é de 1,4 pessoa. "Em outras palavras, os engarrafamentos de BH são filas de automóveis vazios", diz o engenheiro civil Frederico Rodrigues, consultor em Transportes. Nas contas do especialista, um coletivo cheio retiraria das ruas 70 modelos de passeio.

A BHTrans, responsável pelo gerenciamento do trânsito e do transporte na cidade, ainda não mede os congestionamentos, como ocorre em São Paulo. Mas alguns indicadores mostram os impactos da frota. Devido à saturação, no horário de pico a velocidade média dos ônibus varia entre 10 e 28 km/h, conforme a linha. Além da perda de tempo nos deslocamentos, há outras conseqüências. O gerente de coordenação de Meio Ambiente e Qualidade da empresa, Márcio Batitucci, diz que os veículos são responsáveis por 70% da poluição do ar. Os carros de passeio movidos a gasolina, álcool ou gás despejam 85,8% do gás carbônico, 68% dos hidrocarbonetos voláteis e 57% dos óxidos de nitrogênio provenientes da frota. "Quanto mais rodam, maior é a probabilidade de doenças respiratórias", conclui.

Eles também são os grandes vilões do meio ambiente quando o assunto é o barulho, um dos principais causadores do estresse. Em geral, um carro emite 70 decibéis a um metro de distância. "Em nenhum lugar da cidade admite-se mais do que isso", afirma Rodrigues, acrescentando que, quanto mais cheia a rua, maior é o ruído.

Não só para o poder público, mas para a população, o desafio que se impõe é o que fazer com tantos motores. O diretor-presidente da BHTrans, Ricardo Mendanha, diz que, cedo ou tarde, a cidade terá que conviver com restrições radicais ao automóvel, como o pedágio ou o rodízio no Centro. Mas antes disso a empresa planeja uma série de medidas para desestimular o uso desse meio de transporte. "O objetivo é tornar os outros meios de deslocamento - seja por ônibus, bicicleta ou à pé - mais atraentes", acrescenta.

MOBILIDADE

No ano que vem, uma consultoria contratada pela BHTrans vai apresentar um plano de mobilidade, que mostrará qual é a intervenção mais adequada para cada região da capital. Trata-se de um projeto de longo prazo, a ser implantado até 2020. Nos grandes corredores, a saída deve ser a criação de faixas e pistas exclusivas para coletivos, semelhantes às das avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado. Também deve ser adotado o sistema de estações-tubo, já implantado em Curitiba, que agiliza o embarque. Outra idéia é a construção de ciclovias e bicicletários - hoje, apenas 0,6% da população tem a bicicleta como primeiro meio de transporte. Para incentivar os deslocamentos a pé, a alternativa é a reforma e ampliação de calçadas.

Por ora, a ampliação do metrô ainda é uma promessa difícil de ser concretizada, pois os investimentos anunciados pelo governo federal não são suficientes para tirá-lo do papel, mas Mendanha acredita que a escolha da capital como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 pode impulsionar o projeto: "A linha Pampulha-Savassi vai passar pelo Mineirão. Estamos no país do futebol e temos que aproveitar as oportunidades".

Para melhorar o sistema viário, que converge para o Centro, aumentando os congestionamentos na região, a prefeitura promete desengavetar um projeto paralelo, também de longo prazo. É o Programa de Vias Prioritárias de BH (Viurbs), que prevê 72 obras para aumentar as rotas perimetrais na cidade.

Fonte: http://www.uai.com.br/
 
 
 
   
 
 
 
 
 
 
 
   
   
   
 
 
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
   
   
 
 
   
   
   
 
 
 
   
   
 
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